Mensagem / transcrição
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O mundo espiritual não é brincadeira, irmãos. Vou contar para vocês um relato que aconteceu há bastante tempo. Depois, vou mostrar na Bíblia se isso faz sentido ou não. Abra o seu coração, porque talvez algo esteja acontecendo na sua casa, na sua família ou na sua própria vida.
Sou filha de pastora e já vivi diversas experiências espirituais. Desde que me entendo por gente, minha mãe tem uma empresa de aluguel de trajes para casamento, uma loja de noivas. Ela sempre procurava alugar casas grandes, com vários cômodos, para caber toda a estrutura de que a loja precisava.
Essa história aconteceu há bastante tempo. Minha mãe já se mudou daquela casa há muitos anos. Quando eu e minha irmã éramos crianças — eu tinha uns 8 anos e ela, uns 5 —, meus pais se separaram, e as coisas ficaram um pouco complicadas para minha mãe. Então, precisamos morar na mesma casa onde ficava a loja.
Morávamos em um quarto nos fundos da loja. A casa era meio estranha porque, quando minha mãe a alugou, o dono pediu que ela deixasse lá alguns objetos dele, pois não tinha para onde levá-los. Eram alguns móveis rústicos, um aquário grandão de madeira, também rústico, um quadro bem grande e outros objetos. Minha mãe não teve como dizer não: “Pode deixar, não tem problema. Quando você achar um lugar para levar, me avisa”. Só que os objetos ficaram lá por muito tempo.
Todo mundo passava por perturbações naquela casa. As funcionárias que trabalhavam lá não gostavam de ficar sozinhas. Cada uma já tinha visto ou ouvido coisas. Mas hoje vou contar a história que aconteceu com a gente.
Como eu falei, morávamos lá. Durante o dia, era relativamente tranquilo, mas, na hora de dormir, o clima ficava pesado. Eu e minha irmã sempre sangrávamos muito pelo nariz. Já fomos ao médico e fizemos vários exames, mas nada era descoberto.
Dormíamos nós três na mesma cama, uma cama king-size de casal. De madrugada, eu e minha irmã ficávamos em pé na cama, andávamos e batíamos a cabeça na parede, como sonâmbulas, mas não era sonambulismo. Fazíamos assim e batíamos o rosto na parede. O sangue escorria, e a gente deitava e passava a noite sangrando no travesseiro. Todo dia amanhecíamos com o travesseiro encharcado de sangue.
Minha mãe só percebeu o que estava acontecendo quando orou e pediu a Deus que lhe mostrasse. Até então, achava que estávamos doentes, que havia algo errado. Deus permitiu que ela acordasse numa madrugada e visse o que acontecia, porque parecia que o inimigo até a cegava: ela não conseguia acordar quando alguém andava em cima da cama. No dia em que viu nós duas batendo o rosto na parede, ficou perplexa e começou a orar muito.
Quando amanheceu, ela contou o que tinha acontecido às funcionárias. Foi aí que cada uma contou um caso que já havia presenciado naquela casa. Minha mãe continuou orando e pedindo a Deus que mostrasse o que era.
Havia um menino que era como um morador de rua. Ele era bem jogadinho, sabe? Tinha dia em que dormia na rua; em outros, ia para casa. A mãe não cuidava dele, eles passavam bastante necessidade e, sempre que sentia fome, ele ia até a loja, porque minha mãe meio que o acolheu. Ela comprava lanche, dava almoço e, às vezes, deixava ele tomar banho lá. Esse menino tinha uns 10 anos.
Certa vez, ele chegou quando nós não estávamos lá; só havia uma funcionária. Ela abriu a porta de grade, que ficava na escada, para ele entrar. Era uma casa de segundo andar. Ele simplesmente entrou rastejando, como uma cobra, de costas. Subiu a escada de costas, como uma cobra, como se tivesse perninhas nas costas. Quando chegou lá em cima, virou e falou para a funcionária: “Cadê a Morma?” Minha mãe se chama Ednalva. Ele não a chamava pelo nome; falava “Morma”. Não me pergunte por quê.
A funcionária respondeu: “Ela não está”. Ele disse: “Ah, então tá bom, depois eu volto”, e foi embora. Quando minha mãe chegou, a funcionária contou o caso desesperada, chorando em prantos. E, óbvio, o menino estava... A gente ficou aguardando ele voltar para entender o que tinha acontecido.
Não sei quantos dias depois, ele voltou. Como falei, eu era nova, tinha uns 7 ou 8 anos. Quando minha mãe ouviu a voz dele, estava na cozinha. Tirou o sapato e foi de fininho, tentando escutá-lo conversar com a funcionária, achando que, perto dela, ele não faria nada. Quando ela ainda estava em um cômodo antes de chegar, sem fazer barulho, ele virou e falou: “Oi, Morma, eu sei que você está aí”.
Ela perguntou: “Como você sabe?” Ele respondeu: “Ele me contou”. Então, ela perguntou: “Ele quem?” Ele não respondeu. Ela falou: “Anda igual você andou no dia em que eu não estava aqui, para eu ver”.
Ele disse: “Eu não”. Ela perguntou: “O bicho que fez você andar não está aqui hoje?” Ele respondeu: “Está sim. Olha ali no quadro”.
Ela saiu correndo com o quadro que o dono da casa tinha deixado. Quando ele foi embora, minha mãe e essa funcionária se juntaram diante do quadro e ficaram olhando, olhando, olhando. O quadro tinha várias flores, muitas tulipas, como se fosse um jardim de tulipas, e um céu. Até então, nada demais, gente. Minha mãe foi orando e pedindo a Deus para mostrar. De tanto ficarem olhando, encontraram, no meio das tulipas, bem escondidinhos, rostos de mini demônios pintados com uma tinta parecida com a das flores, para não ficarem evidentes. Havia vários.
Mas, como eu falei, se elas não orassem, Deus não mostraria, porque estava muito bem camuflado, como essas mensagens subliminares. Os demônios eram bem pequenininhos e estavam escondidos, com a mesma cor de tinta das flores e do ambiente em que elas estavam. Foi realmente quem pintou o quadro que fez isso? Eu não sei se o dono da casa sabia quando o comprou, mas, enfim, eles estavam lá.
Minha mãe falou com ele que não dava mais para ficar com o quadro, devolveu-o e começou a fazer uma oração para quebrar aquilo ali. E aí foi só perturbação, gente. Lembram do fato de que a gente metia a cara na parede de madrugada? Teve uma noite em que, depois de tanto ela orar e expulsar, e depois que tirou o quadro, ela acordou — na verdade, estava dormindo — e sentiu minha irmã andando. Quando sentiu minha irmã andando, pegou o braço dela e foi deitando-a. Em vez de acordar e olhar para minha irmã, olhou para o outro lado. Então viu uma mulher loira, de cabelão e jaqueta jeans, andando e entrando no guarda-roupa.
Quando amanheceu, ela quebrou o guarda-roupa e jogou-o fora. Deus foi revelando tudo. Ela também fez uma oração de quebra de maldição e foi orando, orando, orando; fez jejum, e as funcionárias também, porque, afinal de contas, trabalhavam lá e estavam cansadas de passar aperto.
Em outro dia, enquanto dormia, ela acordou de madrugada de novo e viu o quarto cheio de malas, muitas malas, que, no espiritual, significavam o quê? Que as coisas estavam indo embora. Depois disso, houve paz, e a gente parou de sangrar pelo nariz, porque será, né? Paramos de ser perturbadas, de meter a cara na parede, e tudo fluía. Todo mundo parou de ver e ouvir coisas.
Então, cuidado com os objetos que estão dentro da sua casa. Alugou uma casa? Você tem o direito de tê-la limpa, sem nada dentro. “Ah, eu posso deixar. Olha, eu prefiro que não, porque tenho muitos móveis. Não tem como.” Mande as pessoas levarem os objetos com elas. Tudo que você receber de presente, consagre a Deus e desconsagre daquilo a que foi consagrado quando você o recebeu. Isso é muito importante. Presente... Tome cuidado com tudo que você coloca dentro da sua casa, porque o mal precisa de um corpo, e esse corpo pode ser um objeto para entrar na sua casa. É isso aí, né, irmãos?
Vocês viram que esse relato é verdadeiro? E outra coisa: tem muita gente que não acredita, muita gente que acha que é exagero. Mas, irmãos, vamos à Palavra de Deus. Vou ler para vocês aqui, em Atos, capítulo 19, versículo 11. Prestem atenção. A passagem diz que Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo: até lenços e aventais que ele usava eram levados e colocados sobre os enfermos, que eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles (Atos 19:11).
É interessante, né? Esses objetos, no caso, os lenços, os aventais, peças de roupa, eram usados por Deus, ou seja, carregavam o poder de Deus, de forma que os enfermos eram curados e os espíritos malignos saíam das pessoas. Irmãos, é a Palavra de Deus. Ou seja, se essas roupas carregavam o poder de Deus, por que não acreditamos que um certo objeto também pode carregar poderes malignos do diabo? Entenderam?
Então, para mim, fica claro que não vemos casos apenas no Antigo Testamento, de objetos que atraíam coisas ruins, como no caso de Acã, que escondeu algumas peças de prata e algumas roupas, e, por causa disso, Israel começou a perder batalha após batalha, mas também no Novo Testamento. No próprio capítulo 19 de Atos, no versículo 18, prestem atenção: muitos dos que creram vinham, confessavam e declaravam abertamente suas más obras. E um grande número dos que praticavam ocultismo reuniu seus livros e os queimou publicamente (Atos 19:18-19).
Ou seja, é necessário, sim, abrir mão de tudo aquilo que você sabe que foi consagrado ao inimigo, que fez parte de uma época da sua vida em que você não tinha Jesus e que você percebe que realmente não agrada a Deus. Irmãos, lembro que, quando me converti, abri mão de CDs que, lembro, eram até caros. Eram CDs internacionais, de bandas internacionais, mas de rock maligno, rock pesado, que eu tinha certeza de que não era de Deus. Aquilo não me fazia bem. Então, não dei para ninguém, porque, se não fez bem para mim, não vai fazer bem para mais ninguém. Também rasguei roupas com bandas de rock que, para mim, já não serviam mais, entendeu?
É algo individual; cada um de vocês precisa buscar discernimento. Também quebrei os altares que eu tinha com incensos e caveiras. Vocês sabem do meu testemunho, né? Então, resumindo: quebrei esses altares, e Deus me abençoou grandemente. Tive que romper, irmãos, com as trevas, com as coisas do passado.
Eu sei que tem muita gente precisando ouvir essa mensagem. Que relato forte e poderoso! Deus abençoe.