Pastor Antônio Junior

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UMA NOVA RELIGIÃO ESTÁ SURGINDO EM ISRAEL E O MUNDO NÃO PERCEBEU

Autor: Admin

Publicado: 2026-10-27

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Representantes de mais de 20 países marcaram um encontro no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, para discutir uma proposta que está chamando a atenção: a criação de leis religiosas para o mundo inteiro, baseadas nas chamadas sete leis de Noé. Uma das propostas é criar até um tribunal internacional para aplicar essas leis. Enquanto isso, Israel está se preparando para uma possível retomada dos sacrifícios de animais, algo que não acontece há quase 2.000 anos.

Muita gente imagina que o grande engano dos últimos tempos será algo claramente maligno, que todo mundo vai reconhecer. Mas a Bíblia nos alerta sobre um engano muito mais perigoso: aquele que parece santo, correto e até agradável a Deus, mas que, na verdade, afasta as pessoas de Jesus.

Nesta semana, surgiram notícias que muitos estão acompanhando pelo lado político, sem perceber o significado espiritual por trás delas. Recentemente, um dos rabinos mais conhecidos de Jerusalém, chamado Tovia Singer, fez algumas declarações que chamaram a atenção. Segundo ele, os preparativos para a retomada dos sacrifícios de animais em Israel já estão muito mais avançados do que muita gente imagina. Ele afirmou que o altar de pedra já está pronto, que as roupas dos sacerdotes foram preparadas conforme as antigas tradições judaicas e que até as trombetas de prata já foram fabricadas.

Muita gente pode se perguntar como eles vão voltar a oferecer sacrifícios se o terceiro templo ainda nem foi construído e hoje existe outra coisa no lugar. Essa é uma pergunta importante, porque durante muito tempo se acreditava que, para os sacrifícios voltarem a acontecer em Jerusalém, seria necessário primeiro construir o terceiro templo, o que poderia provocar um conflito enorme por causa das mesquitas que existem naquele local.

Mas o livro de Esdras mostra que, quando os judeus voltaram do cativeiro na Babilônia, encontraram Jerusalém destruída e o templo de Salomão em ruínas. E sabe o que eles fizeram? Em vez de esperar a reconstrução do templo, primeiro levantaram o altar e começaram a oferecer sacrifícios a Deus. O texto relata que, apesar do medo dos povos vizinhos, reconstruíram o altar no local onde ficava anteriormente e começaram a oferecer sacrifícios ao Senhor todas as manhãs e tardes (Esdras 3:3).

Se esse altar realmente já está pronto, como afirmou o rabino, isso significa que estamos muito mais próximos de acontecimentos proféticos importantes do que muita gente imagina.

Para você entender a importância do que está acontecendo, até pouco tempo atrás, os judeus que subiam ao Monte do Templo enfrentavam muitas restrições. Eram vigiados pela polícia, não podiam fazer orações abertamente e muito menos tocar o shofar. Quem desrespeitasse essas regras poderia até ser preso. Mas, recentemente, durante as celebrações de Rosh Hashaná, o ano-novo judaico, alguns judeus subiram ao Monte do Templo, fizeram orações e tocaram o shofar sem serem impedidos. Segundo o rabino Tovia Singer, isso representa uma mudança histórica, algo que não acontecia dessa maneira havia cerca de 2.000 anos.

Agora, por que tudo isso é tão importante para nós, cristãos? Porque o profeta Daniel, centenas de anos antes de Jesus nascer, anunciou acontecimentos relacionados aos últimos dias. Ele falou sobre um governante que surgiria no futuro, faria um acordo de paz de sete anos com muitas nações e, quando chegasse à metade desse período, tomaria uma decisão muito importante: acabaria com os sacrifícios e as ofertas.

O texto diz que esse governante fará um acordo firme com muitos por um período de sete anos, mas, depois da metade desse tempo, porá fim aos sacrifícios e às ofertas. Também diz que, no ponto mais alto do templo, ele colocará a abominação da desolação, até que o fim decretado seja derramado sobre esse destruidor (Daniel 9:27).

Agora pense comigo: como é que esse governante, que nós identificamos como o anticristo, vai interromper os sacrifícios e as ofertas se eles não tiverem sido retomados? Para que alguma coisa seja interrompida, primeiro ela precisa estar acontecendo.

E, se você acha que isso já é impressionante, preste atenção no que aconteceu também em Jerusalém. Representantes de mais de 20 países, de seis continentes diferentes, marcaram um encontro internacional para novembro, justamente no Monte das Oliveiras. O objetivo é tratar de uma proposta religiosa que pode ter consequências muito sérias para os cristãos. Eles vão discutir um acordo internacional baseado nas chamadas leis noéticas, que, segundo a tradição judaica, são sete mandamentos dados por Deus a Noé depois do dilúvio. Um dos assuntos mais importantes dessa conferência será a proposta de criar um tribunal religioso internacional para tratar da aplicação dessas leis.

Mas o que essas leis têm a ver com os cristãos? Deixa eu explicar melhor, porque muita gente nas igrejas nunca ouviu falar sobre isso. O movimento noético ensina que as pessoas que não são judias não precisam seguir os 613 mandamentos da lei de Moisés para serem aceitas por Deus e terem direito à vida eterna. Segundo essa crença, basta obedecer a sete leis: não matar, não roubar, não praticar imoralidade sexual, não blasfemar contra Deus, não comer carne retirada de um animal ainda vivo, estabelecer tribunais de justiça e não praticar idolatria.

Ou seja, eles ensinam que uma pessoa pode alcançar a salvação seguindo essas regras, mesmo sem reconhecer Jesus Cristo como Salvador. À primeira vista, essas leis parecem muito boas, não é mesmo? Mas é justamente aí que está um dos maiores perigos espirituais dos últimos tempos.

Porque o engano que a Bíblia anuncia não precisa parecer algo mau ou assustador. Ele pode se apresentar como uma proposta de paz, justiça e moralidade, mas que deixa Jesus Cristo completamente de fora. Uma religião que promete a salvação sem Jesus pode parecer muito boa aos olhos do mundo, mas está levando as pessoas para longe da verdade do evangelho.

Recentemente, o comentarista político judeu Ben Shapiro, que tem milhões de seguidores e é muito conhecido nos Estados Unidos, foi questionado sobre o que uma pessoa que não é judia precisa fazer para ir para o céu. A resposta dele chamou bastante atenção. Segundo Shapiro, essa pessoa não precisa se converter ao judaísmo nem acreditar em Jesus Cristo. Basta seguir as leis de Noé que citei anteriormente.

Muita gente que ouviu essa resposta achou que Ben Shapiro estava sendo tolerante, respeitando as diferentes religiões e mostrando que existem outros caminhos para chegar a Deus. Mas quem conhece a Bíblia precisa prestar atenção em dois detalhes muito sérios.

O primeiro é que, ao explicar essas leis para um público formado por muitos cristãos e simpatizantes, Shapiro mencionou várias regras, mas deixou de fora justamente uma das mais importantes: a proibição da idolatria. E por que isso chama tanto a atenção? Porque, dependendo de como essa lei é interpretada, ela pode entrar em conflito direto com aquilo em que nós, cristãos, acreditamos sobre Jesus Cristo.

Para entender por que isso é tão sério, precisamos lembrar de uma entrevista que Ben Shapiro deu ao apresentador Joe Rogan alguns anos atrás. Naquela conversa, ele deixou muito claro o que pensa sobre Jesus Cristo. Afirmou que não acredita que Jesus seja Deus, não o reconhece como profeta e também não acredita nos milagres que realizou. Para Shapiro, Jesus foi apenas um judeu que viveu no primeiro século, envolveu-se em um movimento político e acabou sendo executado pelos romanos.

Ou seja, ele rejeita justamente aquilo que está no centro da nossa fé cristã: que Jesus é o Filho de Deus, o Salvador que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. E, na interpretação de importantes rabinos, como Maimônides, adorar um ser humano como se fosse Deus é considerado idolatria, um pecado extremamente grave.

Existe um detalhe ainda mais preocupante. Na aplicação mais rigorosa das leis noéticas, a punição prevista para quem comete idolatria ou blasfêmia contra o Deus único é a pena de morte.

Agora, você consegue perceber a gravidade disso? Imagine se, no futuro, essas leis noéticas fossem adotadas internacionalmente como uma forma de estabelecer a paz, combater a violência e criar regras morais que todos os países deveriam seguir. E se tribunais internacionais passassem a aplicar essas leis, o que aconteceria com os cristãos que confessam que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que se fez homem, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou? Será que essas pessoas teriam liberdade para continuar adorando Jesus? Ou poderiam ser acusadas de idolatria simplesmente por professarem a sua fé?

Jesus já havia alertado sobre esse tipo de perseguição há dois mil anos. Quando estava reunido com seus discípulos, pouco antes de ser preso e crucificado, explicou que chegaria um tempo em que seus seguidores seriam perseguidos não apenas por pessoas que rejeitam a religião, mas também por aquelas que acreditam estar fazendo a vontade de Deus. Ele disse que seus seguidores seriam expulsos das sinagogas e que chegaria a hora em que quem os matasse pensaria estar prestando um serviço sagrado a Deus.

Ou seja, esses perseguidores não se enxergariam como pessoas más. Pelo contrário, acreditariam que estavam defendendo a verdadeira religião, combatendo a idolatria e fazendo aquilo que Deus exige. É por isso que o apóstolo Paulo disse que, mesmo que um anjo viesse do céu anunciando um evangelho diferente daquele que eles haviam recebido, deveria ser rejeitado, porque não existe outro caminho para a salvação além de Jesus Cristo.

E tem mais. Quando olhamos para o que está acontecendo na política internacional, percebemos que algumas iniciativas podem abrir caminho para esse cenário. Pessoas influentes já estão discutindo a criação de órgãos internacionais, como o chamado Conselho da Paz. Essa proposta envolve líderes de vários países e pessoas influentes, como Donald Trump e Jared Kushner, além de investimentos bilionários para reconstruir regiões destruídas pela guerra, como a Faixa de Gaza. O objetivo anunciado é trazer estabilidade ao Oriente Médio e aproximar países árabes e ocidentais por meio de acordos de paz.

Mas estruturas criadas para promover a paz também podem, no futuro, servir de base para uma autoridade internacional cada vez maior. Agora, irmãos, não estou dizendo que Donald Trump ou qualquer outro líder seja o anticristo. Também não podemos sair marcando datas ou afirmando que sabemos exatamente quando essas profecias vão se cumprir. Mas precisamos ficar atentos ao que está acontecendo.

O mundo está cada vez mais preocupado em encontrar uma solução para os conflitos entre as nações. Existe uma pressão crescente para estabelecer valores morais que todos aceitem. E é justamente sobre isso que Apocalipse 13 nos alerta. A Bíblia descreve um poder político que receberá autoridade sobre povos, nações e línguas. Também fala de um segundo personagem com aparência de cordeiro, mas que fala como dragão. Esse homem levará as pessoas a adorar o mesmo sistema e chegará ao ponto de impedir que aqueles que não se submeterem possam comprar ou vender.

E, lembrando: esse encontro para discutir as leis noéticas foi marcado justamente para acontecer no Monte das Oliveiras, em Jerusalém. E sabe por que isso é tão importante? Porque é nesse mesmo monte que, segundo a profecia de Zacarias, Jesus Cristo colocará os pés quando voltar.

Enquanto líderes religiosos se reúnem naquele lugar para discutir uma nova ordem baseada em leis e mandamentos, a Bíblia anuncia que é ali que o verdadeiro Messias voltará para estabelecer o seu reino.

E agora eu quero que você pense numa coisa: se chegar o dia em que o mundo inteiro começar a dizer que adorar Jesus Cristo é um crime contra a paz e a união entre as nações, será que a sua fé estará firme o suficiente para continuar seguindo a Jesus?

Por isso, se hoje você está distante dos caminhos de Deus, não espere as coisas piorarem para tomar uma decisão. Reavalie sua vida, arrependa-se dos seus pecados e entregue verdadeiramente seu coração a Jesus Cristo. Não deixe que os prazeres deste mundo ou qualquer outra coisa sejam mais importantes do que a sua salvação. Porque, quando chegar o dia da volta de Jesus, o que realmente vai importar é se o seu nome está escrito no livro da vida.

Amém. Que Deus te abençoe.