Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

O QUE ACONTECE COM QUEM NÃO DÁ O DÍZIMO? A BÍBLIA RESPONDE

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-06

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Mensagem / transcrição

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...que o sujeito pode ser crente, cantar no coral, ser cantor ou missionário, distribuir folheto, mas, se não for dizimista e ofertante, quando morrer vai para o inferno.

Olá, pessoal, tudo bem? Eu sou o pastor Antônio Júnior e quero conversar com você sobre um assunto que sempre gera muita polêmica: o dízimo. Anotei aqui as principais dúvidas que todo mundo tem a respeito desse assunto e vou respondê-las. São perguntas como: “O dízimo é obrigatório? Eu tenho que dar todo o dízimo na minha igreja ou posso eu mesmo ajudar instituições de caridade? Se eu não der o dízimo, vou ser amaldiçoado? O gafanhoto vai destruir tudo o que é meu? Onde é que fala sobre o dízimo no Novo Testamento? O que Jesus falou a respeito do dízimo?”

Uma vez, eu estava na igreja e vocês não acreditam no que ouvi de um pastor. Ele disse que quem não desse o dízimo não iria para o céu. Como embasou essa ideia? Citou uma passagem do livro de Malaquias, que diz que o povo de Israel estava roubando de Deus porque não estava dizimando. Então, juntou isso com outra passagem do Novo Testamento, que diz que os ladrões não herdarão o reino de Deus. E disse que, se você não dá o dízimo, está roubando, e os ladrões não vão herdar o reino de Deus.

Só que isso é uma heresia, porque ele pegou duas passagens fora do contexto original e as trouxe para os dias de hoje. Com certeza, muita gente ali ficou com medo. Por não conhecer as Escrituras, por não conhecer a Palavra de Deus, o povo perece, o povo sofre. Então, irmãos, precisamos tomar muito cuidado, porque tem muito lobo em pele de cordeiro, tem muita gente enganando as pessoas.

Tem também o caso de uma irmã que me contou que a mãe dela estava muito doente e precisava urgentemente tomar um remédio, mas o dinheiro daquela filha estava separado para o dízimo. Então, ela disse à mãe que não podia pegar aquele dinheiro, porque era consagrado ao Senhor. Infelizmente, a mãe passou muito mal. Graças a Deus, foi socorrida a tempo, porque ficou muito tempo sem tomar aquele remédio.

Então, irmãos, vocês percebem como as pessoas têm dificuldade em lidar com esse assunto. As dúvidas são muitas. Já ouvi também o caso de um pastor que disse que quem não desse o dízimo nem precisava voltar à igreja. Primeiro, era para arrumar aquele dinheiro; depois, poderiam frequentar a igreja. Quem me contou isso foi a minha avó. Ela ia a uma igreja pentecostal, muito conhecida no Brasil todo, e ficou muito triste porque não estava conseguindo juntar aquele dinheiro. Irmãos, fiquei muito triste com aquela situação e, por causa disso, senti que deveria gravar esta mensagem para vocês.

Sei que a questão do dízimo é muito delicada, porque envolve o pecado da avareza: tanto a avareza de pessoas que ficam ensinando coisas erradas para ganhar dinheiro em cima dos membros da igreja quanto a de pessoas que ficam procurando um pretexto para não contribuírem nada na igreja e não se sentirem culpadas por isso. Então, esta mensagem é para todos nós, e vou começar a explicar.

A palavra “dízimo” começou a aparecer lá em Gênesis, capítulo 14, versículos 18 a 20, quando Abraão estava voltando de uma batalha e trouxe muitas riquezas consigo. Então, encontrou-se com o rei e sacerdote Melquisedeque, que o abençoou. Em seguida, Abraão sentiu o desejo de dar o dízimo de tudo o que tinha conquistado na batalha. Essa prática com certeza era muito comum na época de Abraão e, por isso, Moisés, que foi quem escreveu o livro de Gênesis, não dá muita explicação sobre de onde Abraão tirou essa ideia, já que Melquisedeque nem pediu isso a ele.

Depois disso, vamos ver o dízimo aparecer na época de Jacó. A Bíblia diz que Jacó estava fugindo do irmão depois de tê-lo enganado. Então, teve uma visão de Deus, dos anjos dos céus descendo à terra. Ele fez uma promessa ao Senhor de que, se Deus o abençoasse, abençoasse sua viagem e o prosperasse, Jacó daria o dízimo de tudo o que ganhasse. Se você ler essa passagem, vai perceber que Jacó não fez isso porque era uma lei, mas porque entendia que era um princípio, e que esse princípio do dízimo agradava ao Senhor.

O dízimo vai aparecer somente 500 anos depois desses acontecimentos, por meio da lei que foi criada para o povo de Israel. E olha que interessante: naquela época não existia dinheiro, e por isso os israelitas deveriam dar 10% das suas colheitas e dos animais que criavam para o tabernáculo, conforme está escrito em Levítico, capítulo 27, versículo 30. Esse dízimo era usado para cuidar dos levitas, que ficavam totalmente por conta do trabalho no templo. Depois, leia na sua casa Números, capítulo 18, versículo 21.

Além desse dízimo, os israelitas ainda teriam que dar o dízimo para financiar uma festa, uma celebração a Deus. Veja o que está escrito em Deuteronômio, capítulo 14: “Separem o dízimo de tudo que a terra produzir anualmente.”

Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria de todos os seus rebanhos, na presença do Senhor, o seu Deus, no local que ele escolher como habitação do seu nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus. (Deuteronômio 14:23)

E ainda tinha o dízimo que eles tinham que dar a cada três anos para cuidar dos levitas, dos pobres, das viúvas, dos órfãos e dos refugiados. Isso está lá em Deuteronômio, capítulo 14, versículos 28 e 29, que dizem assim:

Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano e armazenem-nos em sua própria cidade, para que os levitas, que não possuem propriedade nem herança, e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que vivem na sua cidade venham comer e saciar-se, e para que o Senhor, o seu Deus, o abençoe em todo o trabalho das suas mãos. (Deuteronômio 14:28-29)

Então, olha que interessante, irmãos. Se vocês calcularem tudo isso, vão ver que os israelitas tinham que dar o dízimo, que ficava em torno de 23,33% de tudo o que recebiam. Por isso, o dízimo no Antigo Testamento funcionava como um método de imposto para suprir as necessidades das pessoas, e não apenas como uma regra religiosa.

E é sempre nesse contexto, irmãos, que o dízimo vai aparecer na Bíblia a partir da lei. É como se fosse um imposto, um tributo que as pessoas de Israel tinham que pagar. E é por isso que aquela passagem do Antigo Testamento, do livro de Malaquias, que diz que o povo de Israel estava roubando do Senhor porque não estava dizimando, se refere à obrigação dos israelitas de suprir as necessidades dos levitas e sacerdotes que cuidavam do templo.

Então, quando eles não davam o dízimo, estavam paralisando a obra de Deus, já que, se eles não fizessem esse trabalho, ninguém mais podia fazer. Então, irmãos, o templo parava totalmente, as coisas de Deus eram abandonadas e o povo também parava de receber, por meio desses homens, a instrução de como viver uma vida com Deus. Consequentemente, eles voltavam à vida de pecado e colhiam as maldições; as coisas não davam certo. O próprio Deus diz que eles plantavam, mas parecia que não vinha a colheita. Juntavam dinheiro, mas parecia que o colocavam num saco furado.

Então, nesse livro de Malaquias, capítulo 3, versículo 8, que é muito usado por muitos pastores para colocar medo nas pessoas a respeito do dízimo, está se falando desse contexto, e não da nossa realidade dos dias de hoje, já que a gente nem tem uma instituição como antigamente.

E é nesse contexto que Jesus também fala sobre o dízimo na única passagem do Novo Testamento sobre essa prática. Veja o que ele disse aos religiosos da sua época:

Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas sem omitir aquelas. (Mateus 23:23)

Olha isso, irmãos. Para muitas pessoas, essa passagem é a prova clara de que todo mundo tem que dar o dízimo, já que Jesus está falando no Novo Testamento. Só que nós precisamos entender uma coisa muito importante que pouca gente sabe. Quando Cristo disse que aqueles homens deveriam obedecer à lei, é porque Jesus era judeu. Jesus nasceu debaixo da lei de Moisés, conforme está escrito em Gálatas, capítulo 4, versículo 4. E é por isso que Jesus viveu de acordo com a lei.

Mas preste atenção no que ele disse em Mateus, capítulo 5, versículos 17 e 18:

Não pensem que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. (Mateus 5:17-18)

Então, irmãos, Jesus deixou claro que a lei deveria ser cumprida mesmo durante o seu ministério. Porque, se ele violasse a lei, seria pecador como eu, como você, como qualquer pessoa. E assim ele não cumpriria a sua missão aqui na Terra, que era libertar o homem do pecado.

E realmente a Bíblia diz que Jesus cumpriu toda a lei. O diabo queria que Jesus pecasse em um só ponto da lei e, assim, ele seria pecador como qualquer um de nós. Mas Jesus foi a única pessoa que conseguiu cumprir toda a lei. Ele foi circuncidado ao oitavo dia, foi apresentado na sinagoga, assumiu o seu sacerdócio aos 30 anos de idade e fez tudo o que a lei mandava.

E você deve se lembrar daquela passagem em que Jesus curou os dez leprosos. A Bíblia diz que somente um deles voltou para agradecer. E, quando esse homem voltou e adorou ao Senhor por esse milagre, Jesus mandou que ele se apresentasse ao sacerdote e apresentasse a ele uma oferta que Moisés ordenou em Levítico 14.

E hoje, será que, quando alguém recebe uma cura, tem que se apresentar ao sacerdote e oferecer a ele uma oferta de gratidão por esse milagre? É claro que não. Por isso, meus irmãos, é muito importante entendermos que a nova aliança começou não no nascimento de Jesus, mas a partir da sua morte. Eu vou deixar algumas passagens aqui para você ver que isso é verdade.

A nova aliança começou somente depois que Jesus morreu e ressuscitou. E assim Jesus entregou o seu espírito, o véu se rasgou e aí começou uma nova etapa na humanidade, encerrando ali toda a ordenança de Moisés e sendo introduzido o evangelho da salvação através da ressurreição de Cristo. Amém?

Então, meus irmãos, até aqui eu já respondi algumas perguntas. Você não vai ser amaldiçoado se não entregar o seu dízimo. Você também não tem a obrigação de dar o dízimo como se fosse um imposto para ajudar no tabernáculo ou no templo, porque isso já não faz mais parte da realidade da igreja. Primeiro, porque, se fosse assim, você não teria que dar somente 10%, mas uma média de 23% da sua renda. E eu acredito que isso vai ficar muito puxado para muita gente.

Isso era para ajudar aquele sistema que funcionava no Antigo Testamento e que já não é a nossa realidade hoje. Se você ler o Novo Testamento, verá que, depois da ressurreição de Jesus, não existia uma ordem nem um versículo dizendo que você tinha que dar o dízimo, que representa 10%. O que se ensinava era que você deveria contribuir conforme determinasse no seu coração. Isso está escrito em 2 Coríntios 9. Quero ler para você o que o apóstolo Paulo disse: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7) Amém.

Olha isso, irmãos. Os apóstolos entendiam que, na nova aliança, os cristãos deveriam viver com generosidade, e não sob uma obrigação, como se fosse o pagamento de um imposto. Assim como Abraão, que, quando deu o dízimo a Melquisedeque, não o fez por causa de uma lei ou imposição, mas como forma de honrar e agradecer ao Senhor.

Deus ama quem dá com alegria, não quem faz por obrigação ou com medo de ser amaldiçoado. Então, o cristão verdadeiro deve ser conhecido pelo seu amor, pela sua generosidade, pela sua fé e pela sua obediência, porque reconhece que Deus é o seu provedor. Por isso, tem o desejo de ajudar a obra de Deus, de ver o reino de Deus avançando e alcançando mais pessoas por meio do evangelismo e de ações sociais.

Na igreja de Corinto, por exemplo, o apóstolo Paulo disse que os cristãos deveriam separar uma parte dos seus ganhos para ajudar a igreja. Veja o que está escrito em 1 Coríntios 16: “Quanto à coleta para o povo de Deus, façam como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar.” (1 Coríntios 16:1-2)

Olha isso, irmãos, e repare bem no que ele disse: de acordo com a sua renda. Muitas pessoas perguntam se a Bíblia fala sobre os 10% no Novo Testamento, mas, como eu disse, a Bíblia não diz nada sobre isso. A igreja simplesmente incorporou os 10% do Antigo Testamento e colocou esse valor como mínimo recomendado para o cristão ofertar.

Eu mesmo, irmãos, fui muito abençoado quando comecei a dar o dízimo como forma de agradecer a Deus por suprir as minhas necessidades. Foi uma decisão que tomei junto com a minha esposa. Sinto-me muito bem com isso. Sei que muitas pessoas talvez possam criticar, mas louvo a Deus pela oportunidade, pelo privilégio de poder ajudar a obra de Deus com os meus 10%.

Também vejo isso como uma forma de me disciplinar, porque, durante uma época da minha vida, tomei a decisão de não estabelecer um valor, uma porcentagem. Mas percebi, irmãos, que acabava não ajudando muito, até mesmo porque ficava esperando surgir alguma oportunidade, alguém que precisasse de ajuda. Foi uma época em que eu estava morando fora e não estava frequentando uma igreja. Então, percebi que aquilo não foi bom para mim. Quando voltei a dar o dízimo, senti-me muito bem. Até hoje sou muito grato a Deus por poder ajudar e contribuir com a obra de Deus.

Irmãos, precisamos tomar muito cuidado com o pecado da avareza. Não podemos ser egoístas nem deixar de contribuir. E, como Paulo ensina, os cristãos não devem se sentir obrigados a dar sempre os 10%, mas, sim, contribuir de acordo com a sua renda. Às vezes, isso significa dar mais do que a décima parte; às vezes, significa dar menos, se você não tem condições. Cada um tem que orar e pedir sabedoria a Deus para contribuir da melhor forma, sem ter aquele medo de ser amaldiçoado, de colher maldição, de o devorador chegar à sua casa e roubar tudo o que você tem.

Precisamos entender que essa é uma lei do Antigo Testamento. Infelizmente, irmãos, sei que muitas pessoas não ajudam. Você pode ver isso na sua própria igreja; aqui na minha igreja também. Isso atrapalha demais o crescimento e o avanço do reino de Deus, até mesmo porque tudo precisa de dinheiro hoje, não é verdade? Até o apóstolo Paulo pedia ofertas, pedia que o pessoal ajudasse, porque sabia que, sem dinheiro, fica muito mais difícil.

Certa vez, ele recebeu uma ajuda da igreja de Filipos e fez um elogio àquelas pessoas. Em Filipenses 4, Paulo recorda que, desde os primeiros dias do evangelho, quando partiu da Macedônia, nenhuma igreja compartilhou com ele no que se refere a dar e receber, exceto os filipenses. Ele diz que, quando estava em Tessalônica, eles lhe enviaram ajuda duas vezes, quando teve necessidade. Explica que não está procurando ofertas, mas deseja que o crédito seja colocado na conta deles. Diz que recebeu tudo e que tem mais do que o suficiente, pois está amplamente suprido agora que recebeu de Epafrodito os donativos que eles enviaram. Essas ofertas são um aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. E afirma: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:15-19)

Olha isso, irmãos. Que bênção! Paulo está muito feliz porque recebeu as ofertas dos irmãos. Ele disse que Deus iria suprir cada uma das necessidades dessas pessoas porque elas agradaram a Deus.

É lógico que dar o dízimo e a oferta não é garantia de que nada vai faltar para você, tá bom? Preciso falar isso porque tem muita gente que chega para mim e diz: “Pastor, eu dou dízimo, sou dizimista fiel. Por que as coisas estão tão difíceis na minha vida? Por que estou sempre passando aperto com o dinheiro?” Então, irmãos, precisamos entender que o dízimo não é garantia de que as coisas vão bem na sua área financeira, tá bom? Precisamos ser bons administradores de tudo o que Deus nos dá.

Nós precisamos correr atrás do nosso sustento, porque o dinheiro não vai vir assim na sua mão. Então, precisamos trabalhar, precisamos fazer a nossa parte, ok?

Agora vou responder algumas perguntas muito comuns que as pessoas me fazem. Esses dias, um amigo meu me perguntou: “Pastor, eu não dei o dízimo no mês passado. Agora vou ter que dar o dízimo neste mês junto com aquele que ficou faltando?”

Irmãos, como eu disse, no Novo Testamento a contribuição não é uma forma de imposto, mas um ato de amor, um ato de generosidade. Então, se no mês passado, por alguma razão, você não contribuiu, não está devendo isso para ninguém. O importante é você não perder o hábito de contribuir, ok? Por exemplo, Paulo não disse aos irmãos da igreja que, se eles não dessem nada, estariam devendo para ele. Não. Ele apenas elogiou aqueles irmãos quando o ajudaram.

Outra pergunta que escuto muito é: “Pastor, eu tenho que dar tudo na igreja ou posso distribuir o meu dízimo conforme eu achar melhor?”

Meus irmãos, no Novo Testamento também não se fala de um lugar específico onde você tem que dar, assim como acontecia no Antigo Testamento. O que eu acho é que, se você frequenta uma igreja, tem que ajudar, sim. Você está desfrutando daquele lugar, está sentando numa cadeira que custou dinheiro, está num lugar que tem água e luz para pagar, e há pessoas envolvidas naquela obra. Então, você tem que ajudar a sua igreja, sim.

A igreja também tem o salário do pastor, que se dedica à obra. Muitas igrejas têm vários pastores e várias pessoas trabalhando diretamente na obra. Então, sou a favor, sim, de você ajudar na sua congregação. Tá bom?

Eu sei que talvez muitas pessoas vão dizer: “Ah, pastor, mas lá na minha igreja as pessoas não ajudam. Eu já analisei: as pessoas não fazem ação social”. Mas será que a igreja também não está fazendo isso porque está faltando recurso? Talvez tenha pouco recurso. Então, é uma questão para você analisar, tá bom?

Em relação a separar uma parte do seu dízimo para ajudar instituições ou pessoas carentes, acho que não tem nada demais. O que vale é a intenção do seu coração, assim como o apóstolo Paulo disse que cada um deve dar conforme determinou em seu coração, tá ok?

Outra pergunta que as pessoas me fazem é: “Pastor, eu tenho que dar o dízimo do bruto ou do líquido?”

Meu irmão, se você assistiu até aqui, viu que não existe um valor estipulado. Você vai determinar no seu coração como quer contribuir, a partir da sua realidade, conforme sente alegria em participar da obra que Deus está fazendo. Então, aconselho que você pague primeiramente os seus funcionários e todas as outras despesas da empresa, sendo que o lucro mesmo você vai ver que é bem menor do que o total que recebeu. E, se você der o dízimo do total, pode até se endividar. Há pessoas que, se derem 10%, 15% ou 20% do que recebem, não terão problemas na área financeira.

Deixa eu te falar uma coisa: infelizmente, a maioria das pessoas que fazem essas perguntas a respeito do dízimo não está querendo dar 10%, mas dar menos. Está querendo juntar mais dinheiro. E nós também precisamos tomar cuidado com isso, porque a obra de Deus tem que estar em primeiro lugar. Nós devemos priorizar as coisas do Senhor.

Precisamos entender que, quando priorizamos a Deus em todas as áreas — e isso também mexe com o nosso bolso —, estamos, sim, agradando a Deus, porque Deus vê a atitude do nosso coração. Amém?

Infelizmente, as pessoas estão sempre procurando uma forma de se justificar por não estarem ajudando em nada. E a gente tem que lembrar que, nos primeiros capítulos de Atos, na época dos discípulos, aquele pessoal dava tudo o que tinha. Às vezes, vendiam propriedades; eram muito generosos, e ninguém ficava preocupado em fazer contas, porque sentiam um desejo muito grande de participar de algo que era muito maior do que eles tinham.

E Jesus disse: “Onde está o seu tesouro, ali está o seu coração.” (Mateus 6:21) Então, meu irmão, se você valoriza a obra de Deus e as pessoas que trabalham nela, pode ter certeza: você vai ser muito feliz. Deus vai suprir as suas necessidades, porque Deus honra aqueles que o honram.

Irmãos, precisamos entender isso. Existe uma lei da generosidade, e a Bíblia diz que o generoso prosperará. Quem dá alívio aos outros também receberá alívio. Esse é um princípio que eu quis trazer aqui para vocês. Precisamos ter alegria. Eu creio que esse é o foco do evangelho: fazer tudo de coração para Deus. Tudo o que a gente faz pelas pessoas tem que ser como se fosse para o Senhor. Amém.

Não se sinta pressionado. Não deixe também ninguém te obrigar a fazer nada. Se você escolheu dar, se escolheu contribuir, que isso seja de todo o coração. Simplesmente agradeça a Deus, porque Deus está te dando condições. E isso, irmãos, é um privilégio. Amém?

E, só para a gente encerrar, algo muito importante: todos os membros da igreja têm o direito de saber para onde estão sendo levados esses dízimos. Eu sei que a maioria das pessoas diz assim: “Ah, mas eu dou dízimo e não quero saber o que é feito com ele”. É verdade, irmãos: a igreja sabe das necessidades mais do que os membros. Quem está na liderança sabe realmente quais são as maiores necessidades. Mas você pode se informar, sim, sobre para onde está indo esse dízimo. Tá bom? É preciso que haja transparência na administração das contas da igreja, porque nós somos cristãos e devemos ser honestos em tudo, principalmente nas coisas relacionadas a Deus.

E, além disso, quando existe transparência, os membros se sentem muito mais seguros e tendem a ajudar ainda mais. Amém?

Quero te dar aqui um último conselho: separe um valor todo mês. Sempre que receber qualquer dinheiro, separe um valor, porque isso vai te disciplinar. Se você ficar esperando surgir alguém que esteja precisando, vai deixar de ajudar muito na obra de Deus.

É lógico que o Senhor Deus não precisa de dinheiro, mas a obra dele precisa. Então, crie o hábito de contribuir, e você estará investindo em algo que vai gerar frutos para a vida eterna. Amém.

Eu sou o pastor Antônio Júnior. Espero que você tenha gostado e que eu tenha esclarecido as suas dúvidas. Deus abençoe!