Mensagem / transcrição
ASSISTA NO YOUTUBE ► NINGUÉM QUERIA PREGAR NESSE LUGAR, ATÉ QUE...
Meus irmãos, o testemunho de hoje é muito forte. Eu estou impressionado com o que aconteceu. Você também vai ver que o mundo espiritual não é brincadeira. Não podemos brincar com coisa séria. Inclusive, nenhuma igreja queria estar ali, na rua da macumba.
Mas, antes, quero contar uma coisa que aconteceu comigo. Não foi algo que alguém me contou; eu presenciei. Vi o mundo espiritual diante dos meus olhos quando tinha acabado de me converter. Isso aconteceu em 2002. Fazia alguns meses que eu estava indo a uma igrejinha muito simples, que ficava ao lado de um terreiro. É isso mesmo. Quando o culto começava, era sempre a mesma coisa: pessoas passavam pela porta e, às vezes, jogavam pedras dentro do culto. Às vezes, alguns meninos passavam de bicicleta, faziam bagunça, xingavam e gritavam, tudo para atrapalhar o culto.
Um dia, decidi chamar uma amiga minha para ir ao culto. Ela estava passando por lutas e enfrentando muita opressão. Eu a convidei: “Olha, vamos ao culto. O pastor está dando uma palavra muito boa aos domingos”. Ela decidiu ir comigo.
Quando começou a pregação, irmãos, sabem o que aconteceu? Essa moça se manifestou. Sabemos que a possessão demoníaca está na Bíblia. Jesus expulsou demônios das pessoas. Essa moça tinha uma vida longe dos caminhos do Senhor, e o diabo entrou nela. O pastor foi até ela e repreendeu o demônio, que saiu, e ela foi liberta.
Naquele mesmo momento, uma outra moça, lá no fundo da igreja, também ficou endemoniada. O pastor foi até ela. Minha amiga, que eu tinha convidado e que estava sentada numa cadeira, tinha acabado de ser liberta. De repente, irmãos, aconteceu de novo: o diabo entrou nela outra vez, e ela começou a bufar. Baixou a cabeça e ficou bufando. Foi terrível de ver.
Naquele momento, o pastor não estava ali para orar por ela de novo. Quem foi orar por ela? Eu tive que ir, porque as senhorinhas que estavam perto de mim estavam muito assustadas. Nós empilhamos as cadeiras brancas de plástico nos cantos da igreja, e ficamos só eu e a minha convidada, que agora estava bufando. Ela estava muito alterada. As senhorinhas me disseram: “Ó, vai lá, vai lá, ora por ela”.
Irmãos, eu estava morrendo de medo. Só lembro que estendi as mãos e fechei os olhos. Inclusive, não recomendo que você feche os olhos para orar por pessoas que possivelmente estão possessas, porque pode se machucar. O inimigo é astuto e quer machucar as pessoas. A Bíblia fala, no livro de Atos, de homens que saíram machucados e sem roupa, porque o diabo tentou destruí-los.
Naquele momento, fechei os olhos. Eu não tinha conhecimento e estendi as mãos, dizendo: “Em nome de Jesus, saia dela”. Irmãos, naquela hora, o diabo se levantou. Aquela moça, que era bem forte, veio na minha direção e começou a arranhar meus braços. Fiquei desesperado, achei que ela fosse me machucar muito mais. Então, ele começou a rir.
Pois é, irmãos. Conto isso para vocês entenderem que o mundo espiritual não é brincadeira. Ele começou a rir de mim e a dizer: “Você está achando que eu vou embora? Eu sei das bagunças que você faz lá na sua escola”.
Naquela época, eu não estava firme, sabe? Você já entregou a vida para Jesus, mas continua levando a vida meio em cima do muro? Pois é, irmãos, eu estava desse jeito. Ele começou a falar coisas que só eu sabia, e eu mandava que se calasse: “Fica quieto, em nome de Jesus. Cala a boca!”. Mas ele dizia: “Eu sei das bagunças que você está fazendo lá na sua escola e não vou sair dela”.
Resumindo, comecei a falar em nome de Jesus, mas o diabo não saiu. Até que o pastor voltou. Aí, sim, ele orou, nós oramos juntos e a moça foi liberta.
Não preciso dizer que, no dia seguinte, fui para a escola orando. Eu dizia: “Deus, me proteja aqui na escola”. Irmãos, da noite para o dia, Deus permitiu aquilo para me santificar. Então, me arrependi dos meus pecados e pedi perdão a Deus por todas as coisas erradas que estava fazendo na escola, mesmo já conhecendo a Palavra.
Estou contando isso para vocês verem que é sério. Não podemos brincar com coisa séria.
Agora, o pastor André Ras conta o testemunho. Prestem atenção.
Eu me lembro, irmãos, que era porteiro da igreja. Eita, glória! Fui porteiro por quatro anos. Só quem foi porteiro sabe. O meu pastor queria entrar num bairro, irmãos, mas não conseguia. Tentava entrar no bairro e não conseguia.
Então, uma irmã se mudou para esse bairro onde ele queria entrar com a igreja. Era uma casa grande, numa daquelas ruas que não têm saída. Como vocês chamam aqui, pastor Moisés? Rua sem saída, beco, rua morta, né? Não tem saída. Mas aquele bairro era conhecido como o bairro da macumba, irmão. O negócio ali era terrível. Naquela rua havia vários lugares onde o pessoal tinha esse costume.
A irmã Elizabeth se mudou para o fim da rua. Era uma casa com área. Ela chamou o presidente e disse: “Presidente, o senhor não queria entrar no bairro? Comprei uma casa lá. A área está à disposição para o senhor começar o culto”.
O pastor empossou um presbítero para ficar responsável por aquele culto. Ele assumiu. No domingo, teve culto. Na terça-feira, ele chegou à sede com um molho de chaves e disse: “Pastor, tome aqui as chaves do portão da casa da irmã. Eu não quero mais esse negócio, não. Deus não me chamou para expulsar demônios, não”.
Eu gosto de pregar no domingo, quando a igreja está cheia, mas expulsar demônio não é comigo, não. Aí o pastor chamou outro presbítero e eu fui na quinta-feira para dirigir. Irmãos, lembro-me como se fosse hoje: era domingo, e esse outro presbítero chegou na hora do culto, todo rasgado, com o cabelo despenteado e a gravata rasgada. Ele disse: “Pastor, o diabo triturou lá, pastor. Manifestou um demônio numa senhora. Eu fui expulsar o demônio, mas ele me pegou pela gravata e disse que quem assiste pornografia não tem autoridade para expulsá-lo.” Apanhou do demônio. Olha só que coisa, hein?
Aí ninguém queria mais ir para aquele bairro. O pastor olhou para mim e disse: “Ô, [nome incerto], estou sentindo que você vai para lá. Você é de oração, de jejum. Você vai para lá. O senhor tem coragem?” Eu disse: “Pastor, desde o dia em que aceitei ser obreiro na casa do Senhor, renunciei à minha vontade para servir a Deus.” Assumi o trabalho e levei para lá um grupo de oração e de evangelismo que tínhamos juntos. Jesus começou a salvar, e as pessoas foram se convertendo.
Noventa dias depois, pedimos uma ceia. O nosso pastor foi lá celebrar conosco, porque éramos cooperadores e não podíamos servir a ceia. Quando o pastor viu a multidão, disse: “Que bênção, rapaz! Vamos tirar isso aqui de casa, irmã. Vamos levar para um salão.” Já era muita gente, irmão. O pastor alugou um salão na rua de cima da avenida. Noventa dias depois, pedimos outra ceia. Quando o pastor chegou, disse: “Ô, irmão André, nós vamos ter que tirar a igreja daqui de novo, rapaz. Você está trancando a rua com as cadeiras, irmão.”
O bairro era favorável para ganhar almas. Só precisava a igreja chegar lá. O pastor alugou outro salão, maior, que tinha uma casa nos fundos. Aí me disse: “Você vai ser o caseiro da igreja.” Eu pagava aluguel; agora não ia pagar mais e ainda ia ganhar água, luz e uma cesta básica. Pensei: “Olha que bênção! É só ser fiel no mínimo, e Deus vai prosperando a sua vida.”
Irmãos, pensei que seria o melhor tempo da minha vida, mas foi a pior fase, porque os vizinhos não gostavam de crente. Só para vocês terem uma ideia da perseguição que passei: na primeira semana, o pastor teve que trocar o telhado da igreja. Tirou o Eternit e colocou zinco, porque os vizinhos compraram tijolos para jogar no telhado da igreja.
Irmão, tinha uma mulher que morava do lado da minha casa. Ela era baixinha, morena e pintava o cabelo de vermelho; parecia o Pica-Pau. Eu nunca vi uma pessoa falar tanto palavrão quanto aquela mulher. Ela tinha um marido grandão, bombadão. Ele era policial. Não tenho nada contra policiais, tenho muitos na minha família, mas ele vinha me ameaçar, irmão, com a arma na cintura. Um dia, disse: “Ó, se tiver bagunça aí nesse culto, igual teve quinta-feira, se tiver bagunça no próximo culto, na hora do Fantástico, você vai apanhar.”
Irmãos, passei por todo tipo de humilhação ali. Quando foi no domingo, a igreja lotou. Tivemos que colocar cadeiras no corredor. O culto estava pegando fogo, e eu pensando: “Meu Deus, se pegar fogo, vou apanhar. O irmão disse que vou apanhar. Como é que vou resolver isso?” Eu ainda era cooperador, não era nem diácono, e estava dirigindo a igreja.
Eu tinha um porteiro chamado Antônio, que era gago e fanho, irmão. Ele queria pregar e vivia me pedindo para pregar. Pensei: “Já resolvi o problema. Vou chamar o Antônio; ele é gago e fanho. Ninguém vai entender nada, e eu não vou apanhar.” Chamei o Antônio para pregar. Quando ele subiu e pegou o microfone, a primeira coisa que disse — não vou imitar, porque não sei — foi: “Eu já sabia que ia pregar hoje, porque, enquanto estava orando de madrugada, o Senhor Jesus falou comigo. Mas o Senhor me disse para não pregar. O Senhor mandou que os que não são batizados com o Espírito Santo fiquem em pé, porque Jesus disse que vai batizar 32 pessoas com o Espírito Santo neste culto.”
Irmão, Jesus batizou 32 pessoas com o Espírito Santo. Teve gente que foi carregada para fora de tanto poder do Espírito Santo. Quando o culto acabou, glória a Deus, irmão! Glória a Deus! Mas, quando acabou o culto, os vizinhos estavam todos na porta de casa. Me xingaram, me ofenderam; só não apanhei porque o anjo do Senhor acampou ao meu lado.
Na terça-feira, o pastor disse: “Ó, vai ter mudança no campo. [Nome incerto] está indo para outro bairro, e estou enviando outro obreiro para lá.” Quinta-feira foi minha despedida, e fui embora.
Um ano depois, voltei a essa congregação, irmão, porque uma irmã vinha pregar. Eu gostava muito de ouvi-la. Fui lá de tênis, calçadinho, e me sentei lá atrás. Fui para adorar a Deus. Amados, durante o culto, uma irmã saiu marchando. Preste atenção: uma irmã saiu marchando até o fundo da igreja, onde eu estava sentado. Fiquei em pé, com muito temor, querendo ouvir a voz de Deus. Mas a irmã marchou e não entregou nada. Aí se controlou e disse: “Paz do Senhor, irmão.” Eu disse: “Amém, santa.”
Ela disse: “Tu lembra de mim, amado?” Eu disse: “Irmã, o nosso campo é muito grande; não estou bem lembrado da irmã, não.” Aí ela deu um passo para trás e disse: “Olhe bem para mim. Imagine-me de cabelo vermelho.” Eu disse: “O sangue de Jesus tem poder. Tu estás crente?” Ela respondeu: “Estou crente.” Eu disse: “Que obra maravilhosa! Como é que você se converteu?”
Ela disse: “No dia em que você carregou a sua mudança, eu não consegui dormir mais. Foram cinco noites sem dormir. Eu virava para lá, virava para cá, acordava o meu marido e dizia: ‘Por que os crentes são tão diferentes? Por que a gente ofendeu?’ Ele nunca respondia. Por que maltratamos tanto esse jovem, e ele nunca faltou com respeito conosco? Eu não conseguia dormir mais. Fui à igreja para saber por que vocês são diferentes. Jesus abriu meu coração, e eu aceitei Jesus como Salvador.”
“Segura ou glória? Segura ou glória?” Aí eu olhei para ela e disse: “E o teu marido bombadão, que vivia querendo bater em mim na porta da igreja?” Ela disse: “Você não viu o baixista da igreja? Eu e a minha casa servimos ao Senhor. Nós queríamos te dar um abraço e te agradecer, porque o teu exemplo de vida trouxe a nossa casa aos pés de Jesus Cristo. A liderança que a igreja exerce prega, mas vive o que prega. A igreja exerce liderança pelo exemplo.” Você diz: “Glória a Deus!” aqui nesta manhã.
Eu estava na Serra Gaúcha, em janeiro, pregando no Congresso de Missões Geral do Campo. Quando acabou o congresso, no domingo à noite, a minha esposa estava na porta da igreja com os nossos livros, e uma irmã se aproximou dela. Vou descrever a irmã: ela estava com um vestido simples e de botina, e tinha a mão cheia de calos. Trabalhava no vinhedo. Ei, ela não era a dona do vinhedo; trabalhava lá.
A irmã, muito simples, se aproximou da minha esposa e disse: “Irmã Sara, você crê nos dons de Deus?” A minha esposa disse: “Eu creio, irmã.” Ela perguntou: “O teu esposo, pastor André, ainda crê nos dons de Deus?” Minha esposa respondeu: “O meu esposo crê. Chame-o. Eu tenho uma mensagem de Deus para vocês.”
Quando chegamos, ela me perguntou: “O irmão crê nos dons de Deus?” Eu disse: “Eu creio, irmã.” Ela colocou as mãos nos nossos ombros, no meu e no da minha esposa, e disse: “Como você crê e tem o coração humilde para ouvir a voz do teu Deus, nesta madrugada o Senhor será livramento de morte para a tua casa. Assim diz o Senhor.” Ela orou por nós.
O marido dela parou o Fusca na porta da igreja. Ela entrou no Fusquinha branco, ano 62, e eles saíram buzinando. Quando foram embora, umas irmãs madames da igreja se aproximaram da minha esposa e disseram: “Irmã Sara, nem coloque isso no teu coração. Deus não usa esse tipo de gente. Onde Deus usaria uma irmã de botina? Não ponha isso no teu coração, irmã.” Quando ela começou a murmurar com outras irmãs, eu a repreendi. Ela disse: “Olha, as irmãs podem parar essa conversa. Eu ainda creio que Deus coloca tesouros em vasos de barro.”
Saímos dali depois do congresso e viemos embora. Viajamos a noite toda. Todos aqui sabem do acidente que aconteceu em Terra de Areia, em janeiro. A matéria saiu em todos os jornais: os carros que se envolveram no acidente ali na curva, na entrada de Terra de Areia. Nós estávamos entre os cinco carros quando uma caminhonete, imprudentemente, saiu ultrapassando na curva e bateu de frente na SUV branca.
Nós clamamos pelo sangue de Jesus, saímos pela grama e nada aconteceu. Pessoas morreram esmagadas no meio das ferragens, mas nós estávamos vivos porque ouvimos a pequena serva de Deus. Está na hora de termos humildade, irmãos, para ouvir esses vasos de Deus que estão sendo colocados à nossa volta.
Eu pastoreava um bairro, irmão, e mudei de bairro. Naquele testemunho que eu estava contando, quando mudei de congregação, fui para outro bairro. Aí fui fazer um culto numa casa. A família não aceitou Jesus, mas um jovem chamado Divino aceitou Jesus.
Qual era o nome dele? Divino. E o Divino disse: “Pastor, eu quero muito ir à tua igreja. Estou ouvindo falar que o negócio está bom lá. Só que tem uma coisa: está todo mundo desempregado em casa, e eu só tenho uma bermuda para ir à igreja. Se o senhor deixar eu ir de bermuda à igreja, eu vou.” Eu disse: “É claro que você pode ir, Divino.”
O Divino começou a ir de bermuda, irmão. Ele se converteu de coração. Pensa num companheiro, irmão! Às vezes, eu estava fechando o portão da igreja para ir embora, e ele estava do meu lado: “Pastor, o senhor precisa de mais alguma coisa?” Eu disse: “Não precisa, Divino.” “Então me abençoe para eu ir embora.” Eu tinha que pôr a mão na cabeça dele e abençoá-lo. Irmão, pensa num companheiro que o Divino ficou!
Três meses depois, ele me procurou: “Pastor, preciso falar com o senhor.” “É sério?” Eu disse: “Fale, Divino.” Ele contou: “A mocidade me chamou para cantar nos jovens.” Eu perguntei: “Tu aceitaste?” Ele respondeu: “Só depois de falar com o meu líder. Queria saber se o senhor me abençoa para participar dos jovens.” Eu disse: “É claro que eu te abençoo.”
Ele disse: “Só que tem um problema, pastor. Eu não tenho calça, só tenho bermuda.” É que ele tinha uma deformação, irmão. Ele tinha esse negócio bem grandão, pastor, e não havia calça que servisse nele. Se tivesse alguém com aquela cintura, a gente já teria providenciado. Mas ele era bem... Só para vocês terem uma ideia, irmão, o apelido dele no mundo era “Cadeirudo”. Ele era grandão.
Aí ele ensaiou com os jovens e cantou no domingo da Ceia. Irmão, foi uma glória! No domingo da Ceia, o Divino cantou. Na segunda-feira, marcaram uma reunião na sede. Os presbíteros da igreja fizeram um abaixo-assinado para me tirar de lá. Levaram o abaixo-assinado para o presidente, dizendo que eu não estava zelando pela sã doutrina da igreja e que estava deixando os imundos cantarem na igreja.
Cheguei lá, e estavam lá. Aqui não tem, irmão, mas lá tinha um grupo de presbíteros assim, com a língua de fogo, que chegava sei lá onde, irmão. Aqui não tem, graças a Deus. E aí, irmãos, acusaram, falaram o que quiseram. Depois que falaram, pedi ao pastor que os tirasse da sala.
Quando eles saíram, mostrei uma foto do moço ao presidente e disse: “Presidente, a situação é essa: a família está desempregada, o menino está firme na igreja; só ele aceitou Jesus. Olha aí, não tem uma calça que sirva nesse moço. Se eu tivesse uma calça, já teria dividido com ele. Mas não tem, pastor. Não se acha uma calça para comprar para esse moço.”
Aí o pastor, com os olhos cheios de lágrimas, me disse: “Como é bom ouvir os dois lados da história.” Aleluia! Bem baixinho. Fale para a pessoa do seu lado: “Sempre ouça os dois lados da história.” Não, eu falei para você falar baixinho, irmão. Você falou... Sempre ouça os dois lados da história. Jesus está falando aqui, viu, irmão? Nós precisamos ouvir os dois lados da história, irmão.
Muita gente boa já foi tratada como má por gente falsa e maligna. A gente precisa ter humildade para ouvir os dois lados da história.
O pastor disse: “Olha, pode deixar o moço cantar lá. Volta lá, deixa o moço cantar e, se alguém se levantar, você diz que o presidente deixou.” Falei: “Muito obrigado.” Seguimos o caminho.
Os jovens marcaram o congresso, só que a nossa igreja era pequena. Eles conseguiram a quadra de esportes ao lado, e a prefeitura ainda cedeu o som para o evento dos jovens.
Aí o Divino veio e disse assim: “Pastor, eu não vou participar do congresso. Olha, pastor, eu não tenho roupa, só tenho bermuda.” Eu disse: “Divino, vamos fazer uma campanha de oração na igreja?” “Que horário, pastor?” “Das 10 às 11.” “Quantos dias?” “Sete dias.” “Qual é o propósito?” “Nós vamos pedir roupas para Deus.” “Deus dá roupa, pastor André?” Eu disse: “Deus dá. Deus responde às orações.” Ele disse: “Deus responde. Vamos pedir um carro também, pastor. Eu estou vindo a pé. Moro longe.”
Eu disse: “Calma, Divino. Você está com muita fé. Vamos degrau por degrau, que vai dar certo. Vamos pedir roupa primeiro. Depois que Deus der roupa, a gente pede o carro.” Começamos a campanha, irmão.
Na quinta-feira, antes do início do congresso, o empresário da cidade me chamou para orar na casa dele. Ele disse: “Pastor, estou indo viajar, saindo de férias com a família. Queria muito que o senhor orasse para que Deus guardasse a nossa viagem.” Orei por eles. Tomamos um chazinho, comemos uma bolachinha e, quando nos levantamos, ele também se levantou e disse: “Pastor André, o senhor sabe que eu sou um profeta de Deus?” Eu disse: “Eu sei, irmão. O senhor sabe do temor que eu tenho das coisas de Deus.”
Ele continuou: “Eu sei. Tu sabes quando Deus fala pela minha boca?” Eu disse: “Eu sei, irmão.” Ele disse: “Deus tem me incomodado esta semana, porque o Espírito me visita e me diz para comprar roupas. Só que as medidas que o Espírito me revela não são medidas normais. Aleluia. Fui a uma loja de roupas grandes, mas não havia aquelas medidas. O dono da loja me deu o contato do alfaiate que faz roupas sob medida. Aleluia. Fui até lá, e ele fez dois ternos sob medida, conforme Deus me mostrou. Como a cintura é muito grande, mandei fazer quatro camisas também, porque imaginei que não ia haver camisas para esse tipo de pessoa.”
A minha esposa, Betinha, perguntou se Deus tinha revelado o número do sapato, e eu disse que sim. Olha: dois ternos, quatro camisas, quatro gravatas, dois sapatos. Compramos perfume também. Eu não sei para quem é, mas você pode levar. Eu disse: “Eu sei exatamente para quem é.” Levei os ternos, chegamos lá, e foi uma alegria, irmão.
Na sexta-feira, na abertura da confraternização, o ginásio estava cheio, irmão. Eu disse para o Divino: “Você vai ficar dentro do carro.” Carro não: era um Uninho, irmão. Mas pensa no nervoso que eu tinha! Disse: “Tu vai ficar dentro do Uno. Os jovens vão cantar três hinos da Harpa; nós vamos colocar o ginásio em pé. Vou chamar um dos jovens para fazer a leitura do tema. É você. Depois que fizer a leitura, o presidente vai estar presente, e a gente passa para ele. O presidente vai orar e vai dar abertura à confraternização em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como é o costume em todas as congregações da Assembleia de Deus.”
Cantamos os três hinos da Harpa, com o ginásio lotado, irmão. Os presbíteros, língua de fogo, estavam todos ali. Aí eu disse: “Agora vamos ler o tema da confraternização. Quero chamar um dos jovens. Divino, venha fazer a leitura.” Ele desceu do carro e veio, irmão. Vestido com terno sob medida, camisa, sapato de bico fino, todo perfumado. Quando subiu ao púlpito para fazer a leitura, Jesus batizou o Divino com o Espírito Santo.
Escute o que eu vou dizer aqui, irmão. Eu fui professor do Divino na Escola Bíblica Dominical e no curso básico de Teologia. Apresentei o Divino como cooperador e depois o separei como porteiro da congregação. Coloquei o Divino para dirigir os jovens da igreja e para ser coordenador e professor da Escola Bíblica. Fiz o namoro do Divino, fiz o noivado, levei-o para casar. Casei o Divino e o separei como presbítero na congregação. Apresentei o nome dele ao presidente como evangelista, para ser levado à convenção.
Quando venceu o meu tempo naquela igreja, o presidente disse: “O tempo do irmão acabou. Você vai para outro bairro? Quer que eu envie um obreiro da sede ou Deus levantou alguém naquele bairro?” Eu disse: “Não precisa enviar ninguém da sede. Lá Deus levantou alguém para continuar a obra do Senhor.” No dia da minha despedida, entreguei o molho de chaves para o Divino, e ele foi o obreiro mais influente daquela cidade.
Porque as pessoas não vêm prontas, irmãos. É preciso insistir nas pessoas imperfeitas que vão chegando à nossa vida. Elas vêm cheias de defeitos, mas a nossa liderança vai aperfeiçoá-las e prepará-las, e elas vão ser líderes influentes, cheias do Espírito Santo. Porque a igreja exerce essa liderança, aperfeiçoando os imperfeitos. Aleluia, meus irmãos!
Olha, eu fui muito edificado com esse testemunho, principalmente por causa do que ele falou: Deus está de olho nos pequeninos, nos simples. Muitas vezes, essas pessoas, por algum motivo, não se enquadram no padrão de muitas igrejas e são desprezadas. Mas Deus não despreza nenhuma delas, porque, na verdade, Deus está querendo aqueles que são humildes, que procuram agradar a Deus e que não têm essa vaidade que muitas vezes a gente vê nas igrejas.
Meus irmãos, que Deus possa levantar mais pessoas assim. E glória a Deus pela vida desse pastor. Homem de Deus, a gente percebe, né? É nítido ver a simplicidade dele e perceber que é real. Aconteceu isso mesmo.
Então, que você possa ser essa pessoa simples, que possa ter esse coração humilde como o de Davi, de quem ele falou aqui.
Irmãos, muitas vezes Deus vai na contramão. Não apenas na contramão do mundo, mas, infelizmente, às vezes também na contramão das igrejas, porque muitas acham que estão com Deus, mas não estão: já perderam o propósito, já perderam a visão do Reino.
Mas que a gente possa estar incluído. Eu quero ser usado por Deus. Quero estar junto com vocês, crescendo espiritualmente.