Mensagem / transcrição
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É, meus irmãos, parece que as coisas começaram a mudar no Brasil. Quero mostrar coisas inéditas: algo que Deus pode estar fazendo no Brasil e que você ainda não está percebendo. Talvez você já esteja sabendo desse caso de corrupção envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, vinculados ao caso de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Vou trazer mais alguns detalhes daqui a pouco.
Há cinco meses, publiquei um vídeo falando sobre uma profecia a respeito do ministro do STF André Mendonça, um servo de Deus e pastor que tem deixado muito claro que não tem medo da morte. Ele quer simplesmente aplicar a lei e diz que, se for para dar mau testemunho, que Deus leve a vida dele. Vou mostrar o próprio André Mendonça contando que Deus falou com ele que um dia estaria numa posição elevada no Brasil e que mudaria regras. É impressionante. Você vai ficar chocado ao ver como nada passa despercebido aos olhos de Deus. Nada pega Deus de surpresa.
Preste atenção a uma das falas dele. Depois, veremos outro trecho em que ele fala sobre se há jeito ou não de acabar com a corrupção no Brasil.
“Deus vai me escolher naquelas situações específicas para confundir quem acha que domina todas as coisas, que é bom por si mesmo, que é sábio por si mesmo, que tem as regras e é capaz de manipular a história. E eu me divirto, num bom sentido, porque essas pessoas que acham que vão dominar as coisas, manipular as pessoas, fazer os movimentos... Eu fico pensando: gente, eles não conhecem Deus. Deus não está lá de dedo. Ele bagunça o tabuleiro de um jeito que o cara não sabe nem onde está mais. E a cova que às vezes cavam para nós é a cova em que eles mesmos vão cair.”
Olha isso, irmãos. Ele está falando da própria Bíblia, né? A gente vê vários casos em que o inimigo armou uma estratégia contra o povo de Deus, contra pessoas honestas e corretas. De repente, Deus virou a chave, movimentou o tabuleiro, como ele mesmo disse, e o inimigo caiu na cova. Mas, enfim, ele disse que aqueles homens em posições de poder não conhecem a Deus.
Irmãos, sabem o que tenho percebido ultimamente? É que nós perdemos as referências. Parece que olhamos para todos os lados e a única desculpa que damos às pessoas é: “A gente não pode olhar para o homem; tem que olhar para Jesus”, não é isso? Por quê? A gente já não vê mais pastores exemplares. Não estou generalizando de forma nenhuma. É claro que existem homens de Deus nos púlpitos, mas há tantos casos de escândalo, tanta coisa errada, tanta corrupção. Quantos evangélicos, pastores e conhecedores da Palavra de Deus estão lá em Brasília, mas, infelizmente, se corromperam? Trocaram a verdade de Deus por dinheiro, poder e influência. É muito triste.
Então, precisamos parar de nos contentar somente com essa ideia de que não podemos olhar para o homem, senão caímos, e que temos que olhar para Jesus. De certa forma, é verdade: a gente não pode, na igreja, querer focar no homem de jeito nenhum. Inclusive, André Mendonça é um ser humano igual a mim e a você. Ele pode cometer falhas, mas, pelo que vejo, na minha opinião, está muito bem posicionado. Não quer dar mau testemunho nem ser só mais um que se corrompeu com o poder.
Não é errado admirar pessoas, exemplos e pessoas que são referência. De forma nenhuma. O que é errado é idolatrar políticos, pessoas de confiança ou pastores. Você não pode idolatrar ninguém, porque todos podem falhar. Só Jesus nunca falha. Amém.
Um jornalista da Globo me fez uma pergunta: “A corrupção tem jeito no Brasil?” Vou repetir a minha resposta: depende. Depende de cada um de nós. Depende dos agentes públicos, sim; depende também de nós, cidadãos, sermos honestos em tudo. Às vezes, é um troco na padaria, no supermercado; às vezes, é na relação entre colegas de trabalho, na relação entre cliente e usuário de determinado serviço.
Existe também a corrupção privada. No Brasil, não tratamos disso; não há uma legislação específica sobre o assunto. Na Europa, há, porque às vezes a corrupção acontece nas empresas, quando pessoas desviam recursos e violam a confiança que lhes foi depositada na prática privada, nas relações do dia a dia.
Agora, é lógico: quero dizer isso sob a seguinte perspectiva: a corrupção é um problema de todos nós, e a solução para esse problema também passa por todos nós. Isso não exclui que os agentes públicos e os magistrados, inclusive eu, de modo especial, tenham um ônus ou uma demanda qualificada: a responsabilidade de corresponder a essa relação de confiança a que me referi, a partir da teoria do agente principal.
Acho que esse deve ser o papel de todos os magistrados e de todos os membros do Ministério Público. Esse deve ser o papel de todas as autoridades policiais e dos investigadores. Essa é a nossa responsabilidade. Eu sei da responsabilidade que tenho hoje. Talvez eu seja, entre os evangélicos, a pessoa no Brasil que ocupa o cargo de maior relevância nacional. Tenho a responsabilidade de ser exemplo, porque a minha conduta, boa ou ruim, impacta essa comunidade e a forma como as pessoas veem essa comunidade.
Paulo tem um texto que diz em suas cartas: “Sejam meus imitadores, como eu sou de Cristo.” (1 Coríntios 11:1) Não estou me comparando a Paulo, mas, à luz dessa reflexão, o que ele está querendo dizer? Que as pessoas, ao me verem, vejam a Cristo. E, se não me veem como Cristo, estou impactando a imagem de Cristo. Olha isso, irmãos.
Inclusive, há uma passagem em que o próprio Deus diz que o nome dele é zombado por causa de vocês. Irmãos, nós temos uma grande responsabilidade. Achei muito feliz essa colocação, porque muitas vezes nos excluímos dessa responsabilidade com a ideia de que não devemos focar no homem. Mas o apóstolo Paulo disse: “Imitem o meu comportamento, assim como eu estou imitando o comportamento de Cristo.” Amém.
Então, estejam orando pelo André Mendonça. Eu sei que já tem muita gente orando por ele. Ele, sim, corre risco de vida, mas creio que Deus o guarda e livra, porque ele está mexendo ali, irmãos, no centro da corrupção. É claro que, como ele mesmo disse, a corrupção muitas vezes está no coração de cada brasileiro, e a gente precisa tirar essa corrupção do nosso coração.
Inclusive, infelizmente, tem muita corrupção no nosso meio. Onde tem ser humano, principalmente entre as pessoas que pregam a Palavra, a tentação é maior, porque o inimigo vai querer envergonhar e descredibilizar a Bíblia e o próprio Deus, né?
Imagine o ministro do Supremo Tribunal Federal pregando a Palavra de Deus na igreja dele, em São Paulo, mas precisando usar um colete à prova de balas escondido debaixo do paletó. Pois é, a própria igreja onde ele serve publicou nas redes sociais um pedido de oração pela vida dele, e a polícia já estuda colocar escolta armada para proteger a esposa e os filhos desse homem. Mas por que será que tudo isso está acontecendo?
A verdade é que esse homem tomou uma decisão que mexeu com as pessoas mais poderosas do nosso país. Ele deu uma ordem para que a Polícia Federal, e não os próprios ministros do Supremo, examinasse os celulares de um homem chamado Daniel Vorcaro. Daniel Vorcaro é um banqueiro que foi preso e tinha no celular o número de telefone de quase todas as autoridades importantes do Brasil. E agora isso está sob a autoridade de André Mendonça.
Esse homem tem 52 anos, nasceu em Santos, no litoral de São Paulo, e é formado em Direito, mas também é formado em Teologia por uma faculdade em Londrina, no Paraná. Isso significa que ele estudou as Escrituras Sagradas com a mesma dedicação com que estudou as leis do país. Ele trabalha como pastor voluntário há muitos anos e nunca aceitou receber salário da igreja.
Por isso, começou a carreira como advogado da União, lá em Londrina. Depois, foi para Brasília, virou advogado-geral da União, depois ministro da Justiça e, no ano de 2021, foi indicado para o Supremo Tribunal Federal. Só que a indicação dele ficou parada no Senado por quase cinco meses. Muitas pessoas não queriam que ele assumisse aquela cadeira, mas, pela vontade de Deus, ele chegou lá.
Desde março do ano passado, André Mendonça se tornou oficialmente pastor adjunto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, servindo junto com o reverendo Hernandes Dias Lopes e o reverendo Arival Cassimiro. Ele prega nessa igreja mais ou menos uma vez por mês e, em uma de suas pregações, confessou que o maior desafio da sua vida não é julgar os processos difíceis no Supremo, mas, sim, pregar a Palavra de Deus.
O próprio André contou em um vídeo algo que aconteceu com ele há quase 30 anos:
“Mais ou menos, eu assisti a um culto, e o pregador não podia me ver, nem me conhecia, porque não era a igreja que eu frequentava. Em certo momento da pregação, eu estava duvidando, no meu coração, daquilo que o pregador dizia. Não que ele dissesse alguma coisa para mim, mas eu duvidava em função da forma como ele pregava. E só eu e Deus sabíamos que eu estava com aquilo no coração em relação a ele. Eu estava com a Bíblia aberta enquanto ele pregava, sem que ele pudesse me ver. Ele diz: ‘E você aí que está duvidando do que eu estou falando?’ Eu fechei a Bíblia com medo. ‘É com você mesmo que eu vou falar. Eu morava em Londrina, nem Brasília eu conhecia.’ E ele diz: ‘Um dia você vai ocupar uma posição neste país.’ E ele não precisava me agradar, porque eu estava duvidando dele. ‘Um dia você vai ocupar uma posição nesse país em que leis serão mudadas por sua causa.’ Irmãos, quem é que entrega uma mensagem dessas para um jovem que ninguém conhece, sentado lá no fundo de uma galeria? Só pode ser Deus.”
No final de 2025, o Banco Central mandou fechar um banco chamado Banco Master. A Polícia Federal começou, então, uma investigação chamada Operação Compli Zero e prendeu o dono desse banco, um homem chamado Daniel Vorcaro. Quando os policiais pegaram os celulares desse banqueiro, o que encontraram ali assustou o país inteiro: havia mensagens trocadas com ministros do próprio Supremo, contratos de prestação de serviço com escritórios de esposas de juízes, convites para festas particulares, coisas absurdas que aconteciam lá e muitos registros de ligações.
A investigação revelou o que a polícia chamou de organização criminosa, um grupo que eles apelidaram de “a turma”. Esse grupo ficava vigiando as pessoas de forma ilegal e fazia ameaças contra jornalistas, autoridades e qualquer um que tentasse atrapalhar os negócios deles. Acontece que o ministro Dias Toffoli, que era o responsável por cuidar desse caso, precisou sair da investigação porque o próprio nome dele apareceu nas conversas do banqueiro.
Por causa disso, o Supremo fez um sorteio para definir quem assumiria o processo, e o caso caiu justamente nas mãos de André Mendonça. A primeira decisão que ele tomou mudou tudo. O ministro anterior, Dias Toffoli, queria escolher quem poderia ver o que estava naqueles celulares. Ele queria filtrar o que ia aparecer e o que ia ficar escondido. Mas André Mendonça chegou e decidiu que a Polícia Federal é quem vai examinar tudo, sem nenhum filtro e sem proteger ninguém.
Foi por causa dessa decisão que as ameaças começaram. A polícia que cuida da segurança do tribunal disse que era urgente aumentar a proteção do ministro e de toda a sua família. E quem entende de política diz que as pessoas poderosas do governo não querem, de forma alguma, que essa investigação vá para a frente. Mas ele não voltou atrás. É por esse motivo que André Mendonça passou a pregar na igreja usando um colete à prova de balas.
Em um vídeo recente, ele fez um juramento diante da igreja que é muito forte, principalmente sabendo do perigo que está correndo. Ele disse o seguinte: “Pesam sobre mim duas coisas. Uma delas é a posição que ocupo hoje na esfera pública. A segunda, e mais importante, é a posição como ministro do evangelho. Eu tenho um compromisso com Deus, meus irmãos: se um dia for para dar mau testemunho, que Deus me leve antes. Mas, enquanto eu tiver vida, que minha vida seja para dar bom testemunho. As rendas que Deus vai me dar são dos meus salários do Supremo e da minha atividade estrita como professor. Qualquer participação nos lucros e resultados será o meu altar diante de Deus e um testemunho perante a sociedade de que o servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no céu.”
Irmãos, eu não estou aqui, de forma alguma, para transformar político em herói, nem para dizer que André Mendonça é perfeito, porque todos nós somos pecadores e cometemos erros. Mas essa situação toda me fez lembrar de uma história da Bíblia, no livro de Ester, sobre Mardoqueu.
A Palavra de Deus conta que havia um homem chamado Hamã, que era o homem mais importante do império, abaixo apenas do rei da Pérsia. Esse homem era muito orgulhoso e fazia questão de que todos se ajoelhassem para ele nas ruas. Mas havia, naquela época, um homem fiel ao Senhor chamado Mardoqueu, que não aceitava, de jeito nenhum, se dobrar diante de Hamã. Isso despertou um ódio tão grande no coração de Hamã que ele não queria apenas castigar Mardoqueu: queria acabar com a vida de todo o povo dele, o povo de Israel.
A Bíblia mostra que Hamã tinha muito dinheiro e influência política, e que usou sua autoridade para enganar o rei e criar uma lei para destruir os inocentes. Ele estava tão seguro de que ninguém o pararia que mandou levantar uma forca de quase 25 metros, planejando matar Mardoqueu ali, para todo mundo ver. Naquele momento, parecia que nada deteria aquele homem poderoso e que o mal acabaria vencendo.
Só que, então, irmãos, o plano de Hamã foi descoberto, e a situação mudou completamente. No final das contas, aquela mesma forca que ele preparou para tirar a vida de Mardoqueu serviu para sua própria execução.
E, quando olhamos para o que está acontecendo no Brasil hoje, é muito parecido, irmãos. Ministros que pareciam intocáveis agora estão tendo seus nomes revelados em investigações. Conversas que foram mantidas escondidas estão aparecendo nos relatórios da Polícia Federal. E Jesus já havia dito que tudo isso iria acontecer: nada há encoberto que não venha a ser descoberto, nem oculto que não venha a ser conhecido. O que for dito nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que for sussurrado ao ouvido dentro de casa será proclamado dos telhados (Lucas 12:2-3).
Olha isso, irmãos. Está ou não está acontecendo exatamente isso hoje? Eu sei que muita gente diz assim: “Ah, eu já sei o final da história, pastor. Eu já sei que ninguém vai ser condenado. Tudo vai acabar em pizza, como sempre.” Mas, irmãos, eu não deixo de acreditar que Deus tem promessas para o Brasil. Muitas pessoas já profetizaram, e eu acredito que realmente Deus tem planos para nós. Mas sei que realmente parece que a corrupção é um buraco que não tem fim.
Mas, irmãos, a Palavra de Deus nos mostra que Deus é especialista em desfazer os planos do inimigo de uma hora para outra. Então, meu querido, o que nós podemos fazer agora é aquilo que o apóstolo Paulo nos ensinou em 1 Timóteo: devemos orar por aqueles que estão no governo e em posições de autoridade, para que tenhamos uma vida mais calma e com paz.
Amém. Esteja orando também pela vida de André Mendonça e pela família dele. Eu sou o pastor Antônio Júnior. Que Deus te abençoe poderosamente.