Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

FEITICEIRA DESAFIOU O MUNDO ESPIRITUAL... MAS NÃO ESPERAVA POR ISSO!

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Mensagem / transcrição

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Meus irmãos, olha, eu acabei de ouvir o testemunho de uma mulher. Às vezes a gente acha que entende sobre o mundo espiritual, que já ouviu de tudo, que sabe o que vai acontecer. Mas a história dessa mulher me chocou. Eu estou impressionado.

Só para vocês entenderem: teve um momento da vida dela em que ela estava passando por tantas lutas, tantos abusos e tantas coisas ruins que procurou uma feiticeira. A feiticeira foi ler a mão dela e começou a revelar muitas coisas que só a moça sabia. De repente, a moça parou, ficou em choque, de olhos arregalados, e falou: “Eu não posso continuar. Se você soubesse o que estou vendo atrás de você...” Foi isso que ela contou para a moça. Irmãos, eu estou impressionado.

O testemunho da Jeisa começa assim:

“A única coisa de que me lembro do meu passado é que meus pais eram católicos. Eu vi um crucifixo bem grande na minha casa, com Jesus pregado na cruz. Eu sabia que Ele era o Filho de Deus, mas não fazia a menor ideia do que Jesus tinha feito por mim. Por causa disso, eu não sabia que podia ter um relacionamento com Ele. Não sabia que Ele me amava, nem o que significava aquele preço que pagou na cruz por mim.

Isso tudo porque cresci num lar muito abusivo. Meus pais eram alcoólatras. Minha mãe também era diabética e, por causa do estilo de vida que levava, quando nasci, os médicos disseram que eu só tinha 3% de chance de sobreviver. Para vocês terem uma ideia, nasci com uma hérnia e apenas um rim. Infelizmente, minha mãe faleceu quando eu tinha 4 anos, por causa desse estilo de vida dela.

Quando ela morreu, ela tinha uma vizinha no andar de baixo com quem meu pai me deixava quando minha mãe ia para o hospital. Essa vizinha acabou se mudando para nossa casa. Eu não entendia nada do que estava acontecendo naquela época. Lembro que meu pai me sentou e falou: ‘Olha, ela vai morar com a gente, viu?’ Ela tinha um filho de outro casamento, que também veio morar com a gente.

Meu pai me perguntou naquele dia: ‘Como eu disse, ela vai morar aqui. Você quer chamar ela de mãe ou quer chamar ela pelo nome?’ E eu, com meus quatro aninhos, respondi: ‘Eu quero chamar ela de mãe’.

Quando ela se mudou, irmãos, minha vida mudou da água para o vinho. Eu só tinha 4 anos. Na mesma hora, ela começou a me pedir para ajudar a limpar a casa. No começo, eu achava que estava só ajudando, mas não sabia que aquilo, na verdade, já era o começo de um grande abuso que eu sofreria por muito tempo.

Eu falo abuso, irmãos, porque, quando eu não limpava a casa do jeito que ela queria ou não acordava na hora certa, ela começava a me bater. Lembro bem de quando comecei a ir para a escola. Foi muito difícil para mim. Com 5 anos, eu tinha que acordar às 3 ou 4 horas da manhã, junto com meu pai, que saía para trabalhar porque tinha dois empregos. Eu precisava estar pronta para a escola por volta das 7 horas, e ela me dizia que eu não podia ir se a casa não estivesse limpa. Essa foi a vida que comecei a ter com 5 anos de idade. Dá para imaginar?

Lembro que, se não terminasse a limpeza, eu apanhava e tinha que ficar em casa o dia todo limpando. Então, coloquei na minha cabeça: ‘Você precisa limpar a casa logo para poder ir para a escola’, porque a escola, de certa forma, era a minha liberdade.

Mas, mesmo quando eu conseguia ir para a escola, não podia fazer o dever de casa. Ela dizia para mim: ‘Você não pode trazer a lição de casa para esta casa’. Irmãos, se eu trouxesse, ela jogava meus livros e cadernos no lixo. Então, eu não conseguia estudar em casa nem me concentrar na escola, por causa das surras e de tudo o que acontecia.

O filho dela, ela nunca tratou daquele jeito. O alvo era sempre eu, e eu nunca entendia o porquê. Esse ciclo continuou na minha vida. Conforme eu ia crescendo, as surras mudaram um pouco, porque comecei a conseguir me proteger. Só que os castigos foram ficando piores. Ela começou a colocar minhas mãos no fogo quente, e é por isso que hoje minhas mãos são muito calejadas.

Lembro dela me batendo com fios e jogando meu rosto na parede. Eu não entendia aquilo, mas não tinha coragem de falar nada, porque vivia com medo e era ameaçada por ela. Meu pai nunca percebeu. Com dois empregos, ele mal parava em casa. Ela dava um jeito de eu já estar na cama quando ele chegava, para ele não ver os hematomas nem eu ter a chance de falar com ele. Às vezes, meu rosto estava muito inchado de tanto chorar, mas ele não via, não percebia.

Na escola, nem os conselheiros perceberam o que eu passava. Ela me obrigava a usar blusa de manga comprida para esconder os machucados e me ameaçava: ‘Se você contar alguma coisa, quando chegar em casa, vai apanhar de novo’. Irmãos, eu não queria aquilo, por isso ficava em silêncio.

Nos fins de semana, meu pai estava em casa, mas lembro que, na sexta-feira, ele já me avisava: ‘Olha, você não vai falar nada. Se falar alguma coisa, na segunda-feira você apanha’.

Irmãos, essa foi a minha vida até os 15 anos de idade. Eu achava que, com essa idade, teria alguma liberdade, mas não tive. Digo 15 anos porque foi quando me disseram que eu já podia arrumar um trabalho. Consegui um emprego numa loja, mas o controle dela foi junto comigo.”

Eu tinha que levar o meu horário de trabalho para casa, e ela ligava para o meu serviço para ter certeza de que eu estava lá e saber a que horas eu ia sair. Ou seja, eu nunca tive liberdade de verdade. Minhas notas na escola eram péssimas, sempre abaixo da média. E o que me deixa impressionada é que os professores nunca falaram nada. Ninguém nunca chegou perto de mim para perguntar. Eu não tinha como escapar e não entendia por que a minha vida era assim. Sempre me perguntava: “Por que estou vivendo desse jeito? Isso aqui não é vida para ninguém.”

Eu via a diferença no tratamento que ela dava ao filho dela e no casamento dela com meu pai. Eles tiveram outros dois filhos, e nenhum deles era tratado daquela forma. Sempre era eu. Eu não entendia por quê. Mas continuei trabalhando, tentando dar o meu melhor e conseguir a aprovação dela, mas o abuso ainda acontecia.

Eu me lembro de me formar no ensino médio e pensar: “Finalmente, agora eu vou ser livre.” O abuso físico diminuiu um pouco conforme fui ficando mais velha, mas a minha mente já estava condicionada ao jeito que ela me tratava. Na escola, as pessoas percebiam. Eu era sempre aquela menina que não se vestia na moda, que vivia quieta porque nunca falava com as pessoas. Todo mundo sabia que eu passava por algo, mas ninguém tinha coragem de falar comigo; ninguém tocava nesse assunto.

Depois de me formar, tentei namorar. Foi o meu primeiro namorado. Ele sabia do abuso que eu sofria, mas também não dizia nada. A gente se encontrava escondido e, se eu ia para o trabalho, ele me encontrava no meio do caminho, e a gente se via rapidinho. Tivemos um relacionamento de idas e vindas por quatro anos, e desses quatro anos nasceu a minha filha.

Acredito que Deus usou a minha filha como um caminho para a minha fuga. Quando ela tinha dois anos, uma prima me ajudava a cuidar dela enquanto eu trabalhava. Essa prima começou a notar que a minha madrasta tentava tomar o controle da minha filha. Ela me dizia: “Deixa que eu vou cuidar da criança, e você vai limpar a casa”.

Então, minha prima me chamou e disse: “Olha, notei que a sua madrasta não quer que eu cuide da sua filha, mas você está me pagando para isso, então não acho justo que isso esteja certo.” Ela continuou: “Ela dá umas coisas estranhas para a sua filha comer, e eu não gosto daquilo. Tem alguma coisa acontecendo, mas não fala que fui eu que te contei, tá bom?”

Aí a ficha começou a cair. Percebi que aquele padrão de abuso estava voltando e pensei: “Isso não pode acontecer de novo.” Na mesma época, o filho dela, meu meio-irmão, começou a me pressionar: “Você precisa pagar mais aluguel. Você agora tem uma filha, então está usando o dobro de água, o dobro de comida.” Eu respondi que não podia, porque, se arrumasse dois empregos, não teria tempo para a minha filha. Então, não era justo.

Foi aí que percebi que precisava tomar uma decisão. No meu trabalho, na loja, eu tinha uma colega que estava passando por um divórcio. Contei para ela algumas coisas da minha vida, e ela me ofereceu um lugar para morar com ela, porque precisava de alguém para ajudar com as despesas.

Agarrei aquela oportunidade e pensei: “Esta é a minha única saída. Vou arriscar. Eu não queria que a minha filha passasse pelo que eu passei. E, claro, eu não tinha coragem de lutar por mim, mas, pela minha filha, eu tive.”

Eu já tinha planejado a mudança com a minha colega, então comecei a empacotar as minhas coisas aos poucos, sem contar para ninguém. Lembro perfeitamente do dia em que eu ia me mudar. A minha colega viria me ajudar; era um fim de semana. Eu nunca tinha falado com Deus, irmãos, porque culpava Deus pela morte da minha mãe. Até aquele ponto, como eu disse, afirmava para todo mundo que Deus não existia. Na verdade, eu o odiava.

Então, com medo de sair, fiz aquela oração no canto do quarto, antes de ir embora. E disse assim: “Deus, eu não sei quem você é. Não sei se você existe, mas, se existir, preciso que me ajude. Vou sair dessa casa e não quero nunca mais voltar para esse abuso. Então, preciso da sua ajuda.”

Irmãos, essa foi a única oração que fiz. Peguei minhas coisas, minha colega de trabalho levou tudo, e eu fui embora. Lembro que o meu pai me perguntou por que eu estava saindo, mas a minha madrasta disse a ele que eu estava indo morar com o pai da minha filha, o que era mentira. Então, o meu pai simplesmente aceitou, achando que eu tinha saído de casa por rebeldia, o que não era verdade.

Eu me mudei com essa colega de trabalho e, no início, tudo parecia bem. Ela me ajudava, a gente trabalhava no mesmo lugar, tudo estava ótimo. Mas, com o tempo, comecei a notar umas coisinhas. Ela estava se tornando um pouco controladora, muito parecida com a minha madrasta. Durante esse tempo, descobri que ela se sentia atraída por mim de uma forma diferente. E, naquele momento, sem saber de nada, comecei a experimentar um relacionamento com ela.

Isso durou um tempo, até que comecei a sair com outra pessoa, desta vez um homem. Construí um relacionamento com ele, e ela sabia. Não achei que ela fosse se importar, mas aquilo a incomodou, sim. Então, quando comecei esse novo relacionamento, ela decidiu trazer o irmão dela para morar com a gente.

O irmão dela era tipo um guarda-costas, porque ficava vigiando quando eu saía e quando voltava, para ver se eu estava em casa na hora que dizia. Comecei a sentir medo. Era o mesmo padrão de controle de antigamente. E uma coisa que ela sempre me dizia era: “Não entre no meu quarto, tá bom?” Nós dormíamos em quartos separados, mas, um dia, enquanto eu limpava a casa, ela deixou o quarto dela destrancado. Quando entrei, vi um livro de magia negra. Eu nunca tinha ouvido falar daquilo. Nem sabia o que era.

Eu abri o livro e pensei: “O que é isso?”. Continuei lendo e vi que havia uma oração ali dentro. Aquilo era muito estranho. Quando ela chegou em casa naquele dia, eu a confrontei. Perguntei: “Por que aquele livro está lá no seu quarto?”. Ela respondeu: “Ah, foi a minha avó que me ensinou isso”. Ela não confessou na hora, mas, por meio de uma amiga em comum, descobri que estava fazendo magia negra contra mim. Dá para acreditar?

Então, tive que fazer uma escolha. Eu tinha uma amiga com quem conversava e contei o que estava acontecendo. Ela me disse: “Ah, então vem morar comigo. Meus pais estão alugando um quarto”. Eu aceitei, mas disse: “Você precisa me ajudar, por favor, porque preciso fugir daqui. Eles nunca vão me deixar sair daqui”. Então, planejamos esperar o irmão dela dormir e, quando ele dormisse, minha amiga me ajudaria a jogar minhas coisas pela janela. Foi assim que aconteceu. Ela veio, joguei minhas coisas pela sacada, peguei minha filha e fui embora. O que ficou para trás, ficou. Nunca mais olhei para trás.

Fui morar na casa dessa nova amiga, que eu conhecia desde o ensino médio. Pensei que tudo ficaria bem, mas lá eu não podia lavar roupa em casa. Tinha que ir a uma lavanderia. Numa dessas idas, uma mulher se aproximou de mim. Eu não sabia, mas ela era médium. Ela me disse: “Estou fazendo leituras de mão de graça. Posso ler a sua mão?”. Respondi: “Claro, pode ler”.

Lembro-me daquele encontro porque chorei. Ninguém nunca tinha me dito que sabia do meu sofrimento. Ela descreveu a minha vida e o sofrimento que vivi quando era jovem, e aquilo me tocou de um jeito... Irmãos, pensei: “Nossa, finalmente alguém sabe de tudo o que eu passei. Tudo o que ela falou é verdade, aconteceu comigo”.

Ela me disse: “Posso te ajudar, mas você tem que me pagar. Se quiser vir ao meu estúdio hoje à noite, eu te dou o meu endereço”. Eu respondi: “Claro. Nossa, eu vou, sim”. Ela me disse para levar dinheiro e até falou a quantia. Eu estava toda animada, porque queria ser livre e entender por que minha vida era daquele jeito. Naquela mesma noite, fui até lá; não consegui esperar. Ela disse que faria uma leitura para mim com as cartas.

Lembro-me de entrar no estúdio dela. Ela começou a fazer as leituras e tudo parecia normal. Continuava confirmando o abuso que eu havia sofrido. Também me disse que poderia me fazer falar com a minha mãe, que já tinha morrido, mas eu sabia que não queria fazer aquilo. Não queria incomodar a minha mãe. Recusei. Esse era o meu entendimento naquela época.

Em certo momento, enquanto ela lia as cartas, puxou uma e, ao olhar para ela, seu rosto congelou. Ela fez um som de espanto e, na minha cabeça, pensei: “Meu Deus, ela viu a carta da morte. Então, é o meu fim”. Ela ficou em choque e me perguntou: “Posso te fazer uma pergunta?”. Eu disse que sim. Ela perguntou: “Você sabe quem é Deus?”. Respondi: “Ah, já ouvi falar”. Mas ela insistiu: “Você conhece o Deus da Bíblia?”. Eu disse: “Não, não conheço”.

Então, ela me disse: “Olha, enquanto eu estava puxando as cartas, um anjo apareceu para mim agora e me disse que eu não podia continuar lendo as cartas para você, porque Deus quer falar com você”. Pensei: “Como assim você conhece a Deus, se é uma bruxa?”. Aquilo não fazia nenhum sentido para mim.

Lembro-me de que havia uma cortina roxa atrás de mim. Ela se levantou e disse: “Vem aqui, deixa eu te mostrar uma coisa”. Virei-me com um pouco de medo, e ela abriu a cortina. Havia umas seis pessoas sentadas no chão, comendo. Ela me disse: “Olha, deixa eu te explicar uma coisa. Eu sei quem é o Deus da Bíblia e tenho plena convicção de que aquilo que estou fazendo hoje é errado, é pecado. Mas preciso fazer isso porque, no meu país, é assim que a gente faz, e preciso alimentar essas pessoas aqui”.

Naquela hora, fiquei em choque. Ela fechou a cortina, voltou a se sentar e disse: “Deus está me pedindo para te perguntar se Ele pode falar com você”. Na minha cabeça, pensei: “Por que Deus está me pedindo?”. Ela respondeu como se estivesse lendo o meu pensamento: “Olha, Deus está te perguntando porque Ele é um cavaleiro. Ele precisa pedir a sua permissão”.

Fiquei ali, confusa, e disse: “Tudo bem, o que Ele quer me dizer?”. A primeira coisa que ela me falou foi: “Ele quer que você saiba que Ele te ama”. Quando ela disse isso, comecei a chorar. Pensei: “Isso não é verdade. Se Ele me amasse, por que a minha vida seria desse jeito?”. Mas parecia que Deus sabia o que eu estava pensando, porque, na mesma hora, a médium continuou: “Deus disse que quer te ajudar, mas não pode, porque você não permite que Ele entre na sua vida. Você nunca O deixa entrar”.

E era verdade, irmãos, porque eu odiava Deus. Nunca pensava nele. Não sabia como poderia me relacionar com Ele. Ela continuou dizendo: “Olha, Deus disse que você tem duas escolhas agora: ou você O aceita e O busca, ou eu continuo lendo as cartas. Mas não posso te ajudar se você não fizer uma escolha. Você tem que escolher entre Deus e isso aqui”.

Sinceramente, eu não sabia o que fazer. Claro, ainda tinha aquele pensamento negativo sobre Deus na minha mente. Lembro-me de ter respondido: “Não, não quero saber de Deus. Continue com as suas cartas aí”. A partir dali, ela conseguiu terminar o que quer que estivesse vendo. Ela disse: “Ok, agora posso continuar, porque deixei muito claro que não queria Deus. Eu O neguei de todas as formas”.

Então, ela continuou lendo as cartas e, no final, me deu algumas poções, pedras e sabonetes líquidos para eu usar no banho, além de um cronograma para me purificar e ficar longe das más energias.

Ela disse que aquilo purificaria minha vida e me ajudaria. Então, eu peguei, acreditei e fiz tudo o que ela mandou, pensando que iria funcionar. Antes de sair, ela ainda me disse: “Ah, e aquela amiga com quem você está morando? Olha, tome muito cuidado, viu? Porque ela não é uma boa pessoa. Você precisa se mudar de lá urgentemente.”

Sinceramente, eu não sabia o que iria acontecer, mas, uma ou duas semanas depois, não consegui encontrar meu cartão de crédito na carteira. Verifiquei meu saldo bancário e estava sem dinheiro; tudo tinha sumido. Então, liguei para o banco para relatar a fraude. Voltei para casa e contei à minha colega de quarto o que tinha acontecido. Ela não disse nada; agiu como se nada tivesse acontecido. Mais tarde, tive que chamar a polícia para reaver meu dinheiro e, só depois de fazer o boletim de ocorrência, ela admitiu que tinha roubado o meu dinheiro.

E lá vamos nós de novo, né? Tive que encontrar outro lugar para ir. Entrei em contato com outra amiga do ensino médio, e ela me disse que eu poderia morar com ela. Então, lá fui eu: peguei minha filha e me mudei de novo. Eu não tinha dinheiro e tive que sacar do meu fundo de previdência. Meu carro estava quebrando, então tive que usar esse dinheiro para comprar um carro novo. Quando me mudei para a casa da nova amiga, descobri que ela também praticava bruxaria. Olha, essa coisa parecia que me perseguia, não sei explicar.

Mas, graças a Deus, enquanto eu estava lá, uma amiga do ensino médio que tinha se tornado cristã na escola me ligou. Todo mundo sabia que ela era cristã, e ela disse assim: “Ei, faz tempo que a gente não se fala, né? Quero te convidar para ir à minha igreja. Nós vamos ter um evento, e eu queria muito que você fosse.” Ela já tinha me convidado antes, mas eu sempre recusava. Eu não queria saber de Deus. Dizia que Ele não era real.

Mas, dessa vez, eu disse: “Ah, então tá bom, vou pensar.” Parte de mim não se sentia bem, porque eu estava envolvida com bruxaria, não só por causa das coisas que eu já tinha feito, mas também por causa dessa nova colega de quarto, com quem eu estava aprendendo coisas novas. E algo dentro de mim dizia: “Eu não posso ir para Deus se tenho essas coisas.”

Pensei sobre isso e decidi dentro de mim: “Ok, vou à igreja, mas antes vou me livrar de tudo isso aqui.” A única coisa que me veio à mente foi: “Vou à igreja mais próxima e vou jogar tudo isso fora, porque não quero mais. Na verdade, estou querendo conhecer esse Deus.”

Lembro que peguei tudo e, perto de onde eu morava, havia uma igreja católica. Entrei na igreja, que estava vazia, corri até o altar, joguei tudo ali e disse: “Deus, eu te quero. Não sei o que fazer, mas preciso de ti.” Deixei tudo lá, nunca mais olhei para trás e liguei para minha amiga. Eu disse: “Ok, vou à sua igreja hoje com você.”

Irmãos, fui àquele evento da igreja e finalmente aceitei a Cristo. Eu não sabia o que estava fazendo nem o que aquilo significava. Ouvi a pregação, vi o evento e, então, o pastor fez o apelo, e eu fui. Mas nunca mais voltei. Continuei vivendo meu estilo de vida. Não pratiquei mais bruxaria, mas comecei a viver uma vida muito promíscua. Eu não sabia o que era o amor, então confundia intimidade com amor.

Perdi meu emprego, e as coisas começaram a ir de mal a pior. Em vez de melhorar, eu estava sem dinheiro e não o usava com sabedoria. Meu carro estava quebrando de novo. Graças a Deus, aquela mesma amiga me ligou um ano depois e disse: “Ei, nós estamos tendo outro evento na igreja. Você quer vir comigo?” Pensei: “Ah, cara, preciso ir. Preciso de ajuda.” Então, fui ao evento novamente e aceitei a Cristo de novo.

Mas, dessa vez, foi diferente. Eu sentia dor nas costas havia pelo menos quatro anos. Ia aos médicos e, como só tenho um rim, achava que meus rins estavam falhando. Mas os médicos diziam: “Não, você está bem.” Eu nunca entendi por que aquela dor era tão forte.

Naquele dia em que aceitei a Cristo pela segunda vez, irmãos, algo sobrenatural foi tirado de mim. Senti um peso ser levantado. Não sabia o que tinha acontecido; só sabia que algo saiu de mim. Por causa dessa experiência, decidi voltar. Comecei a ir à igreja semana após semana.

Lembro que, em um desses fins de semana, tivemos um pregador convidado. Ele veio até mim e disse: “Sabe aquela dor nas costas que você tinha? Deus me falou que Ele te curou agora.” Irmãos, minha ficha não tinha caído até ele me dar aquela palavra. Comecei a refletir e pensei: “Meu Deus, é verdade! Olha, não tenho mais aquela dor nas costas.”

A partir daquela experiência, continuei frequentando a igreja. Depois de oito meses, me batizei, mas não sabia pelo que teria que passar depois do batismo. Lembro que, uma hora depois de ser batizada, começamos a adorar ao Senhor naquele retiro. Eu já tinha adorado a Deus antes, e nada de estranho tinha acontecido. Mas, depois do meu batismo, algo começou a se manifestar dentro de mim enquanto eu adorava. Comecei a tossir sem parar. Sentia como se não conseguisse respirar e cheguei a levar as próprias mãos à garganta, como se quisesse me sufocar, até cair no chão.

Então, um dos pregadores convidados, a quem Deus revelou o que estava acontecendo, disse às pessoas à sua volta: “Meu Deus, ela fez feitiçaria no passado. É isso que está acontecendo.” Irmãos, aqueles espíritos não queriam que eu adorasse ao Senhor. Lembro que me levaram para uma sala nos fundos e me perguntaram se eu tinha praticado bruxaria. Claro, tive que confessar que sim. Então, me ajudaram em uma libertação ali, mas aquela não foi a única.

Eu também tive que passar por várias libertações da fornicação que pratiquei e de todas as fortalezas que eu tinha, principalmente na minha mente. Eu me lembro também de que lutava muito contra a masturbação e a pornografia. Olha, foi um processo constante. Todo fim de semana era libertação, libertação, libertação. E eu pensava: “Meu Deus!”

Durante esse processo, era difícil para mim, porque eu continuava caindo em fornicação. Eu não abandonava a pornografia. Ficava até de madrugada vendo sites pornográficos. E, mesmo enquanto Deus trabalhava em mim, eu não conseguia largar o sexo fora do casamento, porque sentia que aquilo era amor. Eu confundia as coisas. Claro, Deus foi muito misericordioso. Ele teve que me colocar no caminho certo. Foi um processo muito longo de cura.

O Senhor também me revelou que eu tinha muito perdão a liberar por causa do meu passado. Eu tinha que perdoar a minha madrasta. Essa foi uma das coisas mais difíceis que tive que fazer, porque simplesmente não entendia. Eu disse a Deus: “Por que, Deus? Se foi ela que me machucou, por que eu tenho que pedir perdão a ela?” E o Senhor me disse: “Porque você guardou tanta raiva que isso se tornou uma fortaleza. Você precisa pedir perdão a ela por toda a raiva que guardou”.

Olha, irmãos, eu tinha muito medo dela, sabe? Não falava com ela desde o dia em que saí de casa, mas disse: “Ok, Senhor, se o Senhor quer que eu faça isso, então terá que fazer, porque eu não consigo me aproximar daquela mulher”. E deixei assim. Eu não falava muito com o meu pai; talvez ligasse no aniversário dele ou no Natal.

Lembro que, um dia, nós íamos sair e fui até a casa onde ele morava com a minha madrasta. Ele me pediu para entrar, e eu simplesmente entrei. Lá dentro, vi a minha madrasta e minhas meias-irmãs. O meu pai me disse: “Olha, eu preciso pegar uma coisa no meu quarto rapidinho”. Minha madrasta e eu ficamos sozinhas na cozinha. Ela me disse: “Oi, soube que você se tornou cristã agora. É verdade?” E eu falei para ela: “Sim, é verdade. Agora entreguei minha vida para Jesus. Sou uma nova pessoa”.

Irmãos, foi estranho como aquela conversa surgiu. Mesmo assim, ela continuou: “Sabe, eu queria te pedir perdão por tudo que fiz com você. Sei que foi errado”. E eu respondi: “Não, não. Deus me disse que eu é que tinha que te pedir perdão, porque te odiei por tanto tempo. Guardei tanta raiva de você e te peço desculpas por isso”.

Naquele momento, irmãos, nós duas choramos e nos abraçamos, e eu recebi a cura do perdão de que tanto precisava. Eu não a via mais como uma pessoa má, mas como uma vítima, alguém que também precisava de liberdade, de libertação.

O Senhor então continuou trabalhando em mim e me disse que eu tinha que voltar a estudar. Esse era um desejo que eu sempre tive desde criança: fazer faculdade, ter uma carreira. Mas, obviamente, eu não podia, porque minhas notas eram péssimas. Minha gramática era horrível, porque eu não podia fazer lição de casa. Eu não sabia nem usar pontuação. E eu disse: “Deus, como é que vou entrar na faculdade assim? Isso aqui é ridículo”.

Lembro, irmãos, que me inscrevi, mas não passei, porque fui reprovada na parte de gramática. Esperei mais um ano e tentei de novo. Tive que pedir ajuda para minha filha. Foi uma experiência de humildade, mas, com a ajuda dela, consegui passar. Fui aceita na faculdade, e Deus foi muito bom comigo durante esse período. Ele colocou graça nos meus professores, que foram muito compreensivos. Hoje, para a glória de Deus, tenho meu diploma de bacharel. Dou toda a glória ao Senhor, porque foi Ele que resgatou esse desejo em mim.

O Senhor também me disse que traria o meu pai de volta. E eu pensei: “O quê?” O meu pai, irmãos, estava casado com aquela mulher havia 35 anos. Eu não sabia o que Deus ia fazer nem por que traria o meu pai de volta. Então falei assim para Deus: “Olha, Senhor, os meus anos de infância já se foram. Não posso tê-los de volta”. Mas o Senhor me disse: “Ele também precisa de liberdade. Eu vou libertá-lo, e ele vai vir até você”.

Um tempo depois, o meu pai me ligou: “Oi, filha, você quer sair para comer?” E eu disse que sim. Então, fomos a um restaurante, sentamos, e ele disse: “Tenho uma pergunta para você, mas só quero que me responda com sim ou não”. Eu concordei, e ele perguntou, mencionando o nome da minha madrasta: “Essa pessoa aqui abusou de você?” E eu respondi com lágrimas nos olhos: “Pai, ela me abusou muito”. Eu nem acreditava que tinha falado aquilo para o meu pai. Deixamos o assunto de lado e comemos. Foi meio estranho. Depois, voltei para casa.

Dois dias depois, ele me ligou e revelou que tivera um sonho. No sonho, perguntava a Deus: “Por que a minha própria filha não me ama?” Ele me contou que, no sonho, Jesus apareceu para ele e disse: “A Jeisa que você vê não é a Jeisa que realmente é”. Então Jesus mostrou a ele duas Jeisas. A primeira era a Jeisa que tinha sido abusada e maltratada pela madrasta. A segunda era a Jeisa que o ama de verdade.

Depois que teve esse sonho, foi quando ele me chamou para comer e me fez aquela pergunta. Ele já estava tendo problemas com ela, e acho que Deus já estava trabalhando nele para essa libertação. Depois daquela conversa, ele me perguntou se podia morar comigo. Claro, fiquei animada e disse que sim. Sabia que era a promessa de Deus se cumprindo: libertá-lo e trazê-lo de volta.

Já faz três anos, irmãos, que moro com o meu pai. Nunca vou poder ter de volta aqueles anos perdidos, mas valorizo os momentos que tenho com ele agora. Ah, ele está aprendendo sobre Jesus, fica me observando, e nós conversamos sobre tudo. Não há mais segredos. Sei que o Senhor está trabalhando e me devolvendo esse relacionamento com o meu pai.

E a última área em que o Senhor decidiu trabalhar foi em mim.

Olhando para trás, fiquei impressionada com a forma como o Senhor me fez perdoar todas aquelas pessoas antes de trabalhar em mim. Antes de essa cura interior acontecer, eu estava passando por muitas batalhas na minha igreja. Eu já estava lá havia nove anos, mas teve um período em que não queria mais me submeter aos meus líderes, especialmente à minha pastora. A razão era que um pastor é uma figura de autoridade e, na minha mente, essa figura tinha sido abusada pela minha madrasta. Então, no meu modo de pensar, eu não conseguia me aproximar da minha pastora, porque sentia que ela iria abusar de mim, que usaria mal aquela autoridade, assim como a minha madrasta fez.

Eu sempre desejei que a minha pastora fosse como uma mãe para mim, mas não conseguia. Era uma luta interna muito grande. Então, decidi sair e pensei: “Ah, quer saber? Vou para outra igreja. Não aguento mais aqui.” Comecei, então, a frequentar outra igreja por uns seis ou sete meses. Lá, houve um pregador convidado, e esse homem falou comigo como nenhum profeta jamais havia falado. Ele falou sobre a minha vida desde o nascimento e me revelou por que fui abusada por todos esses anos.

Irmãos, era uma maldição geracional. A minha mãe foi abusada, a mãe dela foi abusada, minha bisavó foi abusada, e o meu pai foi abusado. Essa maldição chegou até mim e parou aqui. E, se vocês olharem para trás e lembrarem do que eu falei, ela queria continuar com a minha filha, mas o Senhor não permitiu. Naquele dia, aprendi que o abuso era uma maldição geracional. O Senhor me disse que, a partir daquele dia, eu não seria mais a mesma: eu iria me amar, me perdoar e me ver como Jesus me vê — algo de que eu não tinha a menor ideia.

Aquele profeta também me disse que Deus havia revelado a ele que eu estava plantada na minha antiga igreja, que era para eu continuar caminhando e receber as bênçãos que o Senhor tinha para mim. Eu tinha que continuar crescendo onde Ele me plantou. E ele me disse assim: “Então, você vai voltar, vai se submeter àquela autoridade e, quando se submeter à autoridade que Deus colocou na sua vida, vai ver as portas se abrindo para você.”

Irmãos, lembro que ele me ungiu, me abençoou e disse: “Você precisa voltar. Não tem outro caminho.” Pela primeira vez, irmãos, senti convicção. Pensei: “É verdade, estou errada. Preciso mudar minha vida.” Confesso que lutei um pouco com os meus pensamentos, mas sabia que tinha que me submeter, que tinha que deixar aquele medo de lado. Ao voltar, enfrentei o medo de que qualquer pessoa com autoridade fosse abusar de mim.

Irmãos, o Senhor me mandou de volta para aquela igreja. Pude conversar com a minha pastora e contar a ela por que eu era daquele jeito. Hoje, tenho um relacionamento maravilhoso com ela. Ela é a figura materna que eu não tive. Agradeço a Deus porque vejo como o inimigo não queria que eu a enxergasse como mãe. Agora me sinto completa. Tenho o meu pai e também a minha pastora, que é minha mãe espiritual. Graças a isso, sou capaz de me amar também. Perdoei a mim mesma por tudo que fiz comigo durante aqueles anos, por todo o abuso que permiti e por todos os pensamentos negativos.

Eu não sabia que tinha uma identidade em Jesus. Quando o Senhor me libertou dessa mentalidade, que eram ataques do inimigo na minha mente por todos esses anos, tudo começou a mudar. No dia seguinte àquela libertação, acordei e, ao colocar os pés no chão, era como se estivesse em um corpo novo. Eu não era a antiga Jeisa; era uma nova pessoa. Olhei-me no espelho e pensei: “Uau, sou linda, sou amada, sou capaz.” Eu me vi com essa nova identidade, sabe? Desde aquele dia, consigo me amar e, agora que me amo, consigo amar os outros.

Porque, quando não me amava, eu era muito amarga, mesmo estando no evangelho e caminhando com Deus. Não entendia por que algumas pessoas pareciam tão felizes e eu não era. Claro, Deus ainda estava trabalhando em mim, mas havia algo que não estava bem: eu não me amava e, por isso, não conseguia amar os outros. Agora que sou capaz de me amar, a minha visão mudou. O meu coração se abriu para amar as pessoas como Jesus as ama.

Para mim, Jesus é o meu melhor amigo. Ele é o meu redentor, o meu salvador. Veio para redimir tudo e me salvar de mim mesma. E, para você que está me ouvindo agora, que está se sentindo desanimado, que se identifica com a minha história de abuso ou mesmo de rejeição a Deus, talvez esteja nesse lugar agora, sem querer nada com Ele: eu sei que é difícil olhar para Jesus como salvador neste momento. Sei que você pode estar com raiva, como eu já estive, ou se sentir sem amor e indesejado, ou questionar por que a sua vida é assim.

Mas a única resposta que posso lhe dar é Jesus de Nazaré. O único caminho é Cristo. É por isso que Ele morreu por nós: para que pudéssemos ter vida, alegria, paz e redenção por meio dele. Pode levar um tempo, mas, se você clamar por Jesus, mesmo que seja com uma oração simples, Ele irá ao seu encontro onde você está. Ele virá até você, porque Jesus veio até mim. Confesso que não fui até Ele. Eu não queria ir até Ele, mas aquela única e simples oração foi suficiente. Então Ele me encontrou.

Então, encorajo você a não perder a esperança e a olhar para Jesus. Ele é seu amigo, seu pai, seu redentor e é amor. Pode confiar: Ele ama muito você. Então, não jogue a toalha. É tempo de você ser livre e ser curado. Essa é a vida que Ele tem para você: uma vida nova. Então, pare de deixar que a dor se estenda quando Deus já lhe deu a oportunidade de cura por meio de Jesus Cristo.

Irmãos, olha, esse testemunho me marcou muito. Fiquei tão impactado com essa história e tenho certeza de que você também foi muito tocado. Olha, é muito forte.

Que Deus te abençoe poderosamente. Um grande abraço.