Mensagem / transcrição
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Olha, irmãos, muitas vezes a gente ora, jejua, faz voto com Deus, medita na Palavra e parece que nada muda, não é verdade? Parece que a gente nunca tem aquela experiência sobrenatural com Deus. É como se você olhasse para todo mundo e achasse que todo mundo é mais crente, mais santo, mais ungido do que você, e acaba se sentindo até frio. Você acha que nem tem fé direito, não é verdade?
Mas, irmãos, deixa eu falar uma coisa que aprendi na minha própria caminhada. De todas as vezes que decidi me consagrar mais, jejuar e orar mais profundamente, eu não via o resultado de imediato, mas o via ao longo do tempo. É como se eu estivesse plantando sementes. E a Bíblia diz, no Salmo 126, que aquele que vai caminhando e semeando, ou seja, lançando sementes, voltará com a colheita nos braços, com muita alegria.
Mas, irmãos, durante o processo do jejum, naquele momento em que você fica mais abatido, ou quando está passando por um deserto, por uma grande provação, parece que você não vê muito a mão de Deus. Na verdade, Deus está sustentando você de uma maneira que nem imagina.
E vou falar uma coisa: tome cuidado com aquilo que você ora, porque Deus está ouvindo as suas orações e vai agir na sua vida. Amém? Quando você ora pedindo mais paciência, como Deus vai responder, irmãos? Ele vai colocar uma pessoa complicada do seu lado, alguém que vai tirar sua paz. Para quê? Para você desenvolver a paciência. É assim que acontece. Ele não vai simplesmente dar paciência a você na hora em que orar, como se viesse um fogo, algo sobrenatural, e, de repente, você se tornasse uma pessoa paciente. Não é assim, irmãos.
Lembrem-se do exemplo de Moisés. Moisés acabou matando um egípcio por impulso, porque queria resolver as coisas do seu jeito. Queria fazer a obra de Deus e libertar o próprio povo pela força do seu braço. E deu problema, não é? Ele acabou matando aquele homem. O que aconteceu? Foi para o deserto e ficou lá por 40 anos. Não estou dizendo que esse tempo tão demorado foi porque ele matou o egípcio. Pode ser também, mas quero dizer que Deus estava ensinando Moisés a ser paciente, humilde e a depender somente dele.
Ele cuidou de ovelhas por 40 anos, irmãos, porque, futuramente, governaria sobre um povo rebelde, teimoso e desobediente. E a Bíblia diz que não havia, em toda a terra, um homem mais manso do que Moisés. Tudo isso aconteceu porque ele passou por um processo, um processo de treinamento.
E quero falar uma coisa para você: toda vez que você passa a buscar o Senhor, ele já ouviu você desde a primeira vez, está certo? A Bíblia diz, em Daniel 10:12, que o anjo falou a Daniel que, desde a primeira vez que ele se humilhou perante Deus, suas orações foram ouvidas e que era por causa delas que o anjo tinha vindo. Mas houve uma batalha no céu durante 21 dias. A bênção ficou retida, mas, então, o anjo veio revelar a Daniel as coisas que aconteceriam no futuro.
Então, irmãos, muitas vezes acontece uma batalha espiritual tão grande que a gente não enxerga. E tudo que a gente tem que fazer é confiar que Deus está cuidando de tudo, que está no controle da nossa vida e que não está sendo em vão a nossa busca pelo Senhor. Amém.
Creio, irmãos, do fundo do coração, que Deus está levantando uma multidão de pessoas que não querem atrair a atenção para si mesmas nem construir um reino para si. Elas estão preocupadas com o reino de Deus e querem glorificar o nome do Senhor. Não querem aparecer.
Irmãos, lembrem-se de Enoque. A Bíblia diz que ele andou com Deus e desapareceu. Irmãos, chegou o tempo em que nós vamos desaparecer para que Jesus apareça em nós. Amém. Na simplicidade. E é assim que o Espírito Santo vai mover.
Inclusive, o apóstolo Paulo falou o seguinte: assim como a serpente enganou Eva, oferecendo conhecimento, ele estava preocupado que as pessoas perdessem a pura e simples devoção a Cristo. Ou seja, irmãos, o evangelho é simples.
E tem muita gente por aí, irmãos, se tornando julgadora. Acha que, só porque conhece muito da Bíblia ou já tem certa caminhada com o Senhor, pode ficar apontando o dedo. Irmãos, é tempo de unirmos as nossas forças. Participamos do mesmo reino.
Lembrem-se dos discípulos. Eles disseram a Jesus que havia pessoas que não andavam com o grupo deles, mas expulsavam demônios e falavam do Senhor para outras pessoas. E qual foi a resposta de Jesus? Ele disse que quem não era contra eles era a favor deles e que não deveriam impedir essas pessoas. Jesus estava querendo dizer o seguinte: “Meu irmão, vamos parar com isso. Nós fazemos parte do mesmo corpo de Cristo, sabe? A gente tem que parar com essas coisas, porque está vindo o avivamento, irmãos. Eu creio.”
Deus tem falado comigo e com vários homens e mulheres de Deus que tenho encontrado pelo caminho. Eles estão sentindo que está vindo um avivamento, e esse avivamento vai começar dentro das casas, de maneira isolada.
Eu tive um sonho em que estava na favela do Rio de Janeiro e abri a porta de uma casa. Na hora em que abri, havia um grupo de pessoas orando com muito fervor, e paralíticos estavam se levantando, cegos estavam enxergando. Fiquei maravilhado com aquilo, até que fui a outra casa. Quando cheguei, estava acontecendo a mesma coisa, só que de forma isolada, entendeu? Então, creio que isso vai acontecer até chegar o momento em que haverá uma transformação na sociedade. A gente precisa acreditar nisso, está certo?
Preste muita atenção. No final, eu vou contar o sonho que a minha avó... A minha avó, não: a avó da minha esposa teve. Você vai entender o que Deus está querendo fazer na nossa vida e na sua também, tá bom?
Eu tive muitas experiências de oração, muitas mesmo. Vivi três anos de experiências intensas de oração. Foi um período em que decidi me afastar um pouco das pessoas. Não que eu tenha me tornado rude, mas percebi que o tempo que eu gastava ligando para amigos, falando e conversando poderia ser usado para ficar no quarto falando realmente com Deus. Passei a me dedicar às orações diárias e aos jejuns. Comecei a fazer campanhas de jejum e oração, e fui intensificando as orações e os jejuns. A partir dali, não muito tempo depois, comecei realmente a viver experiências que marcaram a minha vida.
Antes de contar o testemunho, quero falar de uma experiência que, para mim, foi muito forte. Olha isso, irmãos. Eu comecei a orar de verdade, não para ter poder, unção ou conhecimento. Não foi essa a minha dedicação. Comecei a orar para realmente conhecer a Deus. Isso é muito importante para ouvir a voz do Espírito Santo. Comecei a buscá-lo para ser íntimo dele, e não para pedir algo.
Eu me lembro de uma madrugada em que estávamos orando, minha esposa e eu. Acho que fiquei emocionado com a oração. Levantei-me do quarto enquanto minha esposa continuava orando. Era de madrugada; comecei a andar dentro de casa e a gritar. Fui até a mesa e bati nela. Eram quatro horas da manhã, Thiago. Eu batia na mesa, chorando, enquanto minha esposa orava no quarto, e dizia: “Senhor, eu quero viver o que ninguém está vivendo no Brasil. Quero ter experiências que ninguém está tendo. Então, Senhor, se eu me sentar aqui à mesa para me alimentar, o Senhor vai ter que se sentar do meu lado”.
Depois abri a porta da garagem, que ficava em frente à porta da cozinha. Fui até o carro e bati no capô. Não era nem carro, era um... mas tinha limpador com borracha, viu, Thiago? Isso é importante! [risos] Estou brincando. Foi o carro que mais me abençoou: era muito econômico. Bati no capô e disse, chorando, às quatro horas da manhã, num frio, irmão — eu estava lá fora, de pijama: “Senhor, se eu entrar nesse carro para viajar, o Senhor vai ter que se sentar aqui do meu lado e viajar comigo”. Parece loucura, né? Mas há momentos em que o seu espírito fala.
Voltei e continuei orando com a minha esposa. Naquela semana, esqueci-me daquilo. Fui ministrar num congresso na divisa com o Uruguai, na quinta e na sexta-feira. No sábado e no domingo, eu tinha que ministrar em Ponta Grossa, num congresso de setor do círculo de oração. Para isso, Thiago, tivemos que viajar a noite toda. Acabou o congresso — como vamos fazer hoje à noite: acabo de ministrar e viajo. Tchau, tchau. E viajamos.
Quando amanheceu, cruzamos a fronteira, passamos por Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul e continuamos viajando. Às onze horas, paramos para almoçar. Perto de uma hora da tarde, estávamos na BR quando avistamos duas pessoas andando à beira da estrada: um senhor baixinho, de um metro e sessenta, bem baixinho mesmo, moreninho claro, e uma menina ao lado, de vestidinho. Ele estava de terno, irmão. Estava frio, mas era de dia, e ele usava um ternão Oxford daqueles antigos, com ombros bem grandões, igual aos do Didi Mocó.
Minha esposa falou: “Amor, senti de Deus que devemos dar carona para eles”. E eu imediatamente obedeci, né? Quem manda é a esposa. [risos] É sabedoria, né? Só muda o endereço. Então, retornamos, oferecemos carona, eles aceitaram, entraram no carro e seguimos viagem.
Era uma hora da tarde. Quinze minutos depois, passamos em frente à churrascaria Espeto de Ouro. Eles olharam para o lugar, e minha esposa perguntou: “Vocês já almoçaram?”. “Não, não almoçamos.” Aí minha esposa falou: “Vamos pagar o almoço para eles”. Eu disse: “Amor, imagine quanto custa o almoço no Espeto de Ouro! Nós tínhamos almoçado num restaurante comum”. Mas, diante da resposta da menina, que estava com fome, paramos. Eles almoçaram e se alimentaram bem. Tinha até aquela picanha que vem com queijo derretido, sabe? Eles comeram muito bem e pegaram água com gás. Depois seguimos viagem.
Estou falando de experiências de oração, que passei a viver quando comecei a me aprofundar nas orações. Eu estava de tênis, calça jeans e camiseta; o rádio do carro estava queimado. Perguntei ao senhor: “O senhor está indo aonde?”. Ele respondeu: “O senhor pode me deixar no trevo ali, uns vinte quilômetros para a frente?”. Eu disse: “Não, senhor, o senhor está indo aonde?”. Aí ele me respondeu, sem saber que eu era cristão: “Estou indo pregar num ponto de pregação da Assembleia de Deus, numa fazenda”.
Como eu estava vestido à paisana, de camiseta e calça jeans, e não estava social, falei para ele, dando uma de João sem braço: “Eu sou da Assembleia de Deus”. Ele disse: “Eu também sou da Assembleia”. E perguntou: “O senhor é pregador?”. Respondi: “Sou pregador. Inclusive, Deus me deu uma mensagem para pregar”. Ele tirou um papel do bolso e mostrou. Estava escrito: “Ezequiel 37, o vale de ossos secos”.
Deus me deu uma mensagem quando eu orava de madrugada, e eu falei para ele: “Querido, como é que funciona esse negócio de orar e Deus falar? Como é isso?” Eu estava buscando uma experiência, talvez uma resposta de Deus.
Ele falou assim: “O senhor não vai entender muito, porque não é crente, mas é assim: eu faço campanhas de jejum, oro e Deus me dá uma mensagem.” Aí eu perguntei: “Mas como é esse negócio de jejum dos crentes?” Ele respondeu: “É assim, senhor: eu começo um propósito à meia-noite e vou até as seis horas da tarde do outro dia.”
Eu falei: “Está bacana, mas por quantos dias o senhor faz essas campanhas?” Ele respondeu: “Depende do propósito, mas a última que entreguei ontem durou 21 dias.” Meu Deus! Ele não sabia que eu era cristão, que era crente. Quando ele me mostrou o papelzinho, vi que a mão dele estava cheia de calos. Perguntei: “Mas sua mão está cheia de calos. Quando o senhor jejua, trabalha?”
Ele respondeu: “Rapaz, é época da safra do feijão. Eu arranco uma tarefa por dia.” Meu Deus do céu! Eu falei: “O senhor está brincando comigo? Está em jejum e arranca feijão?” Depois perguntei: “Esse congresso em que o senhor vai pregar é muito grande, né?” Ele disse: “Não, é um ponto de pregação. Tem o casal de missionários que a igreja enviou para lá, o caseiro da fazenda, que se converteu com a esposa e as duas filhas, eu e a minha filha. Vamos estar em oito no congresso.”
Era o aniversário de um ano do ponto de pregação, e eu falei: “Mas o senhor jejuou 21 dias para pregar para oito pessoas? Puxa vida!” Deus estava ali no carro, irmão. Deus estava ali ensinando. Eu perguntei: “O senhor está 21 dias jejuando para pregar para oito pessoas?”
A resposta dele foi: “O senhor não sabe. Eu sou da família mais pobre aqui da região. A minha família é tão pobre que ninguém tem carro ainda. Mas eu garanto ao senhor que, daqui a alguns anos, todos esses moradores da região vão saber que tem um homem de Deus aqui, que mora no meio deles. Eles vão saber que tem um homem de Deus aqui. Olha, senhor, Deus olhou para a família mais pobre da região, apontou para a casa mais pobre e me escolheu no meio da pobreza. Deu-me um dom do Espírito Santo, e eu preciso honrar esse dom, porque foi Deus que me deu.”
Ali ele já tinha acabado comigo. Já tinha acabado comigo. Chegamos ao ponto de pregação, lá em cima, no meio da fazenda. Era uma igrejinha de madeira, do tamanho deste estúdio, irmão. Deixei ele, entrei no carro e me despedi. Não falei que era crente; aquilo era algo particular meu. Eu estava buscando algo de Deus ali.
Minha esposa disse: “Vamos, amor. Já estamos atrasados para o congresso em Ponta Grossa.” Mas ela falou: “Não, amor, não vamos.” Eu perguntei: “Como assim, amor? Quanto você tem na carteira?” Ela respondeu: “Você está de brincadeira, né, amor? Eu já paguei o espelho corrido lá.” Acabou ali.
Minha esposa olhou para mim e perguntou: “Amor, desde que nós servimos a Deus, tem faltado farinha na panela? Tem faltado azeite na botija? Deus tem deixado faltar alguma coisa para nós?” Eu disse: “Não, meu amor.” Ela perguntou: “Quanto você tem na carteira?” Eu contei. Tinha uns 300 e poucos reais. Ela falou: “Dê para o irmão.”
Eu perguntei: “Mas por quê, amor?” Ela explicou: “Entrei no banheiro do restaurante com a menina, e ela estava com uma moedinha de um real. Perguntei: ‘Por que você não comprou um salgadinho, filha?’” Olha a resposta que a menina deu à minha esposa. Ela olhou e disse: “Não, irmã, eu não posso gastar esse real, porque nós estamos indo a um culto para nos apresentar a Deus. O papai falou que a gente não pode ir de mãos vazias. Tem que levar uma oferta de gratidão pelo que Deus é nas nossas vidas. Essa ofertinha é para agradecer a Deus pela minha vida.” Meu Deus!
Minha esposa perguntou por que eles não tinham comido, e a menina respondeu que o pai tinha trabalhado na colheita do feijão, mas só receberia na segunda-feira. Então, literalmente, eles estavam indo fazer aquilo sem dinheiro.
Eu desci do carro e enfiei a mão no bolso dele, sem falar quanto tinha. “Fala, irmão, um cafezinho para o senhor tomar aqui.” Coloquei os 300 e poucos reais no bolso dele. Ele olhou para mim e disse: “Eu não sei se você crê nas coisas de Deus, mas, se crê, abaixa a cabeça. Vou orar pelo senhor.” Eu abaixei a cabeça, ele orou por mim — era bem baixinho — e fomos embora.
Chegamos a Ponta Grossa às 7h30 da noite, tomamos banho no banheiro da igreja e entramos no culto às 8h10. Quando fui me ajoelhar, o pastor falou: “Não, irmão, o senhor vai orar na sua casa. Agora já são 8h10, horário de o pregador pregar.” Ele me passou o microfone, e às 8h10 cumprimentei a igreja com a paz do Senhor.
Quando falei: “Irmãos, abram a Bíblia”, uma irmã de cabelo branco se levantou no meio da igreja, em profecia, e gritou: “Homem, tu tens me desafiado nas orações das madrugadas. Há alguns dias, às 4h07 da manhã, você me desafiou dentro da sua casa e me disse: ‘Se eu sentar em torno da mesa, Senhor, o Senhor vai sentar do meu lado para comer comigo.’ Eu me sentei contigo à mesa hoje e comi contigo. Tu me desafiaste quando bateste no carro e disseste: ‘Se eu entrar no carro para viajar, Senhor, o Senhor vai sentar do meu lado.’ É isso que eu te digo: entrei no teu carro naquele dia e viajei contigo. Porquanto fizeste a um dos meus pequenos, a mim o fizeste. Coloco uma porta aberta diante do teu ministério, que ninguém vai fechar no Brasil. Assim diz o Senhor.”
Deus!
Eu vi que tinha tido experiências com Deus que, para mim, eram simples, mas mudaram a minha vida. Foram essas experiências que me conduziram.
Meus irmãos, olha, eu fui muito tocado com esse testemunho. Acredito que você também. Fiquei impressionado ao ver como Deus é detalhista, né, irmãos? Como Deus se preocupa com a nossa vida. Esse homem pediu para Deus se assentar no banco dele, e Deus realmente entrou ali, literalmente, na pessoa de um pregador, um homem simples. Porque Jesus, eu acredito, quando a gente tenta imaginar como era, era o mais simples de todos, irmãos. E aquilo confundia a sabedoria dos homens, porque eles imaginavam um líder religioso, um líder político que viesse libertar Israel do poder de Roma. Mas Jesus, na verdade, falou que o seu reino não era desta terra, mas celestial.
Irmãos, que a gente possa buscar esse reino eterno, onde o ladrão não rouba, e a traça e a ferrugem não corroem.
Lembram do que eu falei sobre o sonho da avó da minha esposa, a dona Chiquinha, mulher de oração? Inclusive, quero mandar um abraço para todo mundo que é da Assembleia de Deus. Já preguei em muitas Assembleias. Eu amo esse povo, sabe? Não sou da Assembleia, mas sei que o corpo de Cristo, irmãos, não tem placa de igreja. Não tem esse negócio de divisão, de religião, irmãos. Todos nós estamos buscando um único Deus, o verdadeiro Pai do nosso Senhor Jesus Cristo.
A avó da minha esposa contou para mim que teve um sonho e disse: “É um sonho profético, tenho certeza. Só não entendi muito bem o que é.” Ela contou que, no sonho, havia um lago muito grande, com muitas águas, e, de repente, elas começaram a baixar muito rápido. Tudo foi baixando, baixando, baixando. Então ela começou a ver alguns peixes enormes que, até então, estavam submersos. Aqueles peixes começaram a pular porque começou a faltar água. A água foi secando tão rápido que os peixes grandes começaram a se debater. Eles chegavam de lado, tentando pegar um pouquinho da água que ainda restava. Naquela hora, ela se desesperou e ficou muito preocupada: o que seria aquela visão que Deus lhe deu? O que aquilo significava?
Então Deus a convidou: “Vem cá um pouquinho.” Ela chegou perto de uma pocinha de água, e Deus falou: “Olha lá dentro.” Quando ela olhou na pocinha, os peixes estavam nadando, dançando ali naquela água, felizes, porque havia muita água para eles.
Irmãos, ela entendeu a mesma coisa que eu. A gente tentou decifrar, e a conclusão a que chegamos é a seguinte: está chegando um tempo em que os grandes, aqueles que se acham poderosos, pensam que podem manipular a Deus e as pessoas, que são porteiros do céu. Inclusive, Jesus foi contra esse tipo de gente. Ele falou aos fariseus que eles achavam que eram porteiros do céu, mas não entravam no céu e ainda impediam outras pessoas de entrar. Jesus foi contra essas pessoas e finalizou dizendo que as prostitutas, os cobradores de impostos e os pecadores estavam entrando no reino de Deus antes deles.
Jesus deixou claro que aquele que se arrepende de coração é aceito por Deus. Mesmo que você não seja uma pessoa religiosa, mesmo que ainda não vá à igreja, amém?, pode ter o coração voltado para Cristo se se arrepender dos seus pecados e confessá-lo como seu Senhor e Salvador. Amém? Foi isso que mudou a minha vida e vai mudar a sua também. Reconheça que Jesus morreu na cruz por causa dos seus pecados.
E aí, o que aconteceu? Nós chegamos à seguinte conclusão: Deus está tirando dessas pessoas e passando para os pequeninos, para os simples. Olha esse pregador, irmãos, que esse homem encontrou à beira da estrada. Era um pregador simples, mas cheio do Espírito Santo. Tinha água de sobra para ele.
Jesus falou que aquele que crê nele terá, do seu interior, rios de água viva. Amém? Então, eu creio que estamos vendo o avivamento começando. Ainda estamos no comecinho. Deus vai levantar os simples, aqueles que não querem glória para si mesmos, mas querem glorificar o nome do Senhor. Tá bom? Glória a Deus.
Deus te abençoe. Um grande abraço.