Zeba e Zalmuna eram dois reis dos midianitas que foram capturados por Gideão na época dos juízes. A história deles aparece principalmente em Juízes 8. Eles lideravam parte das forças de Midiã, um povo que, junto com outros grupos, vinha atacando Israel e deixando os israelitas sem alimento.
Esses ataques aconteciam havia sete anos. Quando os israelitas plantavam, os invasores chegavam, destruíam as colheitas e levavam os animais. A situação ficou tão grave que algumas pessoas procuravam abrigo em cavernas. Juízes 6 explica que Deus havia permitido aquela opressão depois que Israel se afastou dele e passou a adorar outros deuses. Quando o povo clamou por ajuda, Deus chamou Gideão pra enfrentar os midianitas.
Gideão reuniu homens pra lutar, mas Deus reduziu seu grupo a apenas trezentos. O motivo, segundo Juízes 7:2, era que Israel não deveria atribuir a vitória à própria força. Depois que o exército inimigo foi derrotado e começou a fugir, Zeba e Zalmuna ainda estavam à frente de soldados que restavam. Gideão atravessou o rio Jordão, continuou a perseguição e capturou os dois reis perto de Carcor (Juízes 8:4-12).
A história também mostra que havia uma questão pessoal entre Gideão e eles. Depois da captura, Gideão perguntou aos reis sobre homens mortos no monte Tabor. Ao ouvir a resposta, disse que aqueles homens eram seus irmãos e afirmou que pouparia os reis se eles não os tivessem matado. Gideão primeiro mandou seu filho Jeter executá-los, mas o rapaz teve medo. Então o próprio Gideão matou Zeba e Zalmuna (Juízes 8:18-21).
A Bíblia não conta muito mais sobre a vida desses reis. O Salmo 83:11 volta a mencionar seus nomes ao recordar a derrota dos inimigos de Israel. O ponto principal da história, porém, não é quem eles eram antes da batalha. É que Deus libertou Israel de uma opressão que o povo não conseguia vencer sozinho — e fez isso por meio de um grupo pequeno, pra que a vitória não fosse confundida com uma demonstração de força humana.