João está tentando contar o que ouviu quando viu Jesus em sua glória. Ele não diz que a voz de Jesus era feita de água, nem que Jesus falava sempre daquele jeito. A comparação ajuda a imaginar uma voz poderosa e impossível de ignorar, como o som de uma grande cachoeira ou de ondas fortes.
Isso acontece numa visão, em Apocalipse 1. João conhecia Jesus, mas ali o vê de uma maneira diferente daquela que conheceu durante a vida dele na terra. A visão é tão impressionante que João cai aos pés de Jesus. Então Jesus põe a mão sobre ele e lhe diz que não tenha medo (Apocalipse 1:17-18). A mesma voz que causa espanto também fala pra tranquilizá-lo.
Há mais um detalhe importante. O profeta Ezequiel usou uma comparação parecida ao descrever a voz do Deus de Israel numa visão da sua glória (Ezequiel 43:2). Essa semelhança ajuda a mostrar quem Jesus é: não apenas um mestre ou profeta, mas o Senhor glorioso. Isso combina com o restante do Novo Testamento, que apresenta Jesus como o Filho de Deus, com autoridade sobre todas as coisas (Mateus 28:18; Efésios 1:20-22).
Portanto, a expressão fala principalmente da grandeza e da autoridade de Jesus. João usa um som que podemos imaginar pra nos ajudar a entender o impacto daquela visão. E o próprio relato mostra algo precioso: embora Jesus seja tão grandioso que João cai diante dele, ele se aproxima de João e lhe diz pra não ter medo.