Paulo não estava falando de um prédio. Ele estava falando das pessoas que formavam a igreja em Corinto. Ao chamá-las de “edifício de Deus”, ele queria mostrar que aquela comunidade pertencia a Deus e estava sendo construída por ele, sobre Jesus Cristo.
Isso respondia a um problema entre os coríntios. Alguns se identificavam com Paulo; outros, com Apolo, que também ensinava na igreja. Essa preferência tinha virado motivo de brigas. Paulo então lembrou que os dois eram servos, não donos da igreja. Um havia plantado, o outro havia regado, mas era Deus quem fazia crescer. Em seguida, ele mudou a comparação: os coríntios eram a lavoura de Deus e também o seu edifício (1 Coríntios 3:3–9).
A comparação com um edifício ajudava Paulo a explicar outra coisa: o trabalho de cada pessoa importa, mas ninguém pode substituir o fundamento. Paulo diz que esse fundamento é Jesus Cristo (1 Coríntios 3:10–11). Líderes podem ensinar, cuidar e ajudar a igreja a amadurecer, mas não são eles que dão à igreja sua razão de existir. Por isso, ninguém deveria tratar Paulo, Apolo ou qualquer outro líder como se a igreja lhe pertencesse.
Pouco depois, Paulo chama aquela comunidade de santuário de Deus e diz que o Espírito habita nela (1 Coríntios 3:16–17). Ele continua falando aos cristãos como grupo. Isso torna as divisões ainda mais sérias: ao brigar por causa de líderes, eles estavam prejudicando uma comunidade que Deus considerava sua.
Portanto, “vocês são o edifício de Deus” significa que a igreja não é propriedade de seus líderes nem uma reunião de grupos rivais. Ela é um povo que pertence a Deus, tem Jesus Cristo como fundamento e deve ser cuidado por todos que participam dela.