À primeira vista, a pergunta parece desnecessária. O homem estava doente havia 38 anos e permanecia perto de um tanque onde pessoas enfermas buscavam a cura. Mas Jesus não perguntou porque desconhecia sua situação. João diz que Jesus sabia que ele estava naquela condição havia muito tempo (João 5:5-6).
A pergunta deu ao homem a oportunidade de dizer como via o próprio problema. Em vez de responder simplesmente “sim”, ele explicou que não tinha ninguém pra ajudá-lo a entrar na água quando surgia a oportunidade. Enquanto tentava chegar lá, outra pessoa entrava primeiro (João 5:7). Ele queria melhorar, mas acreditava que precisava alcançar o tanque — e não conseguia fazer isso sozinho.
Então Jesus o curou sem levá-lo até a água. Mandou que ele se levantasse, pegasse sua esteira e andasse. O homem ficou curado e começou a andar (João 5:8-9). Assim, a conversa deixa claro algo importante no relato: a cura não veio do tanque nem do esforço daquele homem. Veio de Jesus.
Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse que não pecasse mais, para que não lhe acontecesse algo pior (João 5:14). Isso mostra que Jesus também se importava com a vida espiritual dele. Mas o texto não diz que algum pecado específico havia causado sua doença, nem explica tudo o que Jesus tinha em mente ao fazer a pergunta.
Portanto, a resposta mais segura é esta: Jesus perguntou se o homem queria ser curado para conversar com ele sobre sua necessidade antes de agir. A resposta do homem mostrou que ele não via uma saída. O milagre mostrou que Jesus podia fazer por ele o que o tanque não tinha feito.