Porque a fidelidade no casamento importa pra Deus. Adulterar é ter uma relação sexual com alguém que não é seu marido ou sua esposa quando pelo menos uma das pessoas é casada. Ao incluir essa proibição nos Dez Mandamentos, Deus mostrou ao povo de Israel que cumprir a palavra dada ao cônjuge não era apenas um assunto particular. Fazia parte da maneira como seu povo devia viver diante dele e tratar o próximo (Êxodo 20:14).
A Bíblia apresenta o casamento como uma união em que homem e mulher assumem uma vida em comum (Gênesis 2:24). O adultério rompe essa confiança. Por isso, o mandamento não trata o desejo de uma pessoa como se fosse mais importante que o compromisso que ela assumiu ou que a dor causada ao cônjuge. Em Malaquias 2:14-16, Deus repreende homens que tinham sido infiéis às suas esposas. A questão não era só o ato sexual: era também a quebra de uma aliança.
Jesus mostrou que obedecer a esse mandamento envolve mais do que evitar o ato. Em Mateus 5:27-28, ele fala de olhar pra alguém com a intenção de alimentar o desejo de possuí-la sexualmente. Jesus não está dizendo que um pensamento e o adultério consumado causam o mesmo dano às pessoas. Ele está ensinando que a fidelidade também precisa ser cuidada por dentro, antes que uma escolha errada se torne uma ação.
Isso não significa que todo pecado sexual receba o nome de adultério. A Bíblia fala de outras condutas sexuais em outras passagens. O foco deste mandamento é proteger a fidelidade no casamento. E ele não serve pra culpar quem sofreu violência sexual: sofrer uma agressão não é escolher ser infiel.
Assim, “Não adulterarás” está nos Dez Mandamentos porque Deus leva a sério a palavra dada entre marido e mulher. O mandamento proíbe uma traição concreta e, como Jesus ensinou, também nos chama a cultivar a fidelidade nas intenções e nas escolhas do dia a dia.