Pastor Antônio Junior

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A quem Deus chama de Filho no Salmo 2:7?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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No Salmo 2, Deus fala ao rei que escolheu pra governar em Sião, isto é, Jerusalém. Quando o rei anuncia o que Deus lhe disse — que ele é seu Filho e que naquele dia Deus o gerou —, a ideia é que Deus o reconhece publicamente como o rei escolhido por ele. Não quer dizer que Deus tenha se tornado seu pai naquele dia da mesma maneira que um homem se torna pai quando nasce uma criança.

Isso fica mais fácil de entender lembrando a promessa que Deus fez a Davi: um descendente dele ocuparia o trono, e Deus o trataria como filho (2 Samuel 7:12-14). Por isso, o salmo usa a linguagem de pai e filho pra falar da relação especial entre Deus e o rei escolhido por ele.

Mas o Salmo 2 não termina num rei do passado. Ele fala de nações que se opõem ao Ungido de Deus — o rei escolhido por ele — e da autoridade que esse rei receberia sobre toda a terra. O Novo Testamento mostra que Jesus, descendente de Davi, é aquele em quem essa promessa se cumpre plenamente. Os primeiros cristãos entenderam a oposição a Jesus à luz desse salmo (Atos 4:25-28).

Paulo também relaciona as palavras do versículo 7 à ressurreição de Jesus (Atos 13:32-33). Isso não significa que Jesus passou a existir naquele momento, nem que só então se tornou Filho de Deus. Os Evangelhos já o apresentam como Filho antes de sua morte e ressurreição. Ao ressuscitá-lo, Deus confirmou diante de todos quem Jesus é e que ele é o Rei prometido. Romanos 1:4 ajuda a entender essa ligação.

Então, a resposta é: no contexto do salmo, as palavras são dirigidas ao rei escolhido por Deus; no cumprimento pleno da promessa, elas se referem a Jesus Cristo. O “hoje eu o gerei” não fala do começo da existência de Jesus, mas da declaração e confirmação de sua posição como Filho e Rei prometido.