Porque o nascimento de Jesus mostra, desde o começo, quem ele é e de onde veio. Ele nasceu de Maria e, por isso, foi um ser humano de verdade. Mas Maria engravidou sem ter tido relações sexuais: a concepção aconteceu pela ação do Espírito Santo. Jesus não começou a existir naquele momento; o Filho de Deus veio ao mundo como homem (Lucas 1:26-35; Mateus 1:18-23; João 1:14).
Lucas conta que Maria perguntou ao anjo como teria um filho, já que era virgem. A resposta foi que o Espírito Santo agiria nela. Mateus também diz que Maria ficou grávida antes de viver com José e que o filho havia sido concebido pelo Espírito Santo. Esses relatos não apresentam José como o pai biológico de Jesus. Apresentam o nascimento como uma iniciativa de Deus.
Isso não quer dizer que Maria tenha sido apenas alguém que carregou o bebê. Jesus nasceu dela. Ele teve um corpo humano, cresceu e viveu as experiências humanas. Hebreus 2:14-17 destaca que ele participou da nossa humanidade. Isso importa porque Jesus veio salvar pessoas reais, vivendo entre nós como um de nós.
Ao mesmo tempo, Jesus não era apenas um homem que Deus escolheu depois para uma missão. A Bíblia o apresenta como o Filho que veio ao mundo (João 1:14; Gálatas 4:4). O nascimento virginal combina com essa verdade: o Filho eterno entrou na vida humana por uma ação especial de Deus.
Há ainda um cuidado importante. Jesus não tinha pecado (Hebreus 4:15), mas a Bíblia não diz que o pecado é transmitido biologicamente pelo pai, como se a ausência de um pai humano explicasse, por si só, a ausência de pecado em Jesus. Essa é uma tentativa de explicar o milagre além do que o texto afirma. O que podemos dizer com segurança é que Jesus foi concebido pela ação do Espírito Santo e viveu sem pecado.
Então, o nascimento virginal é importante não porque revele todos os detalhes de *como* Deus realizou esse milagre, mas porque faz parte do testemunho bíblico sobre Jesus: ele é verdadeiramente humano, nasceu de Maria e é o Filho de Deus que veio nos salvar.