Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

O que a Bíblia diz sobre Maria, a mãe de Jesus?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Maria foi a mulher escolhida por Deus pra ser a mãe de Jesus. A Bíblia fala dela com respeito e a chama de abençoada. Ao mesmo tempo, apresenta Maria como alguém que recebeu a graça de Deus e colocou sua confiança nele. Por isso, é possível honrá-la sem lhe dar um lugar que as Escrituras não lhe dão.

Quando o anjo anunciou que ela teria um filho, Maria perguntou como aquilo aconteceria, já que era virgem. O anjo explicou que a criança seria concebida pelo poder do Espírito Santo (Lucas 1:26-35). Esse é um ponto claro: Jesus não foi concebido por uma relação entre Maria e José. Mais tarde, José recebeu a orientação de acolher Maria e dar ao menino o nome de Jesus (Mateus 1:18-25).

Maria aceitou a tarefa que Deus lhe confiou, embora não soubesse tudo o que viria pela frente (Lucas 1:38). Sua parente Isabel a chamou de abençoada e destacou sua fé naquilo que Deus havia prometido (Lucas 1:42-45). A própria Maria reconheceu que Deus havia feito grandes coisas por ela e que as gerações futuras a chamariam de bem-aventurada (Lucas 1:46-49). Portanto, falar dela com respeito não é um exagero; é levar a sério o que a Bíblia diz.

Mas Maria também se alegrou em Deus como seu Salvador (Lucas 1:47). A Bíblia não diz que ela foi concebida sem pecado — a doutrina conhecida como *imaculada conceição* trata do começo da vida de Maria, não da concepção de Jesus. Essa doutrina é aceita pela Igreja Católica, mas não é ensinada expressamente nas Escrituras. Na compreensão evangélica, Maria, como todos nós, precisava da graça e da salvação de Deus. Seu próprio louvor aponta pra Deus como aquele que a favoreceu.

Outra pergunta comum é se Maria permaneceu virgem pelo resto da vida. Os Evangelhos mencionam irmãos e irmãs de Jesus e dão o nome de quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Judas (Mateus 13:55-56; Marcos 6:3). Muitos cristãos entendem que eles eram filhos que Maria e José tiveram depois de Jesus. Outros entendem que a palavra “irmãos” pode indicar parentes próximos ou filhos de José de um casamento anterior. Mateus diz que José não teve relações com Maria antes do nascimento de Jesus (Mateus 1:25), mas a expressão usada ali, por si só, não resolve o que aconteceu depois. Assim, a virgindade de Maria quando Jesus foi concebido é um ensinamento claro da Bíblia; sua virgindade por toda a vida é uma questão sobre a qual cristãos discordam.

Maria continuou presente em momentos importantes. Ela estava perto da cruz quando Jesus morreu, e ele confiou seu cuidado a um discípulo (João 19:25-27). Depois, ela aparece entre os discípulos reunidos em oração antes do Pentecostes (Atos 1:14). A Bíblia não conta como Maria morreu nem diz que foi levada ao céu.

E quanto a orar a Maria? O Novo Testamento não ensina os cristãos a dirigir orações a ela. Ele apresenta Jesus como o mediador entre Deus e as pessoas (1 Timóteo 2:5). Isso não diminui Maria. Significa reconhecer a diferença entre a mulher que Deus escolheu pra ser a mãe de Jesus e o próprio Jesus, por meio de quem nos aproximamos de Deus.

Em resumo, Maria merece respeito e gratidão pelo lugar único que teve na história de Jesus. Seu exemplo é o de alguém que ouviu a palavra de Deus, confiou nela e deu a Deus o louvor pelo que ele fez.