Se você procura passagens sobre palavrões, obscenidades ou palavras que machucam outras pessoas, Efésios 4:29, Efésios 5:4 e Colossenses 3:8 são os textos mais diretos. Mas a Bíblia vai além de proibir certas palavras: ela nos ensina a pensar no que nossa fala faz com quem a ouve.
Em Efésios 4:29, Paulo orienta os cristãos a deixar de lado a fala que prejudica e a dizer o que é útil pra ajudar os outros, conforme a necessidade de cada pessoa. Esse é um bom jeito de avaliar uma conversa: minhas palavras estão ajudando ou ferindo?
Efésios 5:4 trata de conversas indecentes, tolices e brincadeiras impróprias. No lugar disso, Paulo incentiva palavras de gratidão. Já Colossenses 3:8 inclui a linguagem obscena entre as atitudes que os cristãos devem abandonar, junto com a ira e a maldade. Assim, a questão não é só evitar um palavrão isolado; insultos e comentários feitos pra humilhar também contrariam o ensino dessas passagens.
Outros textos mostram por que isso importa:
- Tiago 3:8-10 alerta para a contradição de usar a mesma boca pra louvar a Deus e amaldiçoar pessoas feitas à imagem dele.
- Tiago 1:26 diz que a prática religiosa de alguém perde o sentido quando essa pessoa não procura controlar a própria língua.
- Colossenses 4:6 ensina a falar de modo agradável e a responder cada pessoa com sabedoria.
- 1 Pedro 3:10 recomenda evitar palavras más e enganosas.
- Romanos 12:14 orienta a abençoar até mesmo quem nos persegue, em vez de amaldiçoá-lo.
Jesus também explica que a fala revela algo mais profundo. Em Lucas 6:45, ele ensina que as palavras mostram o que há no coração. E, em Mateus 15:18-20, mostra que palavras más não são apenas um problema de aparência: elas têm relação com o que a pessoa pensa e deseja.
Por isso, a Bíblia não oferece simplesmente uma lista de palavras proibidas. Ela nos chama a deixar a fala obscena, cruel e enganosa e a usar as palavras pra dizer a verdade, tratar os outros com respeito e fazer o bem.