A Bíblia não traz uma lista de palavras proibidas. Ela nos ensina a prestar atenção ao que dizemos, ao motivo pelo qual dizemos e ao efeito que nossas palavras têm sobre os outros. Estes são alguns dos textos mais diretos sobre o assunto:
- Efésios 4:29 orienta os cristãos a deixar de lado a fala que faz mal e a escolher palavras que ajudem quem está ouvindo. É um bom critério pra uma conversa comum, uma discussão ou até uma brincadeira.
- Efésios 5:4 trata da linguagem indecente, das conversas tolas e das piadas grosseiras. O ponto não é que o cristão não possa rir, mas que não deve fazer da vulgaridade uma forma de diversão.
- Colossenses 3:8 manda abandonar a ira, a maldade, os insultos e a linguagem indecente. A passagem mostra que a questão não se resume a palavrões: uma frase sem nenhuma palavra vulgar também pode ferir alguém.
- Tiago 3:9-10 chama a atenção pra uma contradição: usar a mesma boca pra louvar a Deus e amaldiçoar pessoas, que foram feitas à imagem dele.
- Mateus 12:34-36 mostra que nossas palavras revelam o que há no coração e que prestaremos contas a Deus pelo que dizemos. Por isso, cuidar da fala envolve mais do que trocar algumas palavras por outras.
- Tiago 1:19 aconselha a ouvir com atenção, pensar antes de falar e não se deixar dominar pela raiva. Isso é especialmente útil quando a vontade é responder com um insulto.
- Êxodo 20:7 proíbe usar o nome de Deus de maneira indevida. Esse mandamento merece atenção própria: o nome de Deus não deve ser tratado com desrespeito ou usado pra dar peso a algo falso.
Então, como avaliar uma palavra ou expressão específica? Vale perguntar: *Estou usando isso pra humilhar alguém? Pra alimentar uma conversa vulgar? Pra expressar desprezo ou raiva sem cuidado com quem ouve?* Se a resposta for sim, há bons motivos bíblicos pra deixar essa fala de lado.
O objetivo não é apenas evitar certas palavras. É aprender a falar com respeito e verdade, de um jeito que faça bem às pessoas — inclusive quando estamos irritados.