Se alguém pergunta “quem sou eu?”, pode pensar no trabalho que faz, na família a que pertence ou nas escolhas que já tomou. Tudo isso faz parte da sua história. Mas a Bíblia começa por algo mais fundamental: você foi criado por Deus à imagem dele (Gênesis 1:27). Por isso, sua vida tem valor e dignidade, independentemente do que você conquistou ou do que outras pessoas pensam a seu respeito.
A Bíblia também diz que o pecado prejudicou nosso relacionamento com Deus. Então, conhecer nossa origem não é a resposta inteira. Precisamos saber também o que Deus fez pra nos aproximar dele. Jesus morreu e ressuscitou, e quem confia nele recebe perdão e uma nova vida (1 Coríntios 15:3-4; 2 Coríntios 5:17).
Isso não quer dizer que a pessoa perde sua história, sua personalidade ou suas responsabilidades. Quer dizer que seus erros passados já não precisam determinar seu futuro. Em Cristo, ela pode viver de um jeito novo. E essa nova identidade não depende de conseguir ser boa o suficiente pra Deus aceitá-la: é recebida pela fé. João 1:12 e Gálatas 3:26 dizem que os que creem em Jesus se tornam filhos de Deus.
Ser filho de Deus muda a maneira de olhar pra si mesmo. Um cristão ainda pode falhar, sofrer e ter dúvidas, mas não precisa pensar que deixou de ter valor por causa disso. Romanos 8:1 ensina que não há condenação pra quem está em Cristo. Isso não torna o pecado pouco importante; significa que Jesus é a base do perdão, e não a capacidade da pessoa de nunca mais errar.
Essa identidade também muda a maneira de viver. Deus dá seu Espírito aos que pertencem a Cristo, e é ele quem os ajuda a abandonar o pecado e a crescer em amor, paciência e bondade (Romanos 8:9; Gálatas 5:22-23). Além disso, ninguém precisa viver a fé sozinho: os cristãos fazem parte de uma comunidade em que cada pessoa pode cuidar das outras (1 Coríntios 12:27).
Então, a resposta tem duas partes importantes. Toda pessoa foi criada à imagem de Deus e tem dignidade. Quem crê em Jesus, além disso, encontra nele uma nova identidade: é perdoado, recebido como filho de Deus e chamado a viver de um jeito que reflita esse relacionamento. Seu trabalho, suas relações e suas conquistas continuam tendo importância, mas não precisam ser a medida final de quem você é.