Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Como vencer o mal com o bem?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Quando alguém nos trata mal, a vontade de revidar pode vir na hora. Parece até que, se não devolvermos a ofensa, a outra pessoa terá vencido. Mas é justamente essa ideia que Paulo nos ajuda a corrigir em Romanos 12:21: o mal não precisa decidir como vamos agir.

Vencer o mal com o bem não é fingir que nada aconteceu, nem dizer que a injustiça foi pequena. É se recusar a acrescentar mais mal à situação. No mesmo trecho, Paulo ensina a não pagar mal com mal, a buscar a paz quando isso depender de nós e a não tomar a vingança nas próprias mãos (Romanos 12:17-19). Em vez de deixar a ofensa dirigir nossa resposta, podemos escolher o que é certo diante de Deus.

Isso fica bem concreto nas pequenas decisões. Se alguém fala com crueldade, não precisamos responder com outra crueldade. Se somos tratados de modo injusto, podemos dizer a verdade e buscar uma solução sem mentir, humilhar ou tentar ferir a pessoa de volta. E, quando houver oportunidade de ajudar quem nos ofendeu, não precisamos negar essa ajuda só porque estamos magoados. Paulo chega a dizer que, se um inimigo tiver fome ou sede, devemos lhe dar comida ou água (Romanos 12:20).

Talvez você pense: “Mas isso não deixa a pessoa livre pra continuar fazendo o mal?” Não. Deixar de se vingar é diferente de deixar de agir. Você pode estabelecer limites, se afastar de alguém perigoso, procurar proteção e denunciar um crime. Fazer o bem não exige permanecer numa situação de abuso. Significa que, mesmo ao tomar essas medidas, você não precisa se tornar cruel ou buscar vingança. Paulo fala de autoridades encarregadas de lidar com o que é errado logo no capítulo seguinte (Romanos 13:1-4).

Jesus nos mostrou como enfrentar o mal sem praticá-lo. Quando sofreu insultos e maus-tratos, ele não respondeu com ameaças; confiou naquele que julga com justiça (1 Pedro 2:23). Isso não quer dizer que sua morte tenha sido apenas um exemplo de paciência. Pela sua morte e ressurreição, Jesus fez por nós o que ninguém mais poderia fazer: abriu o caminho do perdão e da vida para quem crê nele (João 3:16; 1 Pedro 3:18). Ao mesmo tempo, sua maneira de agir nos mostra que sofrer uma injustiça não nos obriga a cometer outra.

Paulo também lembra que a justiça final pertence a Deus (Romanos 12:19). Confiar nisso pode ser difícil, especialmente quando a dor é recente. Mas essa confiança nos ajuda a abrir mão da vingança sem precisar chamar o mal de bem. A bondade talvez leve quem nos feriu a reconhecer o erro; talvez não. A escolha dessa pessoa não está nas nossas mãos. A nossa resposta, sim, é uma decisão que podemos levar a Deus e pedir ajuda pra tomar.

Por isso, vencer o mal com o bem muitas vezes começa com uma pausa antes de responder. Podemos perguntar: “O que aconteceu foi errado, mas qual atitude minha vai ser certa agora?” Às vezes será falar com calma. Outras vezes, será procurar ajuda, impor um limite ou cuidar de uma necessidade real de quem nos ofendeu. O ponto é não permitir que o mal recebido nos transforme em alguém que também faz o mal.