Jesus mencionou a torre de Siloé pra corrigir uma ideia comum: a de que, quando alguém morre numa tragédia, é porque era mais pecador do que os outros. Ele disse que não era assim. E usou aquela notícia pra fazer um alerta a quem estava vivo: todos precisam se arrepender (Lucas 13:4-5).
A conversa começou quando contaram a Jesus que Pilatos havia matado alguns galileus enquanto eles ofereciam sacrifícios. Jesus perguntou se aquelas pessoas tinham sofrido aquilo por serem mais pecadoras do que os demais galileus. Sua resposta foi não. Então ele mesmo lembrou outro caso: uma torre em Siloé, região de Jerusalém, havia caído e matado dezoito pessoas. Elas eram mais culpadas do que os outros moradores da cidade? Mais uma vez, Jesus respondeu que não (Lucas 13:1-5).
Os dois casos eram diferentes. Num deles, pessoas foram mortas por ordem de Pilatos; no outro, morreram quando uma construção caiu. Mas Jesus ensinou a mesma coisa nos dois: não podemos medir a culpa de alguém pelo sofrimento que essa pessoa enfrentou. Lucas não explica por que a torre caiu, e Jesus não diz que aquelas dezoito pessoas morreram como castigo por algum pecado específico.
Isso não significa que Jesus tratou a morte delas como algo sem importância. Pelo contrário. Duas vezes ele disse aos seus ouvintes que, se não se arrependessem, também pereceriam. Em vez de tentar descobrir o que havia de errado com as vítimas, cada pessoa precisava pensar na própria situação diante de Deus.
Arrepender-se é reconhecer o próprio pecado e voltar-se pra Deus. Jesus não estava dizendo que todos morreriam esmagados por uma torre, nem que toda morte repentina é um castigo direto. Seu alerta era mais profundo: ninguém sabe quanto tempo ainda tem, e ninguém deve adiar a resposta a Deus. Por isso, a mensagem de Jesus continua sendo importante: em vez de culpar quem sofreu, devemos reconhecer nossa própria necessidade de arrependimento e confiar nele (Marcos 1:15).