Pastor Antônio Junior

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O que Jesus quis dizer com “todas essas coisas” em Marcos 13:30?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Jesus estava falando dos acontecimentos que acabara de anunciar aos discípulos. A dúvida é até onde vai essa expressão: ela se refere principalmente aos sinais ligados à destruição do templo, ou inclui também tudo o que Jesus disse sobre sua volta? Essa diferença importa porque, no mesmo versículo, ele afirma que “esta geração” não passaria antes que essas coisas acontecessem.

A conversa começou quando Jesus disse que o templo de Jerusalém seria destruído. Os discípulos perguntaram quando isso aconteceria e qual seria o sinal de que essas coisas estavam pra se cumprir (Marcos 13:1-4). Na resposta, Jesus falou de pessoas que enganariam muitos, guerras, perseguição, uma grande aflição e, depois, de sinais no céu e da vinda do Filho do Homem (Marcos 13:5-27). Ao falar da figueira, ele ensinou que, assim como as folhas mostram que o verão está perto, certos acontecimentos mostrariam que aquilo que ele anunciara estava próximo (Marcos 13:28-29). É nesse ponto que aparece a frase “todas essas coisas”.

Há duas maneiras principais de entender o alcance dessa frase. Uma delas entende que Jesus está se referindo sobretudo aos acontecimentos ligados à destruição de Jerusalém e do templo, ocorrida no ano 70 d.C. Nesse caso, “esta geração” seria a geração que ouviu Jesus. Essa leitura leva a sério o fato de que a pergunta dos discípulos começou com o templo e de que Jesus falou com pessoas que viveriam pra ver tempos difíceis.

A outra entende que “todas essas coisas” inclui também os acontecimentos finais, especialmente os sinais descritos perto do fim do discurso. Nesse caso, “esta geração” seria a geração que presenciará esses sinais finais: ela não passará antes que tudo se complete. Quem adota essa leitura destaca que Jesus fala, no mesmo discurso, de uma aflição sem igual, de sinais no céu e da vinda do Filho do Homem.

A dificuldade é que Marcos 13 reúne, numa só resposta, a destruição do templo e acontecimentos relacionados ao fim. Por isso, cristãos que reconhecem a autoridade da Bíblia entendem de maneiras diferentes como essas partes se relacionam. O texto não permite tratar como certeza a ideia de que Jesus estava falando exclusivamente de uma geração futura, nem obriga o leitor a concluir que cada detalhe do discurso se esgotou no ano 70.

O que fica claro é o propósito da fala de Jesus. Ele não estava dando uma data pra sua volta; pouco depois, diz que ninguém sabe o dia nem a hora (Marcos 13:32). Ele estava preparando os discípulos pra não serem enganados, pra permanecerem firmes nas dificuldades e pra estarem atentos. Seja qual for o alcance exato de “todas essas coisas” no versículo 30, a orientação final do discurso continua a mesma: levar a sério as palavras de Jesus e viver preparado, em vez de tentar calcular quando tudo acontecerá.