Não. Muitas religiões ensinam a amar, fazer o bem e tratar as pessoas com respeito. Essas semelhanças são reais. Mas elas dão respostas diferentes a perguntas como: quem é Deus? O que há de errado com a humanidade? E como alguém pode se aproximar dele? Por isso, não dá pra dizer que todas ensinam a mesma coisa.
A diferença fica especialmente clara quando olhamos pra Jesus. O cristianismo não o apresenta apenas como um mestre que mostrou um bom caminho. O Evangelho de João ensina que ele veio de Deus e nos revelou quem Deus é (João 1:1, 14, 18). Jesus também afirmou que é por meio dele que podemos chegar ao Pai (João 14:6). Outras religiões podem respeitar Jesus, mas não necessariamente concordam com essas afirmações sobre quem ele é.
Há outra diferença importante: o que fazer com o pecado? A Bíblia diz que todos pecaram e que ninguém consegue conquistar, por mérito próprio, a aceitação de Deus (Romanos 3:23; Efésios 2:8-9). A resposta cristã é que Jesus morreu e ressuscitou, e que Deus oferece perdão e vida com ele a quem confia em Cristo (1 Coríntios 15:3-4; Romanos 10:9). Fazer o bem importa, mas, segundo o Novo Testamento, as boas obras são fruto dessa fé, não o preço pago pela salvação (Efésios 2:10).
Isso não significa que pessoas de outras religiões nunca façam o bem ou nunca digam coisas verdadeiras. Significa que há diferenças que não podem ser apagadas sem mudar o que cada religião ensina. É possível respeitar quem crê de outro modo e, ao mesmo tempo, ser sincero sobre essas diferenças.
Então, a resposta é simples: as religiões têm alguns valores em comum, mas não são iguais. Pra entender o que torna o cristianismo distinto, a pergunta decisiva é quem é Jesus e o que sua morte e ressurreição significam pra nossa relação com Deus.