Teudas foi um homem que reuniu cerca de quatrocentos seguidores, mas acabou morto, e o grupo se dispersou. É isso que a Bíblia conta sobre ele. Seu nome aparece em Atos 5:36, num discurso de Gamaliel, um mestre judeu respeitado.
Gamaliel falou de Teudas porque as autoridades de Jerusalém estavam decidindo o que fazer com os apóstolos. Eles continuavam ensinando que Jesus havia ressuscitado, apesar da ordem para parar. Alguns membros do conselho queriam matá-los. Então Gamaliel pediu cautela e lembrou o que tinha acontecido com Teudas: depois da morte dele, seus seguidores se separaram e seu movimento acabou.
O argumento de Gamaliel era simples: se o trabalho dos apóstolos fosse apenas uma iniciativa humana, acabaria fracassando. Mas, se viesse de Deus, combatê-los seria lutar contra o próprio Deus (Atos 5:38-39). O conselho aceitou não matá-los. Ainda assim, mandou açoitá-los e proibiu novamente que falassem de Jesus. Eles continuaram pregando (Atos 5:40-42).
A Bíblia não diz que Teudas se apresentou como o Messias. Gamaliel afirma que ele se dizia alguém importante, mas não explica o que Teudas prometia, nem por que aquelas pessoas o seguiram. Por isso, chamá-lo com certeza de “falso messias” ou dizer que tentou derrubar os romanos vai além do que Atos informa.
Existe também uma dúvida histórica. O historiador judeu Josefo menciona um homem chamado Teudas que reuniu seguidores, mas situa sua atuação *depois* do discurso de Gamaliel. Pode ter sido outra pessoa com o mesmo nome. Não temos, porém, informações suficientes para resolver a questão com certeza.
Assim, Teudas não é mencionado em Atos porque conhecemos bem sua história. Ele aparece porque Gamaliel usou o fim daquele grupo como motivo para as autoridades pensarem antes de condenar os apóstolos. E a diferença mais importante no relato é esta: os seguidores de Teudas se dispersaram após sua morte; os apóstolos, convencidos de que Jesus havia ressuscitado, continuaram anunciando-o mesmo depois de serem punidos.