A Terça-feira Santa é a terça-feira da semana que antecede a Páscoa. Algumas igrejas usam esse dia pra lembrar o que Jesus ensinou em Jerusalém nos últimos dias antes de sua morte. Outras não fazem uma celebração especial. A Bíblia conta o que aconteceu naquela semana, mas não manda os cristãos observar a Terça-feira Santa.
Segundo uma maneira comum de organizar os acontecimentos dos Evangelhos, Jesus passou boa parte dessa terça-feira ensinando no templo. Os líderes religiosos questionaram com que autoridade ele agia. Também tentaram colocá-lo em dificuldade com perguntas sobre o pagamento de impostos ao governo romano e sobre a ressurreição. Jesus respondeu a essas perguntas e alertou as pessoas contra a aparência de piedade de líderes que não viviam de acordo com o que ensinavam (Mateus 21:23–23:39; Marcos 11:27–12:40).
Os Evangelhos também contam que Jesus observou uma viúva pobre colocando sua pequena oferta no templo. Ele mostrou que aquela oferta tinha grande valor porque ela deu do pouco que possuía (Marcos 12:41–44; Lucas 21:1–4). Depois, ao falar com os discípulos sobre o futuro de Jerusalém, Jesus os ensinou a permanecer atentos e fiéis (Mateus 24–25; Marcos 13; Lucas 21:5–36). Esse ensino é conhecido como *sermão do monte das Oliveiras* — não deve ser confundido com o Sermão do Monte, registrado em Mateus 5–7.
É bom ter cuidado com uma coisa: os Evangelhos não dizem claramente que todos esses acontecimentos se passaram numa terça-feira. Os relatos nos ajudam a acompanhar os últimos dias de Jesus, mas nem sempre indicam a data exata de cada conversa. Por isso, a Terça-feira Santa é uma forma tradicional de lembrar esses ensinos, não uma data que possamos atribuir com certeza a cada episódio.
Mais importante do que acertar o dia de cada acontecimento é prestar atenção ao que Jesus ensinou: Deus não se deixa impressionar pela aparência religiosa. Ele vê a sinceridade, a fidelidade e o coração de quem o busca.