A Bíblia não fala diretamente de massoterapia nem proíbe receber uma massagem. Se ela é feita pra aliviar uma dor ou ajudar a relaxar, não há motivo pra considerá-la errada só porque envolve toque. O que importa é o contexto: como a massagem é oferecida, quais são os limites mantidos e como você lida com essa situação.
Uma massagem profissional tem uma finalidade clara. O toque é usado pra trabalhar os músculos ou aliviar o desconforto, com respeito ao corpo e aos limites de quem está sendo atendido. Isso é diferente de procurar uma experiência sexual disfarçada de tratamento. Jesus ensina que o desejo sexual cultivado fora do casamento não é um assunto sem importância (Mateus 5:28). Por isso, se você percebe que certa situação alimenta esse desejo, faz sentido evitá-la. É uma aplicação do conselho de Romanos 13:14: não facilitar aquilo que nos leva a pecar.
Isso não significa que o toque de um terapeuta seja, por si só, sexual ou impróprio. Também não significa que todos precisem adotar a mesma regra sobre ser atendidos por um homem ou por uma mulher. Uma pessoa pode se sentir à vontade com determinado profissional; outra pode preferir alguém do mesmo sexo. O importante é escolher um atendimento respeitoso e poder manter a consciência tranquila diante de Deus (Romanos 14:22-23).
Se você é casado, vale conversar com seu cônjuge, especialmente se algum aspecto do atendimento causa desconforto. Ouvir essa preocupação é uma maneira de cuidar do relacionamento. Mas 1 Coríntios 7:4, que fala dos deveres íntimos do casal, não estabelece uma regra específica sobre o sexo de quem pode fazer uma massagem.
Então, a resposta é simples: um cristão pode receber uma massagem, seja pra relaxar, seja pra buscar alívio físico. Procure um atendimento sério, deixe claros os seus limites e não continue numa situação que se torne sexualmente imprópria. Assim, você pode tomar essa decisão com liberdade e responsabilidade diante de Deus (1 Coríntios 10:31).