A teologia negativa é uma maneira de falar sobre Deus dizendo o que ele não é. Por exemplo: Deus não é injusto, não mente e não está limitado como nós. Ela também é chamada de *teologia apofática*.
Essa maneira de falar pode ajudar. Quando dizemos que Deus é bom, não queremos dizer apenas que ele costuma fazer coisas boas, como uma pessoa pode fazer. Queremos dizer que não há maldade nele. A negação, nesse caso, ajuda a evitar uma ideia errada sobre a bondade de Deus.
Mas há uma diferença importante entre dizer “não consigo entender tudo sobre Deus” e dizer “não posso afirmar nada sobre ele”. A Bíblia concorda com a primeira afirmação: nosso conhecimento é limitado. Mas ela não concorda com a segunda. Ela diz que Deus é bom, justo e misericordioso (Salmo 135:3; 11:7; 116:5). Não precisamos descobrir essas coisas sozinhos; Deus escolheu se revelar.
É por isso que Jesus é tão importante nessa conversa. Segundo o Novo Testamento, Deus se deu a conhecer de modo especial por meio do Filho (Hebreus 1:1-3). Ao vermos como Jesus tratou as pessoas, o que ensinou e o que fez, aprendemos sobre Deus. Isso não quer dizer que agora sabemos tudo a respeito dele. Quer dizer que podemos conhecê-lo de verdade, porque ele tomou a iniciativa de se mostrar a nós.
Então, a teologia negativa é útil quando nos lembra que Deus não cabe nas nossas limitações e que nenhuma descrição humana diz tudo sobre ele. Ela se torna insuficiente quando tenta substituir aquilo que Deus afirmou sobre si mesmo. Podemos dizer o que Deus não é, mas também podemos afirmar o que ele revelou ser.