Significa que a vida tem momentos de tristeza e momentos de alegria, e que não precisamos fingir que sentimos a mesma coisa em todos eles. Em Eclesiastes 3:4, essa frase aparece numa lista de situações bem diferentes que fazem parte da experiência humana. O autor observa que há ocasiões para chorar e ocasiões para rir, assim como há tempo de lamentar uma perda e tempo de celebrar.
Isso não quer dizer que Deus marcou uma hora exata pra cada lágrima ou que devemos esperar um prazo para voltar a sorrir. O sentido é mais simples: nem o choro nem o riso servem pra todas as situações. Quando alguém sofre uma perda, chorar não é falta de fé. E, quando acontece algo bom, alegrar-se não é falta de seriedade.
A própria vida de Jesus ajuda a entender isso. Ele chorou diante da morte de Lázaro, embora soubesse que o ressuscitaria (João 11:35-44). Jesus não tratou a dor das pessoas como algo sem importância. Por isso, não precisamos ter vergonha da tristeza nem exigir que alguém sofrendo se anime imediatamente.
Ao mesmo tempo, Eclesiastes não está dizendo que a dor é tudo o que existe. Há também momentos em que podemos rir e agradecer pelo que é bom. E essa atenção ao momento vale para a maneira como tratamos os outros. Paulo orienta os cristãos a se alegrarem com quem está alegre e a chorarem com quem chora (Romanos 12:15). Às vezes, a melhor ajuda não é tentar mudar o sentimento da pessoa, mas estar com ela no que está vivendo.
Por fim, a Bíblia dá ao cristão uma esperança que vai além dos altos e baixos desta vida: Deus promete um futuro em que não haverá mais morte, luto, choro ou dor (Apocalipse 21:4). Essa promessa não torna o sofrimento de hoje pequeno, nem garante que toda tristeza vai passar rapidamente. Ela nos assegura que a tristeza não terá a última palavra.