Existem tantas religiões porque as pessoas, em diferentes lugares e épocas, têm procurado respostas pra perguntas sobre Deus, a vida, o sofrimento e a morte. Mas isso não significa que todas as respostas sejam igualmente verdadeiras, nem que todas levem a uma vida com Deus.
A Bíblia diz que podemos perceber algo sobre Deus por meio do mundo que ele criou. Ao mesmo tempo, ela diz que os seres humanos nem sempre acolhem o que podem conhecer dele: muitas vezes preferem seguir suas próprias ideias e desejos (Romanos 1:19-23). Isso ajuda a entender por que a busca por Deus pode produzir crenças tão diferentes. Também não seria justo concluir que todo seguidor de outra religião age por má intenção. Muitas pessoas procuram a verdade com sinceridade.
A questão é que as religiões não discordam apenas em detalhes. Algumas ensinam que Deus é pessoal; outras entendem o divino de outra maneira. Algumas dizem que a pessoa precisa conquistar sua aceitação por meio do que faz. O evangelho, por sua vez, ensina que não podemos comprar o perdão de Deus com boas obras: somos salvos pela graça, por meio da fé (Efésios 2:8-9). Essas diferenças importam, porque oferecem respostas diferentes pra mesma pergunta: como podemos nos aproximar de Deus?
A resposta de Jesus é clara. Ele disse que é por meio dele que chegamos ao Pai (João 14:6). Os apóstolos também anunciaram que a salvação está nele (Atos 4:12). Segundo a fé cristã, Jesus não veio apenas ensinar um caminho melhor. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou, tornando possível nossa reconciliação com Deus (1 Coríntios 15:3-4; Romanos 5:8-11).
Por isso, a resposta cristã é não: todas as religiões não levam a Deus no sentido de oferecerem igualmente o perdão e a vida eterna. E isso não quer dizer que usar o nome “cristão” seja suficiente. A confiança não deve estar num rótulo religioso, mas em Jesus Cristo.
A Bíblia também ensina que todos prestarão contas a Deus (Hebreus 9:27). Encontrar-se com Deus nesse sentido, porém, é diferente de ser recebido por ele como alguém perdoado. É por isso que vale a pena examinar com cuidado quem Jesus é e o que ele fez, em vez de presumir que todas as crenças chegam ao mesmo lugar.