Tadeu foi um dos doze apóstolos escolhidos por Jesus. A Bíblia fala pouco sobre ele, e há um detalhe que pode causar confusão: nas listas dos apóstolos em Mateus 10:3 e Marcos 3:18, ele é chamado de Tadeu; nas listas de Lucas 6:16 e Atos 1:13, aparece Judas, filho de Tiago. A identificação mais comum é que se trata da mesma pessoa, conhecida por dois nomes.
Esse Judas não era Judas Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus. João faz questão de distinguir os dois ao contar a única fala desse apóstolo registrada nos Evangelhos (João 14:22).
Naquela ocasião, Jesus estava preparando os discípulos pra sua partida. Ele disse que, em breve, o mundo não o veria mais, mas eles o veriam. Tadeu quis entender como Jesus se mostraria aos discípulos e não ao mundo. Era uma pergunta sincera sobre uma diferença que ele ainda não compreendia.
Jesus respondeu falando do relacionamento que teria com aqueles que o amassem e guardassem sua palavra (João 14:23-24). Assim, ele mostrou que não estava prometendo uma aparição pública pra todos naquele momento. Estava falando de sua presença com os que cressem nele. Isso combina com a promessa do Espírito Santo, que Jesus havia feito aos discípulos pouco antes, na mesma conversa (João 14:16-17).
Fora isso, a Bíblia não conta como foi a vida de Tadeu depois daqueles acontecimentos nem como ele morreu. Existem tradições sobre lugares onde teria pregado e sobre sua morte, mas não dá pra confirmá-las pelas Escrituras. Também não há base suficiente pra afirmar que ele escreveu a carta de Judas: o autor da carta se apresenta como Judas, irmão de Tiago, sem se identificar como um dos doze apóstolos (Judas 1:1).
Então, o que sabemos com segurança é simples: Tadeu fez parte dos doze escolhidos por Jesus e, na conversa registrada por João, fez uma pergunta que ajudou a esclarecer uma promessa importante aos discípulos.