Não. Ter um sonho sexual, por si só, não é pecado. Enquanto dormimos, podemos sonhar com coisas que não escolhemos e que jamais faríamos acordados. Por isso, não faz sentido tratar o que aconteceu num sonho como se fosse uma decisão consciente.
A distinção importante é entre sonhar e escolher alimentar um desejo. Jesus ensina que olhar pra alguém com a intenção de desejá-lo sexualmente de maneira errada é uma questão do coração, mesmo que a pessoa não faça nada além disso (Mateus 5:28). Mas ele está falando de uma atitude assumida, não de uma cena que apareceu sem a nossa escolha enquanto dormíamos.
Isso não quer dizer que a nossa vida acordada nunca tenha relação com os sonhos. Se alguém passa o dia procurando conteúdo sexual ou alimentando fantasias que sabe serem erradas, é dessas escolhas que precisa se arrepender. O sonho pode chamar atenção pra um hábito que já existe, mas não prova, por si só, que esse hábito exista. Às vezes sonhamos com algo que nos desagrada profundamente, sem ter desejado aquilo antes.
Ao acordar, vale observar o que fazemos *depois*. Se o sonho foi indesejado, você pode simplesmente deixá-lo pra trás, sem carregar culpa por algo que não escolheu. Se perceber que está retomando aquela cena de propósito pra continuar uma fantasia que considera errada, aí já se trata de uma escolha feita acordado. Nesse caso, você pode falar com Deus com sinceridade, pedir perdão e buscar ajuda pra mudar seus pensamentos e hábitos. O Salmo 139:23-24 é um bom exemplo de oração pedindo que Deus examine o coração e mostre o que precisa mudar.
Se esses sonhos se repetem e trazem muita angústia, conversar com um pastor ou conselheiro de confiança pode ajudar, especialmente se estiverem ligados a lembranças difíceis. Mas não presuma que a repetição dos sonhos seja sinal de pecado. Você é responsável pelas escolhas que faz, não por cada imagem que aparece enquanto dorme.