Sinalização de virtude é tentar mostrar aos outros que você é uma pessoa boa, justa ou consciente, principalmente pra ganhar a aprovação deles. Isso pode acontecer quando alguém publica uma boa ação nas redes sociais ou faz uma crítica moral em público mais pra parecer correto do que pra ajudar alguém.
A diferença está na intenção. Defender uma causa justa em público não é, por si só, sinalização de virtude. Contar que fez uma doação também não é necessariamente errado: às vezes, isso incentiva outras pessoas a contribuir. O problema é usar essas coisas pra chamar atenção pra si mesmo. E, como não conseguimos enxergar o coração dos outros, é bom ter cuidado antes de acusar alguém disso.
Jesus tratou desse problema em Mateus 6:1-4. Ele falou de pessoas que ajudavam os necessitados de um jeito calculado pra receber elogios. Jesus não condenou a ajuda; condenou a busca por admiração. Ao ensinar que uma mão não precisa saber o que a outra faz, ele mostrou que podemos fazer o bem sem precisar anunciá-lo. Deus conhece até aquilo que ninguém mais vê.
Mas Jesus também disse que as pessoas deveriam ver as boas obras dos seus seguidores e glorificar o Pai (Mateus 5:16). Não há contradição. Em Mateus 5, as pessoas veem o bem e dão glória a Deus. Em Mateus 6, alguém faz o bem pra receber a glória para si. Uma boa ação pode ser vista por todos sem ter sido feita pra impressionar ninguém.
Por isso, vale perguntar a si mesmo antes de falar de uma causa ou publicar uma boa ação: “Estou tentando ajudar de verdade ou quero que pensem bem de mim?” Nem sempre vamos perceber nossos motivos com facilidade. Essa pergunta, porém, nos ajuda a praticar o bem com sinceridade, sem transformar a bondade numa propaganda pessoal.