Se você está falando do desenho de um círculo com três linhas dentro, ele foi criado em 1958 para uma campanha contra as armas nucleares no Reino Unido. Seu criador foi Gerald Holtom, um artista britânico. As linhas combinam os sinais das letras N e D no semáforo, um sistema em que pessoas usam bandeiras para representar letras. As iniciais vinham de *nuclear disarmament*, ou “desarmamento nuclear”.
O símbolo apareceu numa marcha contra as armas nucleares realizada naquele ano. Depois, passou a ser usado em outros movimentos que defendiam a paz, especialmente durante os protestos contra a Guerra do Vietnã. Com o tempo, muita gente começou a usá-lo sem nenhuma ligação direta com a campanha que lhe deu origem.
E quanto à ideia de que seria um símbolo anticristão ou ocultista? A origem documentada do desenho não aponta pra isso. É possível que alguém atribua outro significado a um símbolo depois que ele se torna conhecido, mas isso não muda o motivo pelo qual foi criado. Por isso, não há base pra dizer que usar esse desenho, por si só, seja uma declaração contra Cristo.
A Bíblia nos ajuda a ir além da história do símbolo. Desejar que as pessoas não se matem numa guerra é algo bom. Ao mesmo tempo, a paz que Jesus oferece é mais profunda do que a ausência de guerra: por meio dele, podemos ter paz com Deus (Romanos 5:1). E a esperança de um mundo em que a violência tenha fim faz parte das promessas ligadas ao governo do Messias (Isaías 11:1-10).
Então, a resposta é simples: o símbolo nasceu de uma campanha pelo desarmamento nuclear, não de uma mensagem anticristã. Ele pode expressar um desejo humano de paz, mas, pra fé cristã, a paz mais importante começa na reconciliação com Deus por meio de Jesus.