Pastor Antônio Junior

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O que era a Sinagoga dos Libertos em Atos 6?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Era uma sinagoga ligada a judeus conhecidos como “libertos”, em Jerusalém. Uma sinagoga era um lugar onde os judeus se reuniam pra estudar as Escrituras e orar. Atos 6 menciona esse grupo porque alguns de seus integrantes começaram a discutir com Estêvão, um seguidor de Jesus.

A palavra “libertos” indica pessoas que tinham sido escravas e depois receberam a liberdade. O livro de Atos não explica exatamente quem eram os membros dessa sinagoga. É possível que fossem judeus que haviam sido levados como escravos pelos romanos e mais tarde libertados, ou descendentes dessas pessoas. A passagem também menciona gente de Cirene, Alexandria, Cilícia e da província da Ásia — regiões fora de Israel onde viviam comunidades judaicas. O texto não deixa totalmente claro se todos esses grupos frequentavam a mesma sinagoga ou se pertenciam a sinagogas diferentes.

O que Atos deixa claro é por que essa sinagoga aparece na história. Estêvão falava sobre Jesus e realizava sinais entre o povo. Alguns homens passaram a discutir com ele, mas não conseguiam responder à sabedoria com que falava, dada pelo Espírito Santo. Então recorreram a acusações falsas: disseram que Estêvão falava contra Moisés, contra Deus, contra o templo e contra a Lei. Isso levou Estêvão diante do conselho judaico e, depois, à sua morte (Atos 6:8–15; 7:54–60).

Às vezes se sugere que Saulo de Tarso fazia parte da Sinagoga dos Libertos, porque ele aparece na cena da morte de Estêvão e aprovava o que aconteceu (Atos 7:58; 8:1). Mas a Bíblia não diz que Saulo era membro dessa sinagoga. Isso é uma possibilidade, não um fato confirmado.

Portanto, não precisamos saber a história exata daqueles “libertos” pra entender a passagem. Atos os apresenta como parte dos que se opuseram à mensagem de Estêvão. O ponto principal do relato não é o nome da sinagoga, mas o contraste entre a sabedoria com que Estêvão falou e as falsas acusações usadas contra ele.