A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus. Ele morreu na cruz, foi sepultado e ressuscitou. Mas, pra entender por que isso é tão importante, vale voltar à primeira Páscoa, contada no livro de Êxodo.
Naquela época, os israelitas eram escravos no Egito. Deus os libertou, e a celebração da Páscoa passou a lembrar essa libertação (Êxodo 12). A palavra vem do hebraico *Pessach*, ligada à ideia de “passar por cima”: na noite da última praga, Deus poupou as famílias israelitas que seguiram suas instruções. Depois disso, o povo saiu do Egito.
Séculos mais tarde, Jesus morreu durante o período da Páscoa judaica. Os primeiros cristãos entenderam que sua morte e ressurreição tinham um significado ainda maior. Paulo chamou Cristo de nosso cordeiro pascal (1 Coríntios 5:7), fazendo uma ligação com o cordeiro da primeira Páscoa. Assim como Deus libertou Israel da escravidão no Egito, por meio de Jesus ele oferece libertação do pecado e uma vida reconciliada com ele.
A morte de Jesus, portanto, não é apenas um acontecimento triste que veio antes da ressurreição. Ela faz parte do que a Páscoa anuncia: Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou (1 Coríntios 15:3-4). A ressurreição mostra que a morte não teve a última palavra sobre ele. E, segundo o Novo Testamento, aqueles que pertencem a Cristo também têm esperança de ressuscitar e viver com Deus (1 Coríntios 15:20-22).
Isso não quer dizer que todo sofrimento acabou agora, nem que basta chegar o domingo de Páscoa para todos estarem automaticamente perdoados. A promessa do evangelho é que quem confia em Jesus pode receber perdão, ter paz com Deus e viver com uma esperança que vai além da morte (Romanos 5:1; 1 Pedro 1:3).
É por isso que a Páscoa significa mais do que uma data no calendário. Pra quem segue Jesus, ela é a celebração do que Deus fez por meio da morte e da ressurreição dele: abriu o caminho para o perdão e deu uma esperança real de vida com ele.