Shabat é a palavra hebraica que deu origem a “sábado”. Ela está ligada à ideia de parar, cessar uma atividade. Na Bíblia, é o sétimo dia da semana, separado para descanso depois de seis dias de trabalho (Êxodo 20:8-11).
Esse descanso tinha um significado especial para Israel. Ao parar de trabalhar, o povo se lembrava de duas coisas: Deus criou o mundo e descansou no sétimo dia; e Deus libertou Israel da escravidão no Egito (Êxodo 20:11; Deuteronômio 5:15). Por isso, o shabat não era apenas uma folga. Era um dia para descansar, lembrar o que Deus havia feito e dedicar tempo à adoração.
Na prática judaica, o shabat começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina depois do pôr do sol de sábado. As maneiras de celebrá-lo variam entre as comunidades, mas costumam incluir refeições em família, orações e a interrupção do trabalho comum. As regras detalhadas sobre quais atividades são permitidas ou proibidas fazem parte da tradição judaica de interpretação do mandamento.
E os cristãos precisam guardar o shabat? Esse é um assunto sobre o qual há interpretações diferentes. Alguns cristãos entendem que o descanso semanal continua sendo um mandamento a ser observado. Outros entendem que o Novo Testamento não exige dos seguidores de Jesus a guarda do sábado conforme a lei dada a Israel. Esses últimos apontam, por exemplo, para Colossenses 2:16-17, onde Paulo orienta os cristãos a não aceitarem julgamento por causa da observância de sábados. Romanos 14:5-6 também ensina que diferenças na consideração dada a certos dias devem ser tratadas com respeito diante do Senhor.
Assim, o sentido básico de *shabat* é simples: parar o trabalho no sétimo dia. Na Bíblia, porém, esse descanso tinha um propósito maior: ajudar o povo de Israel a se lembrar de Deus, da criação e da libertação que havia recebido dele.