Depende de com quem acontece e do que está sendo enviado. Quando o sexting envolve pessoas que não são casadas entre si, mensagens ou imagens feitas pra provocar desejo sexual não se tornam inofensivas só porque ninguém teve contato físico. Jesus ensinou que o pecado sexual também pode começar naquilo que a pessoa deseja e alimenta no coração (Mateus 5:27-28).
Isso não quer dizer que sentir atração por alguém já seja o mesmo que cometer adultério. Jesus está falando de olhar pra outra pessoa com a intenção de desejá-la sexualmente. Paulo também orienta os cristãos a abandonar a imoralidade sexual, a impureza e os desejos maus (Colossenses 3:5). Por isso, trocar mensagens explícitas pra alimentar esse desejo fora do casamento contraria o ensino bíblico, mesmo que a conversa fique só no celular.
Entre marido e esposa, a situação é diferente. A Bíblia apresenta a intimidade sexual no casamento como algo bom, não como algo vergonhoso (Provérbios 5:18-19; 1 Coríntios 7:3-5). Ela não proíbe que o casal converse de maneira íntima por mensagem. Também não há base pra dizer que toda mensagem sexual entre cônjuges seja pecado.
Ainda assim, vale pensar antes de enviar, principalmente quando se trata de fotos íntimas. Uma mensagem ou imagem pode ser vista por outra pessoa, encaminhada ou permanecer guardada num aparelho ou serviço digital. Esse é um risco de privacidade, não uma prova de que a intimidade do casal seja errada. Também importa que os dois se sintam à vontade: ninguém deve ser pressionado a enviar algo que não quer.
Então, a resposta mais clara é esta: o sexting que alimenta o desejo sexual fora do casamento é pecado; entre cônjuges, não é pecado por si só, mas pede respeito mútuo e cuidado com a privacidade. A pergunta não é apenas “houve contato físico?”, mas também “o que estamos escolhendo fazer com nossos desejos e com a intimidade de outra pessoa?”.