Sete foi um dos filhos de Adão e Eva. A Bíblia o apresenta depois da morte de Abel, que havia sido assassinado por seu irmão Caim. Ao dar nome ao menino, Eva disse que Deus lhe tinha concedido outro filho no lugar de Abel (Gênesis 4:8, 25). Isso não quer dizer que Sete fosse igual a Abel, mas ajuda a entender por que seu nascimento foi tão importante pra ela.
A Bíblia conta pouco sobre a vida de Sete. Sabemos que, aos 105 anos, ele teve um filho chamado Enos e que viveu 912 anos ao todo (Gênesis 5:6-8). O principal motivo de ele aparecer nas Escrituras, porém, é sua descendência. Sete foi antepassado de Noé e, muitas gerações depois, de Jesus. Lucas inclui seu nome na genealogia de Jesus (Gênesis 5:3-29; Lucas 3:23-38).
Gênesis também diz que, na época de Enos, as pessoas começaram a invocar o nome do Senhor (Gênesis 4:26). Isso mostra que a adoração a Deus era importante naquele período. Mas o texto não diz que Sete criou a adoração, nem que todos os seus descendentes foram fiéis. Abel, por exemplo, já havia oferecido uma oferta a Deus antes de Sete nascer (Gênesis 4:4).
Então, a resposta mais simples é: Sete foi o filho que Deus concedeu a Adão e Eva após a morte de Abel, e sua família faz parte da história que a Bíblia acompanha até chegar a Jesus. Ele não é apresentado como o salvador prometido. Sua importância está em fazer parte da linhagem da qual, muito tempo depois, nasceu Cristo.