Os sete filhos de Ceva eram judeus que tentavam expulsar espíritos malignos. A Bíblia não diz o nome de nenhum deles. Ela conta apenas que seu pai, Ceva, era apresentado como um dos principais sacerdotes judeus e que seus filhos atuavam em Éfeso, cidade onde o apóstolo Paulo anunciava Jesus (Atos 19:13-14).
Naquela época, Deus fazia milagres por meio de Paulo, inclusive libertando pessoas de espíritos malignos (Atos 19:11-12). Os filhos de Ceva viram isso e tentaram usar o nome de Jesus também. Mas a maneira como falaram mostra o problema: eles se dirigiram ao espírito maligno em nome do Jesus que *Paulo pregava* (Atos 19:13). Pareciam tratar o nome de Jesus como uma fórmula que poderiam repetir para conseguir o mesmo resultado.
Não foi o que aconteceu. O espírito maligno respondeu que conhecia Jesus e sabia quem era Paulo, mas perguntou quem eram eles. Então o homem dominado por aquele espírito os atacou, e eles fugiram feridos (Atos 19:15-16).
O relato não conta tudo sobre a fé ou as intenções desses homens. Por isso, não precisamos afirmar mais do que sabemos. O que fica claro é que pronunciar o nome de Jesus não dava a eles, por si só, autoridade para expulsar um espírito maligno. Paulo não realizava milagres porque conhecia as palavras certas; era Deus quem agia por meio dele.
Quando a notícia se espalhou por Éfeso, as pessoas ficaram tomadas de temor, e o nome de Jesus passou a ser ainda mais respeitado (Atos 19:17). Essa é a diferença que o episódio deixa evidente: o poder não estava numa expressão repetida por alguém, mas em Jesus.