Labão disse isso porque não confiava que Jacó cumpriria o acordo depois que os dois estivessem longe um do outro. Ele não estava fazendo uma despedida carinhosa nem pedindo simplesmente que Deus cuidasse dos dois. Estava dizendo, em outras palavras: “Quando eu não puder ver o que você faz, Deus poderá.”
Jacó tinha vivido e trabalhado por vinte anos na casa de Labão, seu sogro. Nesse tempo, os dois tiveram muitos conflitos. Quando Jacó partiu com a família e os rebanhos sem avisar, Labão foi atrás dele. Deus, porém, advertiu Labão em sonho para que tivesse cuidado com a maneira de tratar Jacó. Depois de uma discussão, eles decidiram fazer um acordo e se separar (Gênesis 31:17-44).
Foi nesse momento que ergueram pedras como testemunha do acordo. Labão se preocupava especialmente com suas filhas, que eram esposas de Jacó: disse que Deus seria testemunha caso Jacó as maltratasse ou tomasse outras mulheres, mesmo que Labão não estivesse por perto pra saber. Os dois também combinaram que não atravessariam aquele marco para atacar um ao outro (Gênesis 31:48-52).
É por isso que Labão falou de Deus como alguém que vigiaria entre eles enquanto estivessem separados. As pedras marcavam o que tinham prometido; Deus podia ver se cumpririam a promessa. O sentido da frase, portanto, é de vigilância e responsabilidade diante de Deus, não apenas de proteção durante uma viagem.