Significa pedir que aquilo que Deus quer aconteça — e dizer a ele: “Quero seguir a tua vontade, mesmo quando ela for diferente da minha.” Jesus ensinou esse pedido no Pai Nosso e acrescentou: “assim na terra como no céu” (Mateus 6:9-10). Portanto, a oração não trata só dos nossos planos. Ela também expressa o desejo de que as pessoas vivam aqui de acordo com o que Deus quer.
Isso inclui coisas que a Bíblia já nos mostrou com clareza. Deus quer que abandonemos o pecado, tratemos os outros com amor e vivamos de modo agradável a ele. Ao pedir que sua vontade seja feita, pedimos sua ajuda pra viver assim e pra que outras pessoas também o conheçam. Não faz sentido orar por isso e, ao mesmo tempo, ignorar o que já sabemos que ele nos pede. Paulo ensina que, à medida que Deus transforma nossa maneira de pensar, aprendemos a reconhecer sua vontade (Romanos 12:1-2).
Mas há situações em que não sabemos o que Deus fará. Podemos pedir a cura de alguém, uma oportunidade de trabalho ou a solução de um problema sem saber qual será a resposta. Nesses momentos, “seja feita a tua vontade” não quer dizer que devemos esconder o que sentimos ou deixar de fazer pedidos. Quer dizer que podemos pedir com sinceridade e confiar a resposta a Deus.
Foi assim que Jesus orou antes de ser preso e crucificado. No jardim do Getsêmani, ele falou ao Pai sobre o sofrimento que estava diante dele e pediu, se fosse possível, que não precisasse passar por aquilo. Mesmo assim, afirmou que queria fazer a vontade do Pai (Mateus 26:39). Ele não fingiu que a dor não existia. Sua oração mostra que confiar em Deus e expressar o que desejamos são coisas que podem andar juntas.
Por isso, esse pedido não é uma forma de desistir ou de ficar parado esperando. É uma oração de confiança e obediência: apresentamos a Deus o que desejamos, buscamos fazer o que ele já nos ensinou e deixamos com ele aquilo que não conseguimos controlar.