A Segunda-feira Santa é a segunda-feira da Semana Santa, entre o Domingo de Ramos e a Páscoa. É um dia em que muitos cristãos lembram acontecimentos dos últimos dias de Jesus antes de sua morte e ressurreição. Algumas igrejas fazem reuniões e leituras especiais nessa data; outras não a celebram de modo particular. A Bíblia não exige sua comemoração.
O Evangelho de Marcos ajuda a entender por que esse dia é associado à figueira e ao templo. Depois de entrar em Jerusalém, Jesus foi ao templo, observou tudo e voltou com os discípulos pra Betânia, onde estavam hospedados. No dia seguinte, a caminho de Jerusalém, falou a uma figueira que tinha folhas, mas não tinha frutos. Mais tarde, entrou no templo e expulsou os que estavam comprando e vendendo ali (Marcos 11:11-17). Por isso, esses acontecimentos costumam ser lembrados na Segunda-feira Santa.
A atitude de Jesus no templo não foi uma condenação de todo comércio. Ele estava denunciando o que haviam feito daquele lugar: a casa destinada à oração tinha se tornado um lugar de exploração, conforme sua própria repreensão em Marcos 11:17. Já a figueira aparece ligada, nesse relato, ao alerta contra uma aparência religiosa sem os frutos que Deus espera. Marcos conta que os discípulos perceberam que ela havia secado quando passaram por ali na manhã seguinte (Marcos 11:20-21).
Mateus também relata a ação de Jesus no templo, menciona crianças que o louvaram ali e conta o episódio da figueira (Mateus 21:12-22). Mas os Evangelhos não dão o nome “Segunda-feira Santa” a esses acontecimentos nem estabelecem uma agenda completa, dia por dia, daquela semana. Mateus e Marcos organizam alguns detalhes de maneiras diferentes. Assim, é melhor dizer que a tradição cristã associa esses episódios à segunda-feira, sem afirmar com certeza a data exata de cada um deles.
O mais importante não é acertar todos os detalhes do calendário. Ao lembrar esse dia, os cristãos voltam a atenção ao que Jesus fez e ensinou: ele levou a sério a oração, confrontou o uso errado do templo e mostrou que a fé não deve ficar só na aparência.