Francisco de Assis foi um cristão italiano que viveu entre o fim do século 12 e o começo do século 13. Ele ficou conhecido por deixar uma vida confortável pra viver com simplicidade, pregar e cuidar de pessoas pobres e doentes. Seu nome de nascimento era Giovanni di Pietro di Bernardone, mas ele se tornou conhecido como Francisco.
Filho de um comerciante, Francisco cresceu com boas condições de vida. Quando jovem, participou de um conflito armado entre cidades italianas. Mais tarde, passou por uma mudança profunda na maneira de viver a fé. Abriu mão dos bens da família e escolheu uma vida de pobreza, oração e serviço. Ele não foi ordenado sacerdote: era um religioso católico que pregava e reunia pessoas em torno desse modo de vida.
Desse movimento nasceram os Frades Menores, conhecidos como franciscanos. Francisco também participou, junto com Clara de Assis, do começo da comunidade que ficou conhecida como Clarissas. Com o tempo, surgiu ainda um caminho franciscano pra pessoas que continuavam vivendo com suas famílias e trabalhando normalmente. Francisco morreu em 1226 e, dois anos depois, foi declarado santo pela Igreja Católica.
Muita gente associa Francisco aos animais. Isso tem relação com a maneira como ele falava da criação de Deus e com histórias contadas sobre sua vida. Existem também relatos de que ele recebeu marcas semelhantes às feridas de Jesus, chamadas *estigmas*. São relatos da tradição cristã, não acontecimentos que a Bíblia nos peça para aceitar como parte da fé. E a famosa oração que começa com “Senhor, fazei-me um instrumento da vossa paz” provavelmente não foi escrita por ele; ela apareceu muitos séculos depois.
O que um cristão pode aprender com Francisco? Sua disposição de ajudar quem sofria e de não fazer da riqueza o centro da vida lembra ensinos claros de Jesus sobre generosidade, humildade e cuidado com o próximo (Mateus 6:19-21; 25:35-40). Ao mesmo tempo, admirar seu exemplo não significa aceitar todas as suas crenças ou práticas religiosas.
Francisco era católico e tinha grande devoção a Maria e lealdade à Igreja de sua época. Cristãos evangélicos costumam discordar da veneração de santos e da ideia de pedir a eles que intercedam por nós, pois entendem que podemos nos aproximar de Deus por meio de Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16; 1 Timóteo 2:5). A Bíblia também chama de “santos” todos os que pertencem a Cristo, não apenas pessoas reconhecidas oficialmente depois da morte (Romanos 1:7).
Há uma distinção importante quanto à pobreza. Jesus ensinou seus seguidores a não serem dominados pelo dinheiro, e Francisco levou esse ensino muito a sério. Mas o Novo Testamento não exige que todo cristão renuncie a todos os seus bens ou entre numa ordem religiosa. Podemos, portanto, reconhecer o bem que Francisco fez, examinar suas práticas à luz da Bíblia e seguir a Cristo — sem precisar tratar Francisco como alguém acima dos demais cristãos.