Ser santificado é ser separado pra Deus e transformado por ele. Essas duas ideias andam juntas: Deus nos recebe como seus e, ao longo da vida, vai nos ensinando a viver de um jeito que combina com isso.
A Bíblia também fala de lugares e dias separados pra Deus. Mas, quando fala da santificação de uma pessoa, não se trata apenas de dar a ela um nome especial. Deus muda sua relação com ele e também sua maneira de viver.
Isso começa com Jesus, não com o nosso esforço pra nos tornarmos bons o suficiente. Por meio da morte de Cristo, Deus nos perdoa e nos recebe como seu povo (Hebreus 10:10; 1 Coríntios 6:11). Por isso, o Novo Testamento chama os cristãos de santos, mesmo sabendo que eles ainda precisam crescer e corrigir muita coisa (1 Coríntios 1:2).
Esse crescimento também faz parte da santificação. O Espírito Santo trabalha em nós, e a Palavra de Deus nos mostra o que é verdadeiro e como devemos viver (João 17:17; 2 Tessalonicenses 2:13). Aos poucos, aprendemos a abandonar o pecado e a obedecer a Deus nas escolhas de cada dia. Paulo, por exemplo, liga a santificação à maneira como o cristão lida com seus desejos e com a sexualidade (1 Tessalonicenses 4:3-5).
Isso não quer dizer que uma pessoa santificada nunca mais peque. Quer dizer que ela não deve tratar o pecado como algo sem importância. Ela pertence a Deus e continua precisando da ajuda dele pra mudar.
Então, se você perguntar “já fui santificado ou ainda estou sendo?”, a resposta bíblica é: as duas coisas. Em Cristo, Deus separa a pessoa pra si; durante a vida, continua a transformá-la. É por isso que Paulo ora pra que Deus santifique os cristãos em tudo (1 Tessalonicenses 5:23). A santificação não é uma conquista pra merecer o amor de Deus. É a obra de Deus na vida de quem ele já recebeu.