Judas estava falando da salvação que ele e seus leitores compartilhavam por meio de Jesus Cristo. Ela é “comum” não porque seja algo sem importância, mas porque não pertence a um grupo especial de cristãos. Todos os que creem em Cristo dependem da mesma graça de Deus e recebem dele o perdão dos pecados (Efésios 2:8-9).
Isso não quer dizer que todas as pessoas já estejam salvas. A Bíblia apresenta a salvação como uma dádiva oferecida por Deus e recebida pela fé em Jesus (João 3:16). Também não quer dizer que os cristãos concordem em todos os assuntos. Judas está falando daquilo que os une no ponto mais importante: é Cristo quem os salva. Paulo expressa essa união ao falar de um só Senhor e uma só fé (Efésios 4:4-6).
O começo da carta ajuda a entender por que Judas menciona isso. Ele diz que pretendia escrever sobre a salvação que tinham em comum, mas viu a necessidade de tratar de um problema urgente: pessoas estavam distorcendo a graça de Deus e negando Jesus Cristo (Judas 1:3-4). Por isso, pediu aos leitores que defendessem a fé recebida. Em outras palavras, Judas lembrava a seus irmãos da salvação que os unia enquanto os alertava a não aceitar ensinamentos que contrariavam essa mesma fé.
Essa salvação também não depende da origem ou da posição social de ninguém. Judeus e não judeus, pessoas de diferentes condições, podem pertencer a Cristo pela fé (Gálatas 3:28; Romanos 10:12). Assim, a resposta é simples: a “salvação comum” é a salvação em Jesus, compartilhada por todos os que creem nele.