“Salvação coletiva” pode significar coisas diferentes. Às vezes, a expressão quer dizer que uma pessoa seria salva porque pertence a uma família, a uma igreja ou a um povo. Outras vezes, quer dizer que só seremos salvos se todos nos unirmos pra melhorar a sociedade. A Bíblia não ensina nenhuma dessas ideias como caminho pra salvação diante de Deus. Ela ensina que somos salvos por meio de Jesus Cristo, pela graça de Deus, mediante a fé — não por pertencer a um grupo nem pelo esforço conjunto de transformar o mundo (Efésios 2:8-9; Atos 4:12).
Isso não quer dizer que a fé seja uma experiência isolada. Quando alguém crê em Cristo, passa a fazer parte do povo de Deus, a igreja. Os cristãos devem viver em união, cuidar uns dos outros e praticar o bem (1 Coríntios 12:12-27; Gálatas 6:10). Mas essa comunidade não salva seus membros por si mesma. Participar de uma igreja não substitui a fé em Jesus, assim como as boas obras da igreja não substituem o que ele fez por nós.
Jesus orou pela união dos que creriam nele, conforme João 17:20-23. Essa oração mostra que a unidade entre os cristãos é importante. Ela não diz, porém, que todas as religiões oferecem o mesmo caminho até Deus, nem que precisamos deixar de lado o evangelho pra alcançar um objetivo social. A união pela qual Jesus orou está ligada à fé nele e à verdade que ele ensinou (João 17:6-8, 17).
Também não precisamos escolher entre anunciar o evangelho e fazer o bem às pessoas. Jesus mandou seus seguidores fazer discípulos (Mateus 28:19-20), e o Novo Testamento também os chama a amar o próximo e ajudar quem precisa (Tiago 2:14-17). Essas ações são importantes, mas não são a causa da nossa salvação. São uma forma de viver a fé.
Então, a resposta depende do sentido da expressão. Deus salva pessoas e as reúne num só povo; ele não salva alguém simplesmente por fazer parte de um grupo. E, embora os cristãos devam trabalhar juntos pelo bem dos outros, a salvação não vem dessa cooperação. Ela vem de Cristo.