O templo de Salomão foi o primeiro templo construído em Jerusalém para a adoração ao Senhor. Antes dele, os israelitas tinham o tabernáculo: uma estrutura que podia ser desmontada e transportada, feita nos dias de Moisés. Salomão construiu um edifício permanente, onde seriam realizados os sacrifícios e outras atividades ligadas à adoração de Israel.
Davi, pai de Salomão, queria construir esse templo, mas Deus determinou que seu filho faria a obra (1 Crônicas 28:2-6). Salomão a realizou em Jerusalém, no monte Moriá (2 Crônicas 3:1). Quando o templo ficou pronto, a arca da aliança foi levada pra sala mais interior. Dentro da arca estavam as tábuas da aliança, ligadas aos Dez Mandamentos (1 Reis 8:6-9).
O templo era muito importante pra vida do povo, mas não significava que Deus estivesse limitado àquele edifício. Na oração que fez quando o templo foi dedicado, o próprio Salomão reconheceu que nem os céus poderiam conter Deus, muito menos a casa que ele havia construído (1 Reis 8:27). O templo era o lugar que Deus havia escolhido pra ser adorado daquela maneira, não uma casa de que ele precisasse.
Esse primeiro templo foi destruído pelos babilônios, junto com Jerusalém, no século VI a.C. Depois, quando parte dos judeus voltou do exílio, o templo foi reconstruído. É esse o segundo templo, cuja conclusão é relatada em Esdras 6:14-18.
Séculos mais tarde, o rei Herodes ampliou e reformou muito o segundo templo. Por isso, o edifício que existia na época de Jesus também é chamado de templo de Herodes. Mas não era um terceiro templo construído depois da destruição de outro: era o segundo templo, bastante transformado pelas obras de Herodes. Foi esse templo que os romanos destruíram no ano 70 d.C.
Então, se estamos falando dos templos que foram construídos em Jerusalém nessa sequência histórica, a resposta é dois: o de Salomão e o segundo templo. “Templo de Herodes” é outro nome usado para a fase ampliada do segundo. O Muro Ocidental, conhecido como Muro das Lamentações, faz parte da estrutura que sustentava a área do templo; não é uma parede do edifício do templo que permaneceu de pé.