Duas mulheres que moravam na mesma casa tiveram um filho cada uma. Certa noite, um dos bebês morreu. Quando o caso chegou ao rei Salomão, as duas afirmavam ser a mãe da criança que continuava viva. Não havia mais ninguém na casa que pudesse dizer o que tinha acontecido. É essa disputa que a Bíblia conta em 1 Reis 3:16-28.
Uma das mulheres disse que a outra havia se deitado sobre o próprio filho durante a noite e, depois que ele morreu, trocou os bebês enquanto ela dormia. Ao acordar, ela encontrou uma criança morta ao seu lado. Mais tarde, ao olhar com atenção, percebeu que não era seu filho. A outra mulher negou a acusação: dizia que o bebê vivo era dela.
Salomão ouviu as duas versões e pediu que trouxessem uma espada. Então ordenou que dividissem o menino vivo entre as duas. A reação foi imediata. Uma das mulheres implorou que entregassem a criança à outra, desde que não a matassem. A segunda aceitou a divisão. Salomão mandou entregar o bebê à mulher que preferiu perdê-lo a vê-lo morrer.
O menino não foi ferido. Pela maneira como o relato termina, entendemos que a ordem de Salomão serviu pra revelar quem era a mãe. Ele não tinha uma testemunha da troca, mas a reação daquela mulher mostrou que preservar a vida do filho importava mais pra ela do que ganhar a disputa.
Essa história aparece logo depois de Salomão pedir a Deus sabedoria pra governar e julgar o povo (1 Reis 3:5-12). O caso mostrou o que essa sabedoria significava na prática: diante de duas versões opostas, o rei encontrou um modo de descobrir a verdade e proteger a criança. Quando os israelitas souberam da decisão, reconheceram que Deus havia dado sabedoria a Salomão pra fazer justiça (1 Reis 3:28).