Os salmos reais são cânticos e orações do livro de Salmos que falam do rei de Israel. Alguns pedem a Deus que o ajude a governar com justiça. Outros agradecem pelas vitórias que Deus lhe deu ou falam da promessa feita à família de Davi. O nome “real” vem daí: são salmos ligados à realeza.
Um exemplo é o Salmo 72. Nele, o pedido principal não é que o rei fique rico ou poderoso. É que ele julgue com justiça, defenda os pobres e cuide dos necessitados. Isso mostra o que se esperava de um rei em Israel: ele devia governar debaixo da autoridade de Deus e fazer o bem ao povo. Já o Salmo 20 é uma oração pelo rei, enquanto o Salmo 18 agradece a Deus por livrá-lo de seus inimigos.
A promessa a Davi ajuda a entender por que esses salmos são tão importantes. Em 2 Samuel 7, Deus promete estabelecer sua descendência no trono. Salomão, filho de Davi, veio depois dele, mas a história não terminou ali. Os reis que se seguiram falharam, e o reino sofreu grandes perdas. Por isso, os salmos que falam da continuidade do governo de Davi também alimentavam a esperança de um rei que cumprisse plenamente o que Deus havia prometido.
Os cristãos entendem que essa promessa se cumpre em Jesus, descendente de Davi. O anjo anuncia que ele receberia o trono de Davi e que seu reino não teria fim (Lucas 1:32-33). No Novo Testamento, o Salmo 110 também é aplicado a Jesus, que ressuscitou e foi exaltado por Deus (Atos 2:30-36). Isso não significa que cada frase de cada salmo real fale diretamente de Jesus. Muitos desses salmos tratavam, primeiro, de reis e situações da história de Israel. Mas, lidos à luz de toda a Bíblia, eles também ajudam a entender por que Jesus é chamado de Rei.
Salmos como 2, 20, 45, 72, 89 e 110 costumam ser incluídos nesse grupo. “Salmos reais” é uma forma de reunir cânticos que têm o rei como tema; não é uma divisão com uma lista única e obrigatória. O ponto que os une é simples: eles mostram a importância do rei na vida de Israel e, ao mesmo tempo, apontam pra esperança de que Deus cumpriria sua promessa feita a Davi.