Os saduceus eram um grupo judaico influente na época de Jesus. Muitos pertenciam às famílias sacerdotais ligadas ao templo de Jerusalém, e alguns ocupavam posições de grande poder. Eles não eram todos os sacerdotes, nem representavam todos os judeus.
Pra entender por que aparecem tantas vezes em conflito com Jesus e os apóstolos, é importante conhecer uma crença deles: os saduceus não acreditavam na ressurreição dos mortos. Atos 23:8 também diz que, diferentemente dos fariseus, eles não criam em anjos nem em espíritos. Jesus, porém, ensinou que Deus ressuscitaria os mortos (Mateus 22:23-33).
Certa vez, alguns saduceus apresentaram a Jesus uma situação complicada sobre casamento, tentando mostrar que a ressurreição não fazia sentido. Jesus respondeu usando os livros de Moisés, que tinham grande importância pra eles. Ao falar de Deus como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, Jesus mostrou que eles não tinham entendido o que as Escrituras ensinavam sobre o poder de Deus e a vida após a morte (Mateus 22:23-33).
Essa diferença também ajuda a explicar a oposição deles aos apóstolos. Pedro e João anunciavam que Jesus havia ressuscitado e que, por meio dele, haveria ressurreição dos mortos. Alguns saduceus, junto com sacerdotes e responsáveis pelo templo, reagiram e mandaram prendê-los (Atos 4:1-3). Mais tarde, Atos 5:17-18 volta a mencionar a ação do sumo sacerdote e de seus aliados saduceus contra os apóstolos.
Os saduceus também tinham influência no conselho judaico que tratou do caso de Jesus. Mas é bom não atribuir a eles, sozinhos, tudo o que esse conselho fez: outros líderes participaram das decisões (João 11:47-53; Marcos 14:53-64).
Não sabemos com certeza de onde veio o nome “saduceus”, e eles não deixaram escritos próprios que expliquem todas as suas crenças. Por isso, é melhor não afirmar com segurança detalhes que a Bíblia e as fontes antigas não deixam claros. O que sabemos é suficiente pra entender seu papel no Novo Testamento: eram líderes judeus ligados ao templo, com influência religiosa e política, que rejeitavam a ressurreição e se opuseram à pregação de que Jesus havia ressuscitado. Depois que os romanos destruíram o templo de Jerusalém, no ano 70 d.C., o grupo deixou de existir como força organizada.