Os sacerdotes de Nobe eram homens que serviam a Deus numa cidade de Israel conhecida como “cidade dos sacerdotes” (1 Samuel 22:19). Aimeleque era um deles. A Bíblia fala especialmente desse grupo por causa de uma tragédia: o rei Saul mandou matá-los depois que Aimeleque ajudou Davi.
Naquele tempo, Davi estava fugindo de Saul, que queria matá-lo. Ao chegar a Nobe, pediu comida a Aimeleque, mas não contou que estava fugindo do rei. Disse que cumpria uma missão a serviço dele. Aimeleque deu a Davi pães consagrados, usados no serviço a Deus, e a espada de Golias, que estava guardada ali (1 Samuel 21:1-9).
Um servidor de Saul chamado Doegue viu o encontro e depois contou ao rei. Saul concluiu que os sacerdotes tinham se aliado a Davi. Aimeleque explicou que não sabia de nenhuma conspiração: até então, Davi era conhecido como um servo fiel do rei (1 Samuel 22:9-15). Mesmo assim, Saul ordenou a morte dos sacerdotes. Seus guardas se recusaram a atacá-los, mas Doegue cumpriu a ordem. Ele matou 85 sacerdotes e também atacou os moradores de Nobe. Abiatar, filho de Aimeleque, conseguiu escapar e foi procurar Davi (1 Samuel 22:16-23).
Esses sacerdotes pertenciam à família de Eli, uma linhagem sacerdotal descendente de Arão. A ligação aparece mais tarde na história de Abiatar: quando ele foi afastado do sacerdócio, o relato de 1 Reis 2:27 relacionou isso ao que Deus havia anunciado sobre a família de Eli (1 Samuel 2:27-36).
Jesus também mencionou o episódio dos pães dados a Davi. Ele o usou para responder a quem criticava seus discípulos por colher espigas no sábado. Seu ensino mostrou que as regras sobre coisas sagradas não deviam ser usadas sem considerar a necessidade humana (Mateus 12:1-7).
Portanto, os sacerdotes de Nobe não eram um grupo que havia se rebelado contra Saul. Eram sacerdotes que serviam naquela cidade. Aimeleque ajudou Davi sem saber que ele fugia do rei, e os demais sofreram as consequências da acusação injusta de Saul.